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Roger G.
9 seguidores
27 críticas
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5,0
Enviada em 30 de agosto de 2015
Esse é um tipo de filme que não deve ser assistido por qualquer um. O filme mostra de uma forma diferente diversas realidades do nosso país. Em alguns momento você encontra belas críticas sociais e em outros se percebe um certo exagero na retratação do país. Em fim, gostei muito do filme, principalmente na cena em que a mulher discute com o motorista do ônibus. Vale a pena conferir.
Infelizmente existe a velha frase que diz:"a verdade dói"! As pessoas não gostam do filme pelo fato de retratar de forma contundente o Brasil real....e como o Brasil real é muito feio, as pessoas preferem não pensar muito sobre o assunto. Acho curioso, se você pensar nos autores que pensaram o Brasil, as críticas postas se coadunam perfeitamente com o roteiro do filme. Apenas uma para citar: Sérgio Buarque de Holanda e o livro "Raízes do Brasil"! O roteiro foi escrito certamente com base nesta leitura. Desta forma, considero o filme ótimo!
Filme visceral... Palavras duras e situações pesadas são retratadas com a maior naturalidade. O diretor desenrola a história retratando o que há mais pútrido na psique do brasileiro. O filme fica numa tensão constante e esse não desenvolvimento do conflito degrada tudo. Em cada episódio do filme, que não leva a lugar algum, não aproveita a lição do anterior, num eterno vir-a-ser, um passado-presente-futuro (talvez por isso, justamente o título: O Brasil é país do "cronicamente inviável"). Os personagens não aprendem nada, e se perpetuam no absurdo do ordinário, do banal, que toma uma eloquência enlouquecedora. Por vezes, nos questionamos se não estamos no "hospício Brasil". Os diálogos lembram muito as obras de Nelson Rodrigues, com intensidade dramática. Não é um filme de digestão fácil e palatável. Ele circula muito em cineclubes e no ambiente mais "cult". Vale muito a pena! Muitas das situações desveladas na tela acontecem sistematicamente nestas terras. É um filme que fica na cabeça, e aos poucos vão sendo processadas. Lembrei o filme "Noite Vazia (1964)", do diretor Walter Hugo Khouri, principalmente em alguns diálogos.
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