"Gosto de trabalhar com atores curiosos, não com estrelas de cinema": Este diretor renunciou publicamente a ter trabalhado com Keira Knightley
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Causou tanto alvoroço que teve que se desculpar pouco depois: "Me envergonha ter dito essas coisas".

Como diz Keira Knightley, há vezes em que duas pessoas não conseguem se entender e isso faz parte do fato de trabalhar com seres humanos. Pode acontecer em qualquer tipo de trabalho, inclusive nos sets de filmagem, apesar de os intérpretes sempre falarem das famílias que se criam nas gravações e de como se dão bem juntos. Não foi o que aconteceu em Mesmo Se Nada Der Certo, o filme musical com Knightley e Mark Ruffalo dirigido por John Carney.

O filme estreou em 2014 e recebeu críticas majoritariamente positivas. De fato, a canção Lost Stars foi indicada ao Oscar e comercialmente não se pode pedir mais: custou 8 milhões de dólares e arrecadou quase 85. Mas o diretor não ficou nada contente com o resultado e anos depois, enquanto promovia seu filme seguinte, Sing Street, em 2016, queixou-se publicamente da atuação de Knightley em uma entrevista ao The Independent.

Mesmo Se Nada Der Certo
Mesmo Se Nada Der Certo
Data de lançamento 18 de setembro de 2014 | 1h 44min
Criador(es): John Carney
Com Keira Knightley, Mark Ruffalo, James Corden
Imprensa
3,2
Usuários
4,4
Adorocinema
4,0
alugar ou comprar

Algo ficou guardado por muito tempo porque seus comentários negativos sobre a atriz começaram com a simples pergunta de "Sing Street recebeu excelentes críticas. O que você acha da reação?", ao que ele respondeu: "Estou muito surpreso; é um filme pequeno e pessoal, sem nenhuma Keira Knightley. É realmente gratificante".

Depois, ele argumentou por que sua experiência com Knightley não havia sido tão gratificante quanto ele gostaria. "Não que eu não tenha gostado de Begin Again, mas Keira tem um séquito que a segue para todos os lugares, então é muito difícil conseguir um trabalho de verdade. Então, eu estava ansioso para voltar à Irlanda e fazer filmes em que ninguém se importasse com quem aparecesse nem com nenhuma dessas porcarias", começou.

O verdadeiro problema foi que Keira não era cantora nem guitarrista, e é muito difícil fazer a música parecer real se não for com músicos. [...] Keira prefere ocultar quem você é, e não acredito que seja possível ser ator e fazer isso.

"Não é que eu odeie Hollywood, mas gosto de trabalhar com atores curiosos e autênticos, não com estrelas de cinema. Não quero menosprezar Keira, mas ser atriz é difícil e requer um nível de honestidade e autoanálise para o qual não acho que ela esteja preparada ainda, e certamente não estava naquele filme", conclui.

Sycamore Pictures / The Weinstein Company / Exclusive Media Group / Likely story

Ela recebeu uma onda de apoio nas redes sociais, e Carney se desculpou na plataforma anteriormente conhecida como Twitter: "Eu disse várias coisas sobre Keira que eram exageradas, ruins e que causavam dano. Me envergonha ter dito essas coisas e tentei perceber o que elas dizem sobre mim. Tentando encontrar erros em meu próprio trabalho, acabei culpando outros. Não é apenas má direção, é um comportamento de merda do qual não me orgulho. É arrogante e desrespeitoso".

Por sua vez, Knightley revelou em 2019 que Carney havia se desculpado com ela pessoalmente e reconheceu que não houve boa sintonia entre eles. "Foi uma filmagem muito difícil. Não nos entendemos. É algo que acontece às vezes e digo isso sem culpar ninguém. São necessários dois para dançar tango", comentou. Apesar disso, ela garante que está orgulhosa do resultado final, especialmente depois de tantos conflitos com o diretor.

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