Amadeus
Média
4,5
982 notas

99 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

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5,0
Enviada em 14 de outubro de 2019
Uma das maiores obras da história do cinema mundial! Vencedor de oito óscar inclusive Filme, Direção e ator com o excelente F. Murray Abraham, no elenco tivemos o ótimo Tom Hulce como Mozart está incrível. Amadeus é imortal.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de dezembro de 2024
Drama brilhante, música e rivalidade histórica cinematográfica.
A direção do tcheco Milos Forman combina o talento dramático de Tom Hulce com a amargura pungente de F. Murray Abraham para explorar a vida do gênio musical Wolfgang Amadeus Mozart. Ao ambientar a trama nos salões opulentos do século XVIII, Forman contrapõe a genialidade e a irreverência de Mozart ao ressentimento ardente de Antonio Salieri, um músico medíocre que inveja profundamente o talento do jovem prodígio. Com interpretações excepcionais e uma trilha sonora impecável, o filme transcende a cinebiografia tradicional, abordando temas como mediocridade, genialidade e inveja com maestria. A leveza dos diálogos e o dinamismo das cenas mascaram habilmente o peso trágico da história, resultando em uma obra que é, simultaneamente, exuberante e melancólica.
Elvira A.
Elvira A.

937 seguidores 266 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de setembro de 2013
"Amadeus" é um filme muito interessante por vários aspectos: a ótima recriação de época, os lindos figurinos, a execução das músicas do gênio Mozart, o duelo de personalidades do frágil Mozart e do invejoso Salieri, muito bem interpretados por Tom Hulce e F. Murray Abraham. A fita permanece na memória por muitos anos.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 13 de março de 2016
-Filme assistido em 13 de Março de 2016
-Nota 9/10

Recebendo o total de 10 indicações ao Oscar,"Amadeus" é um dos filmes mais intensos que o cinema já realizou.Com a duração de 160 minutos,o filme conta com detalhes a história de Mozart,o gênio da música (como diz a sinopse).Tom Hulce protagoniza,consegue se destacar pela forma ousada.Uma pena ter perdido a disputa no Oscar por Melhor Ator,para seu companheiro Murray Abraham.
Trilha sonora,figurino e Fotografia são pontos que também merecem destaque.
Guilherme M.
Guilherme M.

197 seguidores 163 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de agosto de 2013
Magnifico Genuíno !! A História do gênio da música WOLFGANG AMADEUS MOZART !!
Dead Lucas
Dead Lucas

127 seguidores 147 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Por trás de todo gênio há uma grande história. Com Wolfgang Amadeus Mozart não foi diferente. Amadeus vem de "Amado de Deus", assim como Salieri costumava chamar Mozart. Mesmo não sendo uma história verídica, Milos Forman retorna apenas nove anos depois de Um Estranho no Ninho para faturar mais oito Oscar, quase repetindo a proeza de levar os cinco principais na mesma noite (fato que só se repetiu três vezes na história), ficando apenas sem o de atriz, sendo que Elizabeth não fora nem indicada. Com seu modo perfeito de contar histórias pesadas e melancólicas, Milos cria uma obra-prima única, com uma sutileza incrível, mas sem nunca perder a força do que ele quer passar ou parecer ingênuo e infantil, sem nunca se tornar explícito ou gratuito.
Logo no início, Salieri (F. Murray Abraham), um ex-importante músico da corte, tenta suicídio e vai parar em um hospício. Ao ser consultado por um padre, confessa a sua culpa perante a morte de Mozart. Nesse exato momento, Salieri começa a história para justificar o porquê de sua ação, depois de uma vida de admiração e inveja. Mozart, desde pequeno, sempre pareceu abençoado pelo Senhor, pois compunha com extrema facilidade e com uma complexidade que mentes mais normais não conseguiam acompanhar. Para se ter uma idéia, compôs uma ópera inteira apenas aos 12 anos de idade. Suas demais obras poderiam não fazer tanto sucesso na época, pois estavam justamente um passo à frente de seu tempo, mas acabaram imortalizadas ao longo dos anos, bem como o início do filme expressa de maneira magnífica.
Como você pode ter percebido, apesar do título do nome estar diretamente ligado a Mozart, ele não é o único personagem principal da trama, tendo inclusive menos importância do que Salieri no contexto geral da história. Sabemos as motivações e as frustrações de cada um pelo ótimo desenvolvimento e clareza do roteiro, e todas as atitudes de Salieri estão diretamente relacionadas a Mozart e sua música. Pensando desse modo, Mozart torna-se apenas um meio para que estudemos a fundo a personalidade de Salieri no filme, mas sem nunca deixarmos de perceber a importância de Mozart para o mundo da música. Ele foi muito bem interpretado por Tom Hulce, que fez a versão mais recente de Frankenstein, criando o ar meio insano que ficava a sua volta e dando algumas peculiaridades que tornaram sua interpretação inesquecível, como a inconveniente risadinha que ele a toda hora fazia questão de dar.
Mas quem rouba a cena mesmo é F. Murray Abraham, que sem querer embarcou no papel mais cogitado em toda a Inglaterra na época. Ele foi fazer uma leitura do texto com um rapaz que queria o papel de Mozart e Milos ficou surpreso com sua atuação, imediatamente convocando-o para interpretar Salieri. Tendo feito Scarface, de Brian De Palma, e depois Amadeus, ainda saindo com o Oscar, foi o que Murray precisava para fazer sua carreira decolar. Ele deu o tom ambíguo perfeito para Salieri, e suas falas se tornaram imortais pela admiração e ódio que são percebidas ao mesmo tempo, sem nunca parecem falsas. Quando interpretou Salieri velho, no hospício (as primeiras cenas gravadas do filme), mesmo após quatro horas de pesada maquiagem diária, o ator mostrou sua genialidade ao nos transmitir não raiva daquele sujeito, e sim pena. Esse é o principal ponto da relação entre Salieri e nós, que estamos assistindo ao filme. Jeffrey Jones (o inesquecível diretor em Curtindo a Vida Adoidado) e Elizabeth Berridge (Mar de Fogo) completam o elenco, mas tiveram suas atuações encobertas pelos dois protagonistas da história.
Um filme de época, sobre música clássica e ainda com três horas de duração (na versão do diretor, já que a normal possui 20 minutos a menos) poderia ser um pé no saco de qualquer um. Milos Forman então criou a melhor solução possível para esse problema: transformou a música de um simples meio de construção em um personagem do filme. É incrível o quanto ela influi não só na história, mas até mesmo no pensamento dos personagens. Um exemplo disso é a cena em que a mulher de Mozart leva suas partituras para Salieri olhar e, enquanto ele as lê por pensamento, ouvimos a música sendo tocada, em sua imaginação. Quando ele tira os olhos da partitura, a música simplesmente pára.
Agora o melhor exemplo de como a música influencia diretamente no filme é a cena final - calma, não irei revelá-la -, onde todos os diálogos são "dó sustenido", "fá com baixo em ré", e por aí vai. Isso poderia ser o massacre final da chatice, mas funciona justamente ao contrário. É incrível como essas falas, que dizem tão pouco, ao mesmo tempo dizem tanto sobre os personagens. Impressiona o modo como Mozart constrói suas músicas e a percepção da grandeza de Mozart por Salieri, por quase não conseguir acompanhar o raciocínio do gênio, sempre com as notas sendo tocadas ao mesmo tempo em que os personagens pensam, sempre na mente dos personagens.
Mesmo que todos esses fatores anteriores funcionassem, o filme seria uma tragédia se não tivesse uma convincente ambientação. Para resolver esse problema, Milos mudou sua produção para Praga, onde a arquitetura da cidade é uma perfeita pedida para esse tipo de filme, devido à sua bem conservada cidade, sem modernização ou qualquer sinal de publicidade nas paredes. A única coisa que eles precisaram fazer para as cenas externas foi trocar as lâmpadas por lampiões e pronto, já tinham o cenário perfeito. Milos e sua equipe se deram ao luxo, inclusive, de utilizar o mesmo teatro em que Mozart tocou a primeira vez para representar a mesma cena no filme.
A impressionante iluminação também contribuiu, pois boa parte é luz natural trabalhada com velas e outros tipos de iluminação de época, e isso ajudou muito a construir a realidade que o filme tentou alcançar. A montagem vem e volta no tempo e isso nunca cansa ou quebra o ritmo, pelo contrário, junto com a sincronização dos atores (Tom Hulce não sabia tocar piano antes, mas não errou uma tecla sequer mesmo com o som sendo dublado, devido ao ótimo treinamento), tudo fica verossímil e dá uma riqueza incrível a toda construção de Amadeus.
Como você deve ter percebido, Amadeus é uma perfeita sincronização de todos os setores do filme funcionando bem. Pegue o ótimo roteiro, as magníficas interpretações, some à ótima direção de arte e saboreie as deliciosas músicas que complementam todo o resto. Tudo isso faz deste filme uma experiência única e inesquecível no mundo do bom cinema americano.
Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

128 seguidores 106 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de agosto de 2016
O filme vive a história de Mozart (Hulce), mas nos olhos e na mente de Salieri (Abraham), o antagonista. Nós passamos a conhecer quem é este personagem, assim como sua história de vida e valores.

Encontramos inicialmente Salieri, velho e decadente, em um hospício, confessando sua culpa. Do contrário do que se presume, nós nos identificamos com a sua frustração, tão brilhantemente transmitida através da atuação de F. Murray Abraham. Compositor da corte do imperador quando mais jovem, é tão devoto à música quanto à sua religião, mas vê seus esforços imensos - em se tornar o melhor músico – diminuídos, por testemunhar alguém, com talentos inalcançáveis, compor óperas grandiosas sem uma gota de suor. Assim, Salieri, consumido por um ódio e uma inveja tão grandes, relata ao padre em sua confissão, o plano que elaborou para matar Mozart.

Ocorre que, Salieri é dividido por sentimentos de amor pela música de Mozart, e ódio à sua pessoa, principalmente aquele gosto amargo de não poder negar quão perfeita suas obras são. É uma batalha interna que não tem fim. É a problemática da injustiça de sua vida, da busca por uma justificação divina para um talento tão grande (Seria Mozart o escolhido por Deus para tocar a Sua música?). Em conjunto com a interpretação do ator, a direção impecável dos precisos movimentos de câmara, em conjunto com uma trilha sonora maravilhosa (às vezes inserida no mundo diegético) sustentam todos esses sentimentos e casam perfeitamente com as cenas.

Tom Hulce, por sua vez, faz uma interpretação magnífica como Mozart. Ele é retratado com um ego tão grande quanto sua genialidade. Olhamos ele de acordo com a descrição de Salieri: um narcisista imaturo, de tal modo que os demais personagem pensam que ele é um vagabundo, quando, na realidade, trabalha o dia todo e batalha muito para conseguir algum reconhecimento, enquanto o único que realmente dá valor à suas obras é o próprio Salieri - ironicamente. Nós adoramos Mozart, e sentimos também todas as suas frustrações, principalmente no declínio de sua carreira e na sua relação com o pai.

Toda esta narrativa foi perfeitamente moldada com uma direção de arte e fotografia de qualidade, utilizando espaços, figurino e maquiagem que representaram a realidade da época e o mundo, no qual estamos inseridos. O luxo e a grandeza da nobreza da corte são filmados em planos abertos e cores claras, ao contrário do que vemos nos ambientes mais humildes, os quais são sempre representados em cores mais pálidas e escuras e planos mais fechados.

E é pelo amor à música que os personagens se unem, finalizando da maneira mais emocionante possível.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de julho de 2014
Para realizar uma ópera o artista leva um bom tempo até sua concepção final. Para a realização de um filme o mesmo deve ser dito. Assim como as óperas existem prazos para os filmes serem finalizados. Arrisco comparar esse filme a realização de uma ópera. Para mim o filme foi desenvolvido como a ópera foi desenvolvida no próprio filme. De maneira que seu realizador teve tanto cuidado, carinho e amor que realizou uma obra impecável (mesmo que em grande parte fictícia) sobre um dos maiores compositores de todos os tempos.
O filme é contado por Salieri (F. Murray Abraham), músico da corte do imperador Joseph II que exerce seu poder onde é a atual Áustria. Salieri é um devoto músico que busca em sua entrega a Deus a perfeição em suas notas musicais. Quando se depara com Mozart (Tom Hulce), um gênio, porém que não está nem um pouco interessado em formalidade, dogmas, política, que não possui nenhuma doutrina para compor e que aos seus olhos Deus lhe deu um dom que deveria ser dele, Salieri se enche de inveja e se revolta por Deus não lhe prover de algo tão magnífico. Ao mesmo tempo admira e odeia. Por fim o ciúme sobressai.
Para compor personagens os atores em muitos casos fazem laboratório ou bebem da fonte quando é o caso de personalidades contemporâneas. Neste último caso quando desenvolveram os personagens acabam realizando uma cópia dos jeitos e maneiras que compuseram as personalidades contemporâneas em vida. Então chegamos a composição dos personagens desse filme sobretudo Salieri e Mozart. Os dois atores, por não terem como saber além do que foi escrito sobre ambos, compuseram de maneira tão visceral que se tornam os verdadeiros Salieri e Mozart. Não quero nem saber se eles foram diferentes, pois para mim eles foram daquela maneira que foi retratado. Isso se deve a realização magistral de ambos os atores. Apesar de Salieri ser um possível vilão, não sentimos tanta raiva a ponto de o odiarmos. O amor que ele tem pela música é contagiante. Sua maneira de contar a história é com tanto vigor, que assim como o padre demonstra apenas com seu olhar querer saber mais, queremos também saber mais sobre toda aquela história. Tom Hulce compõe seu Mozart como um homem que apesar de seu dom não liga nem um pouco para as convenções. Sua risada diz tudo. É escarnio puro. É deboche. Diferente de Salieri, ele não vê na música algo divino e sim um meio de se manter financeiramente. Ele quer mais é aproveitar a vida. Há claramente uma antítese entre ambos.
Milos Forman é sem sombra de dúvida um grande diretor. Basta olhar sua filmografia. Para isso ele deve tentar trabalhar com quem é de sua confiança. Nesse caso os atores, que apesar de não serem atores tão conhecidos, conseguem ser fundamentais para o filme e acredito muito pelas mãos de Forman. Não poderia ser diferente com os outros integrantes da equipe. Sobre a trilha sonora do filme nem precisa comentar. O design de produção é impecável. O roteiro idem. A maneira como é traduzido o sentimento ambíguo de Salieri em imagem através do figurino em que uma máscara possui sua própria ambiguidade é bonito demais. Sabemos que é uma história com pouco material real, mas a forma como é contada faz com que acreditemos na possibilidade de ser algo não ficcional. A posição da câmera também ajuda. Há vários enquadramentos que falam muito por si só. Uma passagem para a casa de Mozart parece que remete para uma entrada em sua própria sepultura. Assim veremos um homem sucumbir dentro de sua própria sepultura.
Um filme construído como uma ópera, com cuidado e dedicação por parte de todos integrantes que realizaram uma obra que entrou para a história do cinema.
Khemerson M.
Khemerson M.

61 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de dezembro de 2014
Escrito por Peter Schaffer a partir da própria peça, Amadeus centra-se nos últimos anos de Mozart, quando o genial compositor residiu em Viena e produziu seus melhores trabalhos (O Rapto do Serralho, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e A Flauta Mágica – todas mostradas no filme). Entretanto, Schaffer de forma brilhante ao invés de trazer Mozart como protagonista, opta por focar na trágica e comovente história de seu “rival”, Antonio Salieri, um sujeito cujo legado artístico de outrora evapora-se com o avançar dos anos, levando-o à tentativa de suicídio e, por conseguinte, ao relato de sua vida e conflituosa relação de inveja, amor e ódio com Mozart.

Concebendo uma história cujos eventos retratados não correspondem necessariamente à verdadeira história de Mozart e Salieri – uma vez que sua intenção era explorar outras perspectivas* – Peter Schaffer e Milos Forman conseguem produzir uma obra tão transcendente que fica difícil não nos conectarmos emocionalmente à narrativa, uma vez que os temas retratados são suficientemente universais para que não dependam da veracidade dos fatos apresentados. Além do mais, Milos Forman, nos brinda com duas interpretações atemporais e inesquecíveis: Tom Hulce, como Mozart, personificando com perfeição o genial e extrovertido compositor, e F. Murray Abraham, como Salieri, encarnando aquele que é um dos maiores personagens já vistos no cinema, certamente... (LEIA MAIS NO LINK EM ANEXO)
Ferris Bueller N.
Ferris Bueller N.

45 seguidores 94 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de junho de 2013
Filme realmente muito belo, Milos Forman fez um grande trabalho de direção neste filme, cuja ambientação e o figurino são perfeitos. Destaque para as incríveis atuações de Tom Hulce e F. Murray A., que roubam a cena com sua química estonteante. Clássico para ser visto e revisto
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