Quando falamos de filmes com loops temporais, imediatamente pensamos em títulos como Feitiço do Tempo ou No Limite do Amanhã. No entanto, existem outras joias do gênero, como Contra o Tempo, dirigido por Duncan Jones.
Repetição!
A história nos apresenta a Colter Stevens, interpretado pelo sempre impecável Jake Gyllenhaal. Ele acorda assustado em um trem rumo a Chicago, e, sofrendo de amnésia, não se lembra de ter embarcado. Pior ainda, os outros passageiros agem como se o conhecessem, embora ele nunca os tenha visto antes. Desorientado, ele tenta entender o que está acontecendo, mas então uma bomba explode, matando todos a bordo.
Colter acorda em uma estranha cápsula e descobre que está participando de um procedimento experimental que lhe permite projetar-se no corpo de outra pessoa e reviver os últimos oito minutos de sua vida. Sua missão: reviver repetidamente os minutos que antecederam a explosão para identificar e prender os autores do ataque.
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A cada fracasso, as chances de retornar ao passado diminuem. Enquanto tenta impedir a explosão, seus superiores o informam que um segundo ataque está sendo planejado no coração de Chicago e que o objetivo não é mais proteger os poucos passageiros do trem, mas a cidade inteira. Começa, então, a corrida contra o tempo.
Uma joia da ficção científica que você não pode perder!
Combinando um universo realista com viagens no tempo, o roteiro do filme também oscila entre Matrix, A Origem, Amnésia e Déjà Vu.
Embora Contra o Tempo seja um filme de ficção científica, eles também tem uma dimensão realista, retratando a tecnologia ainda em fase experimental. Ao não forçar o roteiro para o sobrenatural e priorizar o aspecto humano da trama, os espectadores podem mergulhar na história e considerá-la plausível.
Além disso, é fascinante a forma como o longa lida com o espaço e o tempo. A equipe de filmagem teve que ser incrivelmente criativa, já que esse era um aspecto crucial. De fato, a mesma sequência (a cena do trem) teve que ser filmada de diversas maneiras diferentes, cada vez introduzindo um novo elemento narrativo.
Cada momento tinha que combinar perfeitamente com o anterior, sem ser uma réplica exata. A cada vez, Duncan modificava ligeiramente o roteiro para tentar alcançar um resultado diferente. Às vezes, o cineasta e sua equipe precisavam interromper as filmagens e dedicar uma hora para garantir que tudo estivesse funcionando corretamente. No fim, é uma joia da ficção científica que vale a pena conferir no Prime Video.