Depois de anos de desenvolvimento conturbado, Michael, a cinebiografia de Michael Jackson, chegará às telonas no dia 23 de abril. O filme de Antoine Fuqua foi produzido em parceria com a família e a fundação/propriedade do Rei do Pop, mas isso não traduz, necessariamente, precisão dos fatos na tela.
A filha de Michael, Paris Jackson, disse que preferiu não se envolver ou dar aval algum ao filme porque o roteiro supostamente fabrica uma versão suavizada ou fantasiosa dos feitos e da personalidade de seu pai.
Paris não expressara nenhuma opinião sobre "Michael", até vir à público em setembro do ano passado para rebater um testemunho do ator Colman Domingo. O intérprete de Joe Jackson, seu avô paterno, afirmou durante um evento da amFAR que tanto ela quanto seu irmão "apoiavam muito o nosso filme", mas isso não estava de acordo com as intenções dela:
"Não digam às pessoas que eu ajudei no set de um filme em que eu não tive nenhuma participação. Isso é muito estranho. Li uma das primeiras versões do roteiro e pontuei o que era desonesto ou não me parecia certo, e como não me retornaram sobre segui em frente", escreveu Jackson em seus stories do Instagram (via The Guardian).
Ela prosseguiu criticando não só o filme, mas o modelo das cinebiografias hollywoodianas que pretendem agradar os fãs, sem comprometimento com a verdade. A artista de 27 anos acrescentou que "a narrativa está sendo controlada e há muitas irregulares e mentiras descaradas" no roteiro do Michael e de outras produções do gênero.
Protagonizado por Jaafar Jackson, o longa propõe-se a traçar toda a trajetória do astro, desde o início da carreira artística, aos nove anos, ao lado dos irmãos nos Jackson Five, até sua morte, em 2009. A sinopse, os materiais de divulgação e a equipe criativa de Michael afirmam estar comprometidos em cobrir tanto os sucessos quanto os momentos controversos da vida do cantor.