Depois de passar anos em desenvolvimento por causa de dificuldades de produção e até disputas judiciais, o filme sobre Michael Jackson vai chegar às telas na próxima quinta-feira, 23 de abril. Com Jaafar Jackson, o próprio sobrinho do Rei do Pop, no papel titular, Michael promete explorar tanto os muitos sucessos quanto os bastidores da vida pessoal do astro.
O longa-metragem do diretor Antoine Fuqua se propõe a traçar toda a trajetória a traçar de Michael, desde o início da carreira artística, aos nove anos, ao lado dos irmãos nos Jackson Five até ele, de fato, se tornar o cantor mais famoso do pop mundial. Com tantos feitos e eventos importantes a serem cobertos, o material bruto das filmagens resultou em três horas e meia no total.
A cinebiografia de Michael Jackson não irá reproduzir como o cantor morreu
Lionsgate
Após debates logísticos com o estúdio, a Lionsgate Films, e impedimentos contratuais dos representantes legais de Jackson, boa parte dessas gravações foram engavetadas e o final do filme foi mudado. Dessa forma, a produção só irá chegar até um determinado ponto da trajetória de Michael, parando bem antes de sua morte, que aconteceu em 2009 em decorrência de uma overdose de sedativos.
Com a duração final (pós-cortes) de duas horas e oito minutos, a cinebiografia se estenderá até o auge do sucesso de Michael Jackson, sua primeira turnê solo, a "The Bad Tour", que promoveu o álbum "Bad". A maratona de 123 shows aconteceu entre 1987 e 1989 e arrecadou mais de 125 milhões de dólares após passar por quinze países.
Os acontecimentos subsequentes da vida do Rei do Pop — como sua vinda ao Brasil, a piora significativa do vitiligo e as acusações de abuso infantil — não serão contemplados em Michael, mas a possibilidade de um segundo filme que dê continuidade à biografia está sendo discutida pela produção.