A maior onda de Hollywood nos últimos anos tem sido priorizar investimento em fórmulas já conhecidas e bem-sucedidas. Toda essa reciclagem pode até refletir bem comercialmente, mas à longo prazo o público tende a se cansar e sentir falta da originalidade. Tanto que, à cada novo anúncio da remake dá vontade de revirar os olhos, não é?
Lançado em 1997, Anaconda segue a estrutura clássica dos filmes de aventura e, mesmo sendo considerado piegas por muitos, consolidou-se como um clássico cult. Entãom quando uma nova versão do longa foi anunciada, muita gente não enxergou sentido algum em repetir ou revisitar a obra.
No entanto, Diferente da tendência da indústria, o novo Anaconda não é um remake ou reboot, mas sim uma espécie de "sequência legado". O filme de Tom Gormican explora a comédia e a metalinguagem para homenagear a franquia e os clássicos do gênero de aventura.
Durante o painel de Anaconda na CCXP25, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, o diretor e roteirista enfatizou que trata-se de "uma celebração do original, mas é uma coisa totalmente nova", disse Gormican no evento.
Qual é a história do novo Anaconda?
Sony Pictures
Na trama, Griff (Paul Rudd) e Doug (Jack Black) são uma dupla de amigos que está passando pela crise da meia-idade decide refazer a viagem de seu filme favorito da juventude, mas encontram perigos inesperados quando entram na selva — cobras gigantes, claro!
Para encarar essa aventura com um orçamento bem limitado, eles vão para a floresta tropical e contam com a ajuda do guia e especialisata em cobras da região Carlos Santiago, que é interpretado por ninguém menos que Selton Mello. Contudo, no meio das gravações, a cobra "domesticada" morre e eles precisam embrenhar-se na mata atrás de uma nova serpente. A partir daí, os bastidores tornam-se muito mais caóticos e parecidos com o enredo do filme de 97 do que eles gostariam.
Anaconda entra em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 25 de dezembro.