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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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5,0
Enviada em 27 de novembro de 2024
O filme Piaf - Um Hino ao Amor (2007), dirigido por Olivier Dahan, é uma poderosa cinebiografia da cantora francesa Edith Piaf. A produção destaca a trágica trajetória de Piaf, desde sua infância difícil até sua consagração como ícone da música mundial, explorando os altos e baixos de sua vida pessoal e carreira.
Marion Cotillard entrega uma atuação brilhante e profundamente emocional como Piaf, capturando não apenas a fragilidade da artista, mas também sua força e paixão. Sua interpretação foi amplamente aclamada, rendendo-lhe o Oscar de Melhor Atriz, o Globo de Ouro e o BAFTA, entre outros prêmios.
O filme utiliza uma narrativa não linear, alternando entre diferentes momentos da vida de Piaf, o que reflete sua complexidade emocional e artística. A direção de Dahan é estilizada e sensível, mas em alguns momentos, a montagem pode parecer confusa para o espectador.
Com uma trilha sonora repleta de sucessos como La Vie en Rose e Non, Je Ne Regrette Rien, o filme emociona tanto pelo drama quanto pela música. É uma obra que celebra o legado de Edith Piaf, ao mesmo tempo em que revela a vulnerabilidade por trás de sua grandiosidade.
Piaf - Um Hino ao Amor é imperdível para amantes de música e fãs de histórias inspiradoras, ainda que doloros.
Ainda que excessivamente burocrático e omisso em algumas partes - e passagens da vida de Edith Piaf, Marion Cotillard o transforma numa obra-prima instantânea. Sua performance já nasce legendária como uma das maiores atuações da história do Cinema. Poucas vezes uma caracterização soou tão perfeita.
Uma das mais belas cinebiografia que ja vi. O filme mostra com detalhes riquíssimos a dura vida de Edith Piaf.De sua infância sem família, até a sua fase adulta ,onde brilha com sua potente voz. A fotografia e figurino me fizeram favoritar esse filme.Sem contar na belíssima atuação de Cotillard,Oscar merecido.
-Filme assistido em 16 de Dezembro de 2015 -Nota 8/10
O que dizer de "La Môme" né?! Perfeito em tudo, direção de arte, trilha sonora, edição...e claro a incrível Marion Cotillard que está ESTUPENDA no longa. É nítido como ela se entregou á personagem, ela praticamente incorporou a Edith Piaf, (ou a Edith Piaf encarnou nela durante as gravações) principalmente na época em que ela conheceu Marcel seu grande (e porque não único amor) ali estava a Paif nua e crua, não havia distinção, não tinha Marion nem personagem, tinha apenas Edith Piaf. Não á toa, Marion levou o Oscar de Melhor Atriz em 2008, mais do que merecido, mais do que justo. Para as pessoas que não conhecem a Edith Piaf, vão conhecer com este filme uma grande cantora, que além de talentosa, cantava com a vida, não por amor, é mais como se cantar fosse um membro vital de seu corpo, retire-o e não viverá por muito tempo. E também com uma história de vida sofrida e amorosa e exagerada. Pra quem já conhece o trabalho dela, vai se encantar com a riqueza de detalhes de certos aspectos de sua vida, e se apaixonar ainda mais pelo trabalho da pequena pardal.
Devo ressaltar um destaque que me chamou muita atenção, Pauline Burlet que interpretou Edith na época em que ela estava com o pai no circo, principalmente na cena em que ele se apresenta na rua e logo depois pede á mesma cantar para os pedestres, Pauline canta o hino francês, belamente, afinada, dando uma faceta á mais da personalidade de Edith como cantora.
Apesar do filme ser perfeito, devo ressaltar dois pontos negativos: a Fotografia do filme no meu ponto de vista é deveras escura, deixa boa parte do filme com um tom meio mórbido, depressivo, achei um pouco prejudicial pra narrativa. O segundo ponto é a escolha do diretor em contar a história recortada, ora no passado, ora no futuro, ora na velhice, ora na adolescência... isso acontece no começo do filme e no fim também, mas no meio do filme a narrativa fica mais centrada no presente e pró-presente (um espaço curto de tempo da vida de Edith já no auge do seu sucesso) algo que pode deixar o público um tanto confuso com tanto vai e vêm na história da cantora. A reta final é de emocionar.
Emoção pura, sofrimento, dor, amargura, mas tudo isso traduzido em seu amor pelo ato de cantar. Assim pode ser resumida a vida de Edith Piaf. O filme retrata apenas algumas passagens de sua carreira, omitindo sua participação em filmes. As melhores canções - La Vie en Rose, Hino ao Amor, Je ne regrette rien - fazem o público, mesmo quem não a conheceu,a reconhecer seu enorme talento. Ela viveu e amou intensamente. Marion Cottilard ganhou o Oscar pelo papel, merecidamente (vejam um exemplo: a atriz tem 1.69 m de altura e precisou aparentar o 1.42 m de Edith) e foi envelhecida para a personagem. O grande ator Gerard Depardieu faz um pequeno, porém marcante papel. Imperdível.
A história de Edith é simplesmente linda e o filme faz um trabalho excepcional em mostrar isso. Marion Cotillard dá todo seu potencial e por isso ganhou um Oscar extremamente merecido. A trilha sonora maravilhosa, o drama, a personalidade de Edith, etc. Tudo neste filme é maravilhoso. Uma obra-prima recomendadíssima.
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