O criador de O Poderoso Chefão sofria da síndrome do impostor e comprou um manual de roteiro: Não adiantou absolutamente nada
Iris Dias
Amante dos filmes de fantasia e da Beyonce. Está sempre disposta a trocar tudo por uma sitcom ou uma maratona de Game Of Thrones.

Se até Mario Puzo duvidava de suas habilidades, como nós, meros mortal, não poderíamos duvidar?!

De quem você pode aprender quando já é um mestre? Ninguém menos que o escritor Mario Puzo, autor do lendário romance O Poderoso Chefão e de suas igualmente proverbiais adaptações para o cinema sob a direção de Francis Ford Coppola, teve que enfrentar esse dilema após duvidar de suas habilidades como roteirista.

Mario Puzo, o Impostor

Como você verá a seguir, a chamada síndrome do impostor pode afetar até mesmo as pessoas mais talentosas que já viveram neste planeta. Ironicamente, no caso de Puzo, foi o sucesso dos dois primeiros filmes de O Poderoso Chefão durante as respectivas temporadas de premiações que motivou o autor nova-iorquino a buscar formação como roteirista.

Como relatou em entrevista a Terry Gross, apresentada no podcast Fresh Air para marcar o 50º aniversário da estreia da primeira parte da trilogia, Mario Puzo nunca acreditou que "sabia o que estava fazendo" enquanto escrevia o roteiro do longa-metragem, o que o levou a buscar aconselhamento externo.

O Poderoso Chefão
O Poderoso Chefão
Data de lançamento 24 de março de 1972 | 2h 55min
Criador(es): Francis Ford Coppola
Com Marlon Brando, Al Pacino, James Caan
Usuários
4,8
Assista agora no Paramount+

"O primeiro capítulo dizia..."

"Foi moleza porque era a primeira vez que eu escrevia um roteiro, então eu não sabia o que estava fazendo. Sabe, no fim deu tudo certo. E a história que eu conto é que, depois de ganhar dois Oscars pelos dois primeiros O Poderoso Chefão, eu comprei um livro sobre roteiro porque achei que seria melhor aprender." A reviravolta inesperada, porque todas as boas histórias têm uma, foi encontrada pelo escritor nas primeiras páginas do manual que escolheu:

"O primeiro capítulo do livro dizia: 'Estude O Poderoso Chefão Parte I'. É o modelo para um roteiro."

Dessa anedota, além de uma nova curiosidade a acrescentar ao processo de criação da saga, podemos extrair uma lição vital: temos que confiar mais em nossas habilidades — embora nem todos nós tenhamos um Mario Puzo dentro de nós.

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