Uma história boa, ainda que bastante repetida. Mas como é baseada em fatos reais, dá pra aproveitar. Mostra como os mundos de jovens negros, pardos, brancos, são, no dia a dia, realidades opostas, e é bom que se diga, antes de saírem julgando, que muitas vezes os jovens brancos não conhecem isso profundamente.
Mas infelizmente o desenvolvimento da história tá perto do fracasso. A professora pega uma classe de desajustados, é avisada inclusive sobre a possibilidade dos alunos roubarem seu colar, mas logo na primeira aula progressista, onde ela insere atividades de interação fora do quadro negro, consegue transformar todos em cordeirinhos. Nenhum aluno se rebelou contra ela ou colegas, todos dormiram sapo e acordaram príncipes, como mágica. Totalmente fora da realidade. O filme não emociona em nada, não marcará sua vida. Se havia uma tentativa da Hilary nos cativar como Robin Williams em Sociedade dos Poetas Mortos e Sidney Poitier, em Ao Mestre Com Carinho( pode parecer ambicioso mas sempre suponho que um diretor que receba milhões de dólares pra assinar uma obra deseje um resultado ambicioso), se houve essa tentativa, foi totalmente frustrada. Hilary está sem carisma algum (talvez tenha sido escolhida por ter feito algumas pessoas chorarem em Garota de Ouro, claro, também ela fica toda estourada). A atriz Imelda Staunton, que faz a professora coadjuvante, essa sim, está muito bem, mas não dava pra pegar o papel principal, pela idade. Um título tão grandioso só deixou o filme mais decepcionante. Mimimi com o marido totalmente desnecessário.