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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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5,0
Enviada em 24 de dezembro de 2024
Obra-prima filosófica que une narrativa instigante e visual deslumbrante. Stalker (1979), dirigido por Andrei Tarkovsky, é um drama de ficção científica que segue um guia conhecido como "Stalker" enquanto ele lidera dois homens — o Escritor e o Professor — em uma jornada pela misteriosa "Zona", um local proibido onde as leis da física parecem não se aplicar. No centro da Zona está o "Quarto", um espaço que supostamente realiza os desejos mais profundos de quem o alcança. O filme explora questões filosóficas, como a fé, os limites da ciência e os dilemas da condição humana, enquanto desafia as convenções narrativas tradicionais.
Só salva a fotografia , 160 minutos de um filme prolixo , a proposta é excelente , a ideia da zona e do quarto dos desejos também, contudo não salva o marasmo do filme e dezenas de coisas inexplicáveis ou com suposto sentido que deixa o telespectador sentindo se burro. 1/5 e olha lá.
Um filme difícil, muito difícil. Dependendo do dia e estado emocional que o espectador tiver, ele poderá amar ou odiar.
O filme, em verdade, não é sobre nada do que a sinopse fala. Em verdade o tema é apenas pano de fundo simbólico para uma discussão filosófica entre ciências, arte e religião. Professor, escritor e o Stalker. Grande filme, mas indigesto... É para poucos.
h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2018/08/28/rezenha-critica-stalker-1979/
Stalker hoje é alguém que persegue outro alguém, mas em 1979 era um guia clandestino que levava os curiosos até o midiático Quarto, no centro da Zona, área cercada pelo exército russo que impedia todos de irem até lá após a queda de um meteoro no local, rodeado de mistérios e lendas, uma pena que todo essa euforia é sabotada durante as intermináveis três horas de filme. Confiram a “rezenha” crítica de Stalker.
Um primeiro ato perfeito com início em preto e branco ou sépia (dependendo a versão assistida, no meu caso a remasterizada era em sépia) e um plano sequência de levantar defunto na sequência de entrada dos três personagens centrais na tal Zona. Tão bem pensada que ao entrarem, o filme passa a ser colorido, que transição foda, paguei pau.
O mistério continua por alguns minutos em meio a várias discussões filosóficas que podem deixar qualquer um cabreiroe ansioso sem saber o que está por vir, pois bem e após o primeiro conflito permeia por duas horas assim, a sensação que dá é que o furacão teve uma origem mas se perdeu no meio do caminho, em meio a muitos diálogos incríveis a obra torna-se deveras massante sem eira nem beira. Os mistérios e suspense dão lugar a divagações e quando os mesmos voltam quem assiste já está de saco cheio.
Quando Stalker vai chegando em seu desfecho, existe um ato que poderia fazer a nota pular de 1 para 4 facilmente mas infelizmente não chega ao ápice, quando digo isso é o momento no qual o Stalker se abre com o professor e o escritor sobre a abdicação de seus desejos e família com uma interpretação digna de Oscar (infelizmente não ocorreu por ser de origem russa) e os outros dois dão a entender que fizeram um determinado desejo no Quarto, mas não ocorre, broxante.
Apesar de amar filmes com simbolismos obscuros, este, deixa alguns durante execução mas que infelizmente quase não valem a pena pesquisar porque na verdade nem o diretor acho que queria ter inserido.
Um grande exemplo de superestimado. Só salva a fotografia e a sonoplastia!
Após a suposta queda de meteoritos numa região do planeta, essa região adquire propriedades estranhas e é chamada de Zona. Dentro da Zona, diz a lenda ter o Quarto, que seria um lugar onde todos os seus desejos são realizados. Temendo que a população invada a Zona à procura do Quarto, o exército a isola, mas eles próprios não têm coragem de entrar nela. Apenas alguns poucos, chamados Stalkers, têm habilidade suficiente para entrar e sobreviver lá dentro. Um dia, um escritor famoso e um físico contratam um Stalker para os guiarem ao Quarto, sem exatamente saber o que procuram.
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Bom... O filme é uma loucura só. Ele mexe muito com a sua cabeça, com o seu espírito, ele testa sua capacidade de interpretar sua dialética. É um filme poético misturado com sonhos, dores e esperanças e que questiona muito sobre a existência do homem na terra. Crise existencial, eis a maior crise da humanidade, pois muitos de nós só pensamos no simples: nascer, viver e morrer. Mas com certeza há muito mais que isso, e para isso o homem tem que ir até o mais fundo do poço e tocar o ponto do nirvana e se libertar de todo o sofrimento. Perguntas e perguntas entre os personagens são feitas em busca de algum sentido, de alguma razão, mas o filme por ser tão intenso que vem a tona o maior conflitos de todos: Fé x Razão. Esse é o ponto alto do filme, pois os questionamentos são incessantes. Dúvida, dúvidas e mais dúvidas. Por quê?, Por quê? e Por quê?
Homem sábio é aquele que questiona.
O filme é bem arrastado, mas possui uma incrível fotografia. Outro ponto bom do filme são os sons emitidos: os passos, os sapos coaxando, os grilos, a água pingando e etc.
Eis um trecho do filme bem instigante:
"Que se cumpra o idealizado. Que acreditem. Que riam das suas paixões. Porque o que consideram paixão, na realidade, não é energia espiritual... mas apenas fricção entre a alma e o mundo externo. O mais importante é que acreditem neles próprios... e se tornem indefesos como crianças... porque a fraqueza é grande, enquanto a força é nada. Quando o homem nasce é fraco e flexível... quando morre, é impassível e duro. Quando uma árvore cresce é tenra e flexível... quando se torna seca e dura, ela morre A dureza e a força são atributos da morte. Flexibilidade e a fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem endurece, nunca vencerá."
Vale a pena dar uma conferida.
PS: A viagem para Zona são 3 homens. Um poeta, um cientista e um 'Messias' daí você tira a mensagem que o filme quer passar.
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