Com falas marcantes, uma dose de romance e personagens carismáticos, O Diabo Veste Prada ocupa o posto de "filme de conforto" de muita gente. Duas décadas depois, a comédia romântica ainda sustenta tamanho apelo que sua sequência-legado, O Diabo Veste Prada 2, promete ser um dos maiores lançamentos do ano.
Ainda assim, o público e o contexto social de hoje são bem diferentes da época na qual o primeiro foi lançado, em 2006. Então, a principal missão do diretor David Frankel e da roteirista Aline Brosh McKenna foi criar uma nova história que se mantivesse fiel à essência do original e também fosse condizente ao que vivemos atualmente.
Anne Hathaway não acredita que o público "compraria" as montagens fashion de O Diabo Veste Prada hoje em dia
20th Century Studios
Para Anne Hathaway, alguns clichês do gênero que "facilitam" a vida dos personagens, muitas vezes, não convencem os espectadores modernos, que são mais exigentes com a verossimilhança. A atriz comparou as montagens de transformação de visual da jovem Andy Sachs em O Diabo Veste Prada e a evolução de estilo mais palpável da jornalista na sequência:
"Uma das alegrias do primeiro era o Nigel chegar e levar Andy para um closet mágico e ela sair de lá renascida como uma fashionista. O que é diferente neste de agora é que ninguém quer acreditar nisso hoje e suspender o realismo por um segundo sequer. As pessoas querem que você faça por merecer, então garantimos que isso acontecesse", argumentou em entrevista ao Fandango.
Hathaway descreveu que o roteiro justifica as escolhas de moda de Andy de uma maneira que reflete o percurso pessoal e profissional dela nos últimos vinte anos como "alguém que trabalhou na Runway aos 20 e poucos anos e depois teve um emprego que a levou a viajar pelo mundo todo". A atriz define que a personagem "vive na interseção entre o prático e o fabuloso".
O Diabo Veste Prada 2 entra em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 30 de abril.