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Carlos Taiti
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3,0
Enviada em 9 de março de 2026
Crítica | O Detonador em Alta Voltagem
Antes de vestir o terno impecável de James Bond, Pierce Brosnan já demonstrava sinais claros de que possuía o perfil ideal para protagonizar filmes de ação e suspense. Em Live Wire, lançado em 1992, com 85 minutos de duração, vemos um thriller policial que mistura investigação, tensão e conspirações explosivas — literalmente.
Dirigido por Christian Duguay, o filme apresenta uma história que, apesar de não alcançar a grandiosidade dos grandes blockbusters da época, possui elementos que antecipam o tipo de protagonismo que Brosnan desenvolveria anos depois no universo de James Bond.
Gêneros: Ação, Thriller, Policial Sequências: O filme não possui continuação.
Principais personagens e atores
Danny O’Neill — Pierce Brosnan
Frank Traver — Ben Cross
Robin Jackson — Lisa Eilbacher
Parker — Philip Baker Hall
易 Primeiras Impressões
O Detonador em Alta Voltagem é um daqueles thrillers de início dos anos 90 que apostam em uma premissa simples, mas intrigante. Não se trata de um espetáculo grandioso de ação, mas sim de uma narrativa que mistura investigação e tensão crescente.
O filme funciona quase como um laboratório para Pierce Brosnan, que aqui já demonstra a postura elegante e o carisma que futuramente o tornariam um dos rostos mais lembrados do agente 007.
Enredo
Danny O’Neill é um especialista em desativação de bombas, um policial treinado para lidar com situações onde qualquer erro pode custar inúmeras vidas.
Quando uma série de explosões começa a ocorrer em circunstâncias estranhas, Danny percebe que algo não está certo. A investigação revela uma conspiração muito mais complexa do que simples ataques terroristas.
O detalhe mais perturbador surge quando ele descobre que as bombas não são dispositivos tradicionais — mas pessoas transformadas em explosivos humanos.
A partir desse ponto, a investigação revela conexões perigosas envolvendo interesses maiores e figuras influentes.
里 História e roteiro
O roteiro aposta em um conceito bastante intrigante para a época: o uso de seres humanos como armas detonáveis. Essa ideia cria um elemento de suspense psicológico que vai além da simples ação.
Embora a narrativa tenha bons momentos de mistério, em alguns pontos ela poderia aprofundar melhor suas motivações e personagens. Ainda assim, o filme mantém o interesse ao revelar gradualmente as peças da conspiração.
Produção
A produção segue o padrão de thrillers policiais da década de 90: ritmo direto, locações urbanas e cenas de tensão construídas em torno de desarmar bombas e desvendar conspirações.
Mesmo sem um orçamento gigantesco, o filme consegue entregar momentos de suspense eficientes.
Fotografia
A fotografia utiliza tons escuros e ambientes urbanos que reforçam a atmosfera de perigo constante. O clima visual lembra muitos thrillers policiais da época, com iluminação contrastada e enquadramentos fechados para aumentar a sensação de tensão.
Efeitos especiais
Os efeitos são discretos, mas funcionais. As explosões e cenas envolvendo os dispositivos explosivos são bem executadas para os padrões da época.
O foco está menos no espetáculo visual e mais na tensão criada pelo risco constante de detonação.
Atuações
Pierce Brosnan sustenta o filme com presença e carisma. Seu personagem mistura inteligência investigativa com frieza necessária para lidar com situações de alto risco.
Mesmo que o roteiro não explore totalmente o potencial do personagem, Brosnan entrega uma atuação sólida que já demonstra o tipo de herói sofisticado que viria a interpretar mais tarde.
O restante do elenco cumpre bem seu papel dentro da narrativa, ajudando a construir o clima de conspiração.
Filmes semelhantes
Quem aprecia O Detonador em Alta Voltagem pode gostar também de:
Speed (1994)
Blown Away (1994)
Die Hard with a Vengeance (1995)
Todos exploram tensão envolvendo explosivos e investigações policiais.
⭐ Avaliação Final
O Detonador em Alta Voltagem não é um grande clássico do cinema de ação, mas funciona como um thriller interessante que mistura investigação e suspense.
Seu maior destaque é justamente ver Pierce Brosnan em um papel que antecipa muito do estilo elegante e determinado que o tornaria famoso anos depois.
Não é um filme revolucionário, mas entrega entretenimento competente e um mistério curioso.
Vale a pena assistir? Sim, especialmente para fãs de thrillers policiais e para quem gosta de acompanhar a carreira de Pierce Brosnan antes de seu período como James Bond.
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