Eu tenho o costume de sempre ler algo sobre o filme antes de assisti-lo.
Quatro anos atrás, alguns meses após assistir O Poderoso Chefão 2, fui pesquisar sobre o terceiro. Eu estava com as expectativas lá em cima, mas, após ler algumas opiniões sobre o filme, minha vontade de assisti-lo foi diminuindo, diminuindo, até que congelou. Muitas vezes, durante esses 4 anos, pensei em assisti-lo, mas sempre me recordava do que li e, com medo de me decepcionar, recuava.
Hoje, após 4 anos de espera e indecisão, tomei coragem e apertei o Play.
O que vi me fez perceber que demorei tempo demais para assistir a conclusão perfeita de uma trilogia perfeita. Dizem que este filme está abaixo de seus dois antecessores. Eu concordo. Realmente, a parte 1 e a parte 2 são melhores que a parte 3. Mas isso não é nenhum demérito. Se equipar a primeira parte da trilogia dos Corleone, apenas a parte 2 conseguiu, e a parte 3 chegou bem perto.
O que significa que este filme está EXTREMAMENTE acima da média. Um filme perfeito, cujos únicos pontos fracos são a falta de personagens clássicos da série, como, por exemplo, Tom Hagen, e uma atuação não péssima, mas abaixo do esperado, de uma Sofia Coppola um tanto quanto desajeitada.
O esquema do filme segue o mesmo de seus antecessores, começando com um grande evento, e terminando em uma grande reviravolta, com o segundo ato costurando perfeitamente a trama. Nos aproximamos muito de Michael Corleone nesta película.
Possui ainda, uma das melhores cenas da trilogia para mim, que é a Confissão de Michael. Poucas cenas me tocaram tanto quanto esta. Filme nota 9,9.