Os Embalos de Sábado à Noite
Média
4,0
338 notas

43 Críticas do usuário

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Fábio R.
Fábio R.

9 seguidores 35 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 19 de julho de 2020
É um filme altamente problemático do ponto de vista representativo.
Machismo, promiscuidade, apologia à cultura do estupro, racismo e homofobia em sua forma mais latente são reproduzidas de formão nem um pouco crítica, endossando tais comportamentos.
Apesar da bela ambientação, sequências de danças e a formidável trilha sonora dos Bee Gees, é bizarro constatar a depravação dos protagonistas. Eu não suportaria ter um amigo como os amigos de Tony Manero, nem a ele próprio. Um bando de homens babacas, depravados e grosseiros que acham que estão abafando. Lamentável um filme como esse ter um status de clássico.
Assim como muitos outros filmes sobre juventude, como Grease - Nos Tempos da Brilhantina, Curtindo a Vida Adoidado, etc, ele reproduz um estilo de vida totalmente errado de forma vaga e gratuita, sem um contraponto, como no merecidamente clássico Juventude Transviada, por exemplo.
Tirando uma estrela pelo final inconclusivo e outra estrela e meia pela sua representatividade irresponsável, dou 2,5, por suas virtudes técnicas.
Mas é um filme que, com certeza, assistir uma vez já foi suficiente. Nunca mais pretendo ver novamente. Me senti muito mal em muitas cenas. A despeito de ser contagiante pela sua musicalidade, não teria feito falta se não existisse. É um filme que chega a ser asqueroso de tão machista.
Tem muitos outros musicais, como Hairspray e Amor, Sublime Amor, que são bem melhores.
Felipe
Felipe

13 seguidores 73 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Médio, o filme claro que tem seu méritos, afinal marcou toda uma êpoca, quem que não conhece as musicas e os famosos passos de dança que o John Travolta faz neste filme, porém, apesar do filme ser engraçado e mostrar bem o dia a dia - o que quero dizer é que os dialogos são bem reais vc não fica com aquela impressão de certos filmes "putz ninguém faz isso na vida real" é como a vida real é, se olha e pensa putz apesar do filme se antigo ainda capta bem o dia dia das pessoas mais pobres sem muita expectativa que se destacam quando são mais novas e depois caem em decadência vivendo de lembranças do passado glorioso - mas deixa a desejar no final, com um final meio inacabado parecendo que os roteristas não consequiram consilhar o tempo do filme com o roteiro e acabaram assim de repente - diga-se de passagem isto me parece um mal endêmico dos filmes desta êpoca, apesar de ter visto poucos filmes dos anos 70 a maioria que assisti tem esta falha de roteiro.
Gustavo
Gustavo

11 seguidores 65 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme é espetacular. A trilha sonora, as roupas, as discotecas, enfim a filmagem toda é um retrato das decadas de 70 e 80. Ele traz criticas muito interresantes quanto a sociedade como a influencia que os pais tinham e ainda tem sobre a escolha da carreira dos filhos, o forte preconceito contra latinos e negros, as mulheres vistas como instrumentos sexuais, a preocupação com o "eu" não se importando com o proximo (visto no personagem vivido por John Travolta), etc. É um classico do cinema que não pode deixar de ser assistido.
Alvino
Alvino

10 seguidores 21 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 18 de janeiro de 2016
Tudo que surge na minha cabeça quando penso nessa época, devo a esse fenômeno cinematográfico. O estilo disco, as músicas, os passinhos... Eu achei os personagens do filme bastante sinceros, o famoso grupinho boys querendo causar e acabar se metendo em furadas. Um exemplo do poder que a 7 arte tem: criar uma geração que se torna quase um gênero.
Arysson Lima
Arysson Lima

4 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2024
Tive curiosidade em assistir o filme. Lembro-me que, quando adolescente, pude ver apenas uma parte na televisão spoiler: (a cena da briga entre os amigos do Tony Manero e os latinos)
. Resolvi então assistir o filme inteiro e ao terminar, percebi que a obra é completamente diferente do que eu imaginava, e de maneira negativa. A nota dois vai para o figurino, as danças e a trilha sonora. Vi algumas pessoas comentarem por aqui que o enredo trata da geração disco, um retrato da juventude suburbana de Nova York no final dos anos 70 e que em tal período não havia discussões sobre valores politicamente corretos. Outros disseram que condenar certos aspectos do filme é "mimimi."

Tomei então a obra sobre um olhar sociológico, afim de refletir sobre as diferenças entre as épocas e gerações de maneira crítica. Francamente, não sei como alguém consegue assistir a uma cena inquietante de estupro, com a moça chorando e implorando para parar, e simplesmente pensar: "ah, mas na época isso não era discutido". É algo cruel e repulsivo, seja nos anos 70, seja hoje.

Não sei como uma pessoa consegue, naquela época e mais ainda hoje, ver uma cena que diz algo como "crioulas são gostosas e f*dem bem" e não se sentir enojado ou no mínimo, desconfortável. Não sei como alguém consegue ver cenas de preconceito violento contra pessoas de orientação sexual diferente e achar que é algo dentro da normalidade. Ver uma família tradicional "de respeito" se agredindo em pleno jantar e achar que era melhor assim. Ou ainda ver um suicídio justificado com uma simples frase de efeito do protagonista e ficar por isso mesmo. Não sei como, em qualquer época.

Daí, o filme serviu para que eu chegasse a uma simples conclusão: os tempos em que vivemos são muito melhores. As pessoas são mais respeitosas e conscientes sobre as posturas errôneas e inescrupulosas que àquelas da época retratada no longa. Tony Manero e seus amigos são a imagem clara da futilidade, da grosseria e da vaidade juvenil que muitas pessoas ditas "conservadoras" costumam defender com unhas e dentes como aceitáveis, insistindo que tais comportamentos eram inofensivos e que "ninguém morreu por fazer isso ou aquilo", quando o filme mostra exatamente o contrário. Chega a ser absurdo pensar de forma tão anacrônica e limitada. Que os jovens de hoje continuem a fazer e falar "mimimi", pois sem dúvidas isso é muito melhor que encher o corpo de álcool e drogas, violentar mulheres e agredir homossexuais numa noite de sábado qualquer.

Obrigado por lerem a minha crítica.
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