A implicância da Academia com filmes de terror revolta os fãs do gênero e especialistas em cinema há muitos anos, mas esse estigma parece estar sendo dissolvido a passos de formiga. Amy Madigan acaba de ganhar seu primeiro Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante graças ao aclamado A Hora do Mal, de Zach Cregger.
Houve muita gente e muitos veículos que acreditavam que a atriz seria esnobada na categoria sob o argumento dessa resistência dos votantes em relação ao horror. Porém, sua perfomance como a macabra e excêntrica Tia Gladys se destacou não só no Oscar, mas também durante toda a temporada de premiações, enchendo a estante com os troféus do Critics Choice Awards e do Actor Awards (antigo SAG) pelo papel.
Nem O Exorcista, nem O Sexto Sentido: Apenas UM filme de terror venceu o Oscar de melhor filme – e fez história na premiaçãoAmy Madigan leva estatueta para casa depois de 40 anos da primeira indicação de sua carreira
Kevin Winter/Getty Images
Neste ano, a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante foi apontada como uma das mais concorridas da premiação. Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra), Inga Ibsdotter Lileaas (Valor Sentimental), Wunmi Mosaku (Pecadores) e Elle Fanning (Valor Sentimental) também estavam entre as finalistas — e Madigan era a única entre elas que já fora indicada anteriormente.
Tanto que a conquista de Amy fecha com chave de ouro uma jornada de superação que começou em 1986. Naquele ano, quando ainda era relativamente nova em Hollywood, ela foi indicada pela primeira vez por seu trabalho no filme Duas Vezes na Vida, de Bud Yorkin, também como Best Supporting Actress. Porém, quem acabou levando a melhor foi Anjelica Huston por A Honra do Poderoso Prizzi.
Depois de exatas quatro décadas, aos 75 anos de idade, Amy Madigan enfim retornou ao palco do Dolby Theater, em Los Angeles para receber sua merecida estatueta. O prêmio carrega, para ela, não só a excelência de sua atuação no terror de Zach Cregger, mas também uma condecoração por uma carreira muito bem-sucedida.