Além de dirigir o novo Superman, James Gunn está à frente das decisões criativas e executivas da DC Studios como co-presidente do estúdio. Ao lado de Peter Safran, ele inaugura uma nova era dos filmes de super-herói com o Universo Expandido DC (DCU) e se compromete a não repetir erros cometidos em sua época na Marvel.
O arco DC: Deuses e Monstros será composto pelo "quarteto de ouro" dos quadrinhos —Superman, Supergirl, Mulher-Maravilha e Batman, mas ainda vai demorar para vermos todos esses blockbusters nos cinemas. Isso porque a estratégia de Gunn e Safran é não se ater a prazos ou metas obrigatórias de lançamentos, coisas que ele atribui como origem dos problemas no estúdio rival.
Durante uma entrevista com a Revista Rolling Stone, o repórter Brian Hiatt levantou o debate de que a Marvel reconhece que o que deu errado nos últimos anos está atrelado diretamente ao número excessivo de produções em um curto período. Isso se deu por um mandato corporativo da Disney que impunha um certo número de lançamentos anuais:
"[Eles lançaram coisas demais] e Louis me disse isso em particular", revelou Gunn referindo-se ao produtor executivo da Marvel Louis D'Esposito. "Eu nem sei se é realmente culpa deles. Isso [o mandato corporativo] não era justo. Não era certo e isso os matou", enfatizou.
DC Studios
Na mesma entrevista, o chefão da DC também disse que, além de maneirar na quantidade de títulos, ele determinou o pré-requisito de só dar sinal verde para produções cujo roteiro esteja pronto e aprovado pela equipe criativa da empresa:
"Eu acredito que a razão pela qual a indústria cinematográfica está morrendo não é porque as pessoas não querem ver filmes. Não é porque as televisões estão ficando boas demais. A razão número um é porque as pessoas estão fazendo filmes sem um roteiro pronto", argumentou o diretor.
Superman entra em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 10 de julho.