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Ailsson Camargo
1 crítica
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2,0
Enviada em 14 de junho de 2020
Eu fiquei em choque quando acabou, porque realmente não consegui acreditar no que tinha acabado de ver. Eu nunca leio críticas antes de escrever sobre algum filme, mas este eu tive que ler para ver se a quarentena não tinha me deixado louco. E aparentemente ainda na deixou. O filme realmente é uma romantização do abuso e do machismo extremo, (ALERTA DE SPOILER) tratando um psicopata que sequestra uma mulher, uma ex-atriz pornô viciada, como um caso de amor. É muito bem feito, bem dirigido, tem as “cores de Almodóvar” e tudo mais. Porém, não gostei e não recomendo. Eu me senti realmente mal vendo o filme. E não é aquele mal porque expõe as nossas próprias contradições. É o mal porque a “moral da história” é terrível. Pedro Almodóvar só está perdoado porque esse é o primeiro filme dele e depois fez coisas brilhantes. Se querem um bom filme sobre síndrome de Estocolmo, assistam Edukators (Talvez o me filme preferido da vida), não este. E se querem um bom filme sobre psicopatia amorosa que envolva sequestro, assistam Misery - Louca Obsessão (EUA, 1990). E falando em comparação, qualquer filme do Lars von Triers que tenha gerado alguma polêmica sobre machismo parece um manifesto do Femen perto do Atame. O filme chega a ser um 50 Tons de Cinza, mais bem feito, é verdade, mas com uma mensagem muito mais perniciosa. Das três uma: ou eu sou extremamente quadrado, ou eu não entendi o filme, ou o filme tem uma mensagem horrível mesmo. Enfim, tô revoltado. Rs
Um filme de certo modo cômico e, ao menos para mim, mostra que podemos ver graça até com relação a temas intrigantes e difíceis de se digerir tal como o amor doentio e obcecado que os protagonistas possuem. O filme retrata basicamente uma das facetas do amor através de um lente bem doentia, lunática, mas que na minha opinião é amor. spoiler: Antonio Banderas mostra ao longo de várias cenas que ele sofre, apanha, se machuca (em corpo e mente) para ficar com a garota em que é perdidamente obcecado. Se, o fato de sua companheira se apaixonar por ele no final, seja por uma "síndrome de estocolmo" ou por um amor repentino, é difícil dizer, aliás talvez algo que o próprio Almodóvar deixou para que os espectadores decidam .
É um filme interessante para aqueles que gostam do trabalho de Almodóvar. Para os que não curtem, sinto que não é uma grande recomendação ou, ao menos, não é um dos melhores filmes para se começar a ver de sua obra completa.
“Ata-Me!”, do diretor espanhol Pedro Almodóvar (Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe e Fale com Ela), o filme é com Antonio Banderas, ator predileto de Almodóvar, nos filmes de início da carreira, por coincidência, de ambos, o filme mostra a história de um amor lunático, platônico e surreal, no qual Ricky (Banderas) ao sair dum hospital psiquiátrico com o intuito definido de se casar com uma atriz pornô, Marina (Victoria Abril), para isso ele a rapta e mantém ela amarrada, só que o negócio fica sério e o amor que era só do Banderas, passa a ser mútuo. Um filme surreal, mas bem típico do estilo muito pessoal de Pedro Almodóvar! Não é o melhor de Almodóvar, mas seu estilo já está lá!; as atuações de Banderas e de Victoria Abril são espetaculares e surpreendentes! Nota: 8,0.
Almodóvar adora aquilo que é atrevido. Usando o poder da sxualidade e as cores berrantes, ou seja, nada mais espanhol. Atame é uma delícia de assistir e nos faz acreditar no possível romance de Banderas e Abril mesmo depois das sucessivas situações de prazer e dor. Atame é o melhor de toda sua obra!
Uma história de amor bem ao estilo Almodóvar. A trama de "Ata-me!" é até simples e já vista em diversos romances/comédias românticas, mas Pedro Almodóvar conseguiu dar a ela um tempero que fez com que ficasse bastante interessante, colocando a protagonista como sendo uma estrela de filmes pornô e o filme com cenas mais quentes do que o habitual. Boa atuação do elenco como um todo, principalmente Victoria Abril."
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