Em sua primeira longa-metragem dirigido, Jean já evidencia um grande talento. A forma como ele cria momentos de tensão e desespero é espetacular; a cadência dos cortes, que evita que o espectador fique saturado, ao mesmo tempo em que desperta interesse na narrativa, é brilhante.
Outro ponto que me causou espanto, tratando-se de um filme de 1925, foi o ótimo uso de efeitos, principalmente na cena do sonho da protagonista, onde vemos um trabalho de edição muito bem feito.
E é claro, não se pode deixar de elogiar a excelente atuação de Catherine Hessling, que expressa perfeitamente o ar de inocência e melancolia que a personagem Virgínia exige.
A Moça da Água é um filme que trabalha muito bem os temas de injustiça e inocência, mostrando como, em meio a tanta crueldade e desespero, ainda pode haver esperança.
Uma pérola do cinema mudo.