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Fábio R.
9 seguidores
35 críticas
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2,5
Enviada em 19 de julho de 2020
É um filme altamente problemático do ponto de vista representativo. Machismo, promiscuidade, apologia à cultura do estupro, racismo e homofobia em sua forma mais latente são reproduzidas de formão nem um pouco crítica, endossando tais comportamentos. Apesar da bela ambientação, sequências de danças e a formidável trilha sonora dos Bee Gees, é bizarro constatar a depravação dos protagonistas. Eu não suportaria ter um amigo como os amigos de Tony Manero, nem a ele próprio. Um bando de homens babacas, depravados e grosseiros que acham que estão abafando. Lamentável um filme como esse ter um status de clássico. Assim como muitos outros filmes sobre juventude, como Grease - Nos Tempos da Brilhantina, Curtindo a Vida Adoidado, etc, ele reproduz um estilo de vida totalmente errado de forma vaga e gratuita, sem um contraponto, como no merecidamente clássico Juventude Transviada, por exemplo. Tirando uma estrela pelo final inconclusivo e outra estrela e meia pela sua representatividade irresponsável, dou 2,5, por suas virtudes técnicas. Mas é um filme que, com certeza, assistir uma vez já foi suficiente. Nunca mais pretendo ver novamente. Me senti muito mal em muitas cenas. A despeito de ser contagiante pela sua musicalidade, não teria feito falta se não existisse. É um filme que chega a ser asqueroso de tão machista. Tem muitos outros musicais, como Hairspray e Amor, Sublime Amor, que são bem melhores.
Médio, o filme claro que tem seu méritos, afinal marcou toda uma êpoca, quem que não conhece as musicas e os famosos passos de dança que o John Travolta faz neste filme, porém, apesar do filme ser engraçado e mostrar bem o dia a dia - o que quero dizer é que os dialogos são bem reais vc não fica com aquela impressão de certos filmes "putz ninguém faz isso na vida real" é como a vida real é, se olha e pensa putz apesar do filme se antigo ainda capta bem o dia dia das pessoas mais pobres sem muita expectativa que se destacam quando são mais novas e depois caem em decadência vivendo de lembranças do passado glorioso - mas deixa a desejar no final, com um final meio inacabado parecendo que os roteristas não consequiram consilhar o tempo do filme com o roteiro e acabaram assim de repente - diga-se de passagem isto me parece um mal endêmico dos filmes desta êpoca, apesar de ter visto poucos filmes dos anos 70 a maioria que assisti tem esta falha de roteiro.
O filme é espetacular. A trilha sonora, as roupas, as discotecas, enfim a filmagem toda é um retrato das decadas de 70 e 80. Ele traz criticas muito interresantes quanto a sociedade como a influencia que os pais tinham e ainda tem sobre a escolha da carreira dos filhos, o forte preconceito contra latinos e negros, as mulheres vistas como instrumentos sexuais, a preocupação com o "eu" não se importando com o proximo (visto no personagem vivido por John Travolta), etc. É um classico do cinema que não pode deixar de ser assistido.
Tudo que surge na minha cabeça quando penso nessa época, devo a esse fenômeno cinematográfico. O estilo disco, as músicas, os passinhos... Eu achei os personagens do filme bastante sinceros, o famoso grupinho boys querendo causar e acabar se metendo em furadas. Um exemplo do poder que a 7 arte tem: criar uma geração que se torna quase um gênero.
Tive curiosidade em assistir o filme. Lembro-me que, quando adolescente, pude ver apenas uma parte na televisãospoiler: (a cena da briga entre os amigos do Tony Manero e os latinos) . Resolvi então assistir o filme inteiro e ao terminar, percebi que a obra é completamente diferente do que eu imaginava, e de maneira negativa. A nota dois vai para o figurino, as danças e a trilha sonora. Vi algumas pessoas comentarem por aqui que o enredo trata da geração disco, um retrato da juventude suburbana de Nova York no final dos anos 70 e que em tal período não havia discussões sobre valores politicamente corretos. Outros disseram que condenar certos aspectos do filme é "mimimi."
Tomei então a obra sobre um olhar sociológico, afim de refletir sobre as diferenças entre as épocas e gerações de maneira crítica. Francamente, não sei como alguém consegue assistir a uma cena inquietante de estupro, com a moça chorando e implorando para parar, e simplesmente pensar: "ah, mas na época isso não era discutido". É algo cruel e repulsivo, seja nos anos 70, seja hoje.
Não sei como uma pessoa consegue, naquela época e mais ainda hoje, ver uma cena que diz algo como "crioulas são gostosas e f*dem bem" e não se sentir enojado ou no mínimo, desconfortável. Não sei como alguém consegue ver cenas de preconceito violento contra pessoas de orientação sexual diferente e achar que é algo dentro da normalidade. Ver uma família tradicional "de respeito" se agredindo em pleno jantar e achar que era melhor assim. Ou ainda ver um suicídio justificado com uma simples frase de efeito do protagonista e ficar por isso mesmo. Não sei como, em qualquer época.
Daí, o filme serviu para que eu chegasse a uma simples conclusão: os tempos em que vivemos são muito melhores. As pessoas são mais respeitosas e conscientes sobre as posturas errôneas e inescrupulosas que àquelas da época retratada no longa. Tony Manero e seus amigos são a imagem clara da futilidade, da grosseria e da vaidade juvenil que muitas pessoas ditas "conservadoras" costumam defender com unhas e dentes como aceitáveis, insistindo que tais comportamentos eram inofensivos e que "ninguém morreu por fazer isso ou aquilo", quando o filme mostra exatamente o contrário. Chega a ser absurdo pensar de forma tão anacrônica e limitada. Que os jovens de hoje continuem a fazer e falar "mimimi", pois sem dúvidas isso é muito melhor que encher o corpo de álcool e drogas, violentar mulheres e agredir homossexuais numa noite de sábado qualquer.
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