Cães de Aluguel
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4,3
1961 notas

71 Críticas do usuário

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Felipe Galesso
Felipe Galesso

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4,5
Enviada em 1 de novembro de 2020
O primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino trouxe, de imediato, elementos que todos se acostumariam a ver em suas obras. A história se inicia com um diálogo aparentemente sem sentido, mas que prende a atenção do espectador com seu ar cômico e apresenta algumas características de seus personagens. A narração não linear, principal marca dos roteiros “tarantinescos” logo é apresentada. O filme é dividido em capítulos, com foco em cada um dos sobreviventes do falho roubo. A final de cada capítulo leva os personagens ao local onde a história se desenrola, um galpão no qual todos combinaram de se encontrar após o roubo. A violência representada com cenas fortes, outra marca registrada do renomeado cineasta também é vista na trama, com cenas bastante sangrentas de tortura, mutilação e assassinato. O desfecho com um ar trágico e ao mesmo tempo cômico é somente a cereja do bolo.
Luizgotam
Luizgotam

4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2021
uma estória muito bem laçada com diálogos e personagens muito interessantes ,uma direção cautelosa com escolhas precisas de filmagem. a manipulação de tempo e dos flashbacks é um pouco precária na primeira parte do filme, as vezes meio cansativo, mas nada que comprometa o filme.8/10
yara G.
yara G.

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de julho de 2013
Ótimo, um filme muito bom MESMO !!!! Quem quiser ver um filme bom hoje assista este !!!
Marília P.
Marília P.

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de junho de 2019
Filme muito bom. Consegue te prender até o fim , apesar do filme se passar, quase que 80%, num único cenário.
Tony Montana
Tony Montana

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
adorei o filme, uma historia muito envolvente e misteriosa, Taratino é incrivel seu primeiro filme seu primeiro classico!!!
sidgoliver
sidgoliver

2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Estréia de Tarantino,não tem como analisar a obra de Quentin sem ver este.Grande filme,roteiro maravilhoso,grandes atores e atuações,história cabulosa,trama firme até o último segundo,enfim,diversão mais que garantida.só um gênio faria um filme desses,aula de cinema baixo custo.
Isabel
Isabel

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Quando vi esse filme pela primeira vez tinha uns 15 anos, pra mim foi um divisor de águas com relação a percepção de temática de filme, totalmente inovador. Me tornei fã de Quentin.
Fernando H.
Fernando H.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de junho de 2015
Loucura, bem ao estilo Tarantino!!!

Fazia um tempo que queria vê-lo, mais um com indicação máxima.
Alessandro S
Alessandro S

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de abril de 2019
Tarantino é Tarantino, se alguém começa a conhecer ele por esse filme, talvez se decepcione, pois o filme tem um ritmo arrastado que dificilmente prende um novato em Tarantino, ainda bem que tive a sorte de conhece-lo por django livre, que ainda acho o seu melhor filme.Cães de Aluguel tem tudo pra ser excelente, boa direção e roteiro coeso, porém você compreende o filme mesmo sem prestar muita atenção nele, senti falta de uma história mais complexa perante o tema assalto.
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de dezembro de 2025
*Cães de Aluguel* não é um filme sobre um assalto. O assalto, aliás, nem é mostrado. Quentin Tarantino constrói sua estreia como diretor apostando justamente no que vem depois do caos: desconfiança, paranoia e a lenta implosão de um grupo que acreditava ter tudo sob controle.

Desde o início, o ritmo do filme chama atenção. Longos diálogos aparentemente banais, conversas sobre gorjetas, cultura pop e trivialidades criam uma falsa sensação de conforto. Mas essa escolha não é gratuita. Tarantino usa o cotidiano como cortina de fumaça para apresentar personagens que, aos poucos, revelam estar presos em um jogo psicológico muito maior do que imaginavam.

O coração do filme é a tensão: alguém traiu o grupo. E o roteiro trabalha essa dúvida com precisão. Cada gesto, cada olhar, cada reação fora de tom passa a ser interpretado como possível prova de traição. O espectador entra nesse jogo naturalmente, tentando decifrar quem está mentindo e quem está apenas tentando sobreviver.

A entrada de Mr. Blonde é um ponto de virada. Até ali, o filme constrói a violência mais pela expectativa do que pelo ato. Com ele, a brutalidade se torna explícita, debochada e perturbadora. A famosa cena de tortura não é impactante apenas pelo que mostra, mas pelo contraste entre a violência extrema e o tom quase divertido do personagem. É nesse momento que *Cães de Aluguel* deixa claro que não está interessado em glamourizar o crime — está interessado em expor sua crueldade nua.

Mr. Orange, ferido desde o início, funciona como o eixo emocional do filme. Sua dor constante mantém a tensão elevada e dá urgência às decisões dos outros personagens. Quando sua verdadeira identidade é revelada, o impacto não vem apenas da surpresa, mas do peso moral da situação. A traição não é tratada como um simples golpe de roteiro, mas como um colapso de confiança.

O confronto final entre Mr. White, Joe Cabot e Eddie é um dos desfechos mais emblemáticos do cinema dos anos 90. Não há heróis, não há vitória, apenas homens armados presos em suas próprias escolhas. A descoberta de Mr. White — ao perceber que confiou justamente em quem o destruiu — é trágica, não por ingenuidade, mas por humanidade. Ele acreditou em alguém num mundo onde confiar é um erro fatal.

*Cães de Aluguel* termina como começou: sem alívio. O filme não oferece catarse nem redenção. Ele desmonta a ideia de profissionalismo no crime e mostra que, quando tudo dá errado, não sobra honra, apenas sobrevivência e culpa.

Para uma estreia, é um filme impressionante pela segurança estética, pela escrita afiada e pela forma como transforma diálogos longos em armas narrativas. Mesmo com ritmo lento em sua primeira metade, o payoff é tão bem construído que, ao final, fica difícil acreditar que aquele quebra-cabeça tenso e violento surgiu de conversas aparentemente triviais.
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