Mistérios da Carne
Média
4,0
89 notas

18 Críticas do usuário

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Marcos O.
Marcos O.

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3,5
Enviada em 20 de junho de 2014
Bem, essa sinopse é um tanto quanto pretensiosa quando já se viu o filme. Em primeiro lugar: a importância de Brian no enredo. Em segundo: o tal encontro dois dois. Entenda ao continuar a leitura desta resenha.

Mistérios da carne é um drama forte, na verdade, muito forte. Nele somos levados a conhecer a história desses dois jovens já comentados acima, Brian e Neil, dois garotos com a mesma idade mas com espíritos que não condizem nada um com o outro, o que pode aparentar ser interessante. Enquanto Brian é o famoso nerd encubado, quieto e com tendências quase que assexuadas de tanta "timidez", Neil é o famoso boêmio: bebe, fuma e faz sexo com quase todos os enrustidos da cidade. Essa diferença é uma eterna linha tênue entre o clichê e o inesperado.

Entretanto, não é o que fazem hoje, o que são hoje que chama atenção, e sim o passado que cada um carrega. Na verdade, mais do que tudo, Mistérios da carne é um filme que se trata do modo de encarar seus demônios do passado: seja negligenciando, seja se agradando com seus traumas, seja querendo desesperadamente desvendá-los, e, essa sim, para mim, é a melhor diferença entre Neil e Brian. Enquanto Neil lembra perfeitamente de sua vida, e faz com que um verão de dez anos atrás molde seu modo de ser e encarar todos os pontos de sua vida, Brian se encontra numa profunda busca por um motivo, o motivo de seus pesadelos, o que o fez ser o que é.

Aceitação e busca.

O filme se intercala em diversos anos diferentes, numa ordem cronológica crescente, com alguns flashbacks inclusos (conforme revelações vão sendo feitas) e, se há um verdadeiro ponto positivo no filme, são as interpretações dos pequenos Neil e Brian, Neil principalmente. Estamos acostumados a ver crianças em dramas, chorando, dando chiliques, ou fazendo papéis de força, mas nenhuma me impressionou da mesma maneira que Neil em um certo quesito, que, bem, eu não posso falar muito. Mas digamos que ele agiu como eu nunca esperava que uma criança fosse capaz, seja no olhar, seja nos nuances da voz, os sorrisos amarelos. as mulheres do elenco também tem uma boa participação (pelo menos as que tem o devido destaque), digo isso com foco em Mary Lynn Rajskub, que entrou na minha lista de loucas favoritas a partir de hoje.

Mas, falemos dos pontos negativos. não são poucos (como na maioria das obras), mas acho que alguns merecem ser mais lembrados aqui. O principal são as cenas de sexo de Neil, e, de certa forte, o próprio Neil. No começo não é um grande incômodo vê-lo em suas relações - até mesmo porque Joseph Gordon-Levitt é um ator glorioso - mas, com o passar do tempo, isso vai ficando meio desgastado, até um ponto que pode levar a parecer algo muito "enfiado" na obra, como o que vem acontecendo em alguns momentos de Game of Thrones. A vida de Niel se resume a isso, inclusive, e, às vezes, tudo o que eu queria era menos daquilo, menos de mais do mesmo, menos daquele dia-a-dia que, num filme, se pareceu meio desgastante. O mais triste é que essa grande exploração acabou enevoando a participação de Brian, que, para mim, é muito mais interessante como personagem, muito mais misterioso, com sua busca alienígena e seu desenvolvimento como investigador de si mesmo.

E, todo esse lenga-lenga, esse chupa-chupa acabou resultando num final apressado - ainda que lindo. Eu adoraria ter visto mais cenas de Neil com Brian, porém o prolongado desenvolvimento singular meio que interrompeu isso. E aqueles dois tiveram muita química em cena.

Com uma boa trama, perfeita para pessoas pacientes, nem tanto para quem gosto do famoso direto ao assunto, Mistérios da carne é um ótimo filme para se meditar e "cair na real". Apesar de um desenvolvimento meio inadequado, ele mostra o quão fortes podem ser as consequências de um baque muito forte no nosso passado, como isso afeta o caráter e o desenvolvimento de um indivíduo despreparado. Mostra como os adultos são os piores monstros do mundo. Mostra como a fragilidade é corrompível, mutável.

E a trilha sonora é ótima. Rs.
Dayse P.
Dayse P.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de janeiro de 2018
Um filme bastante forte e que me causou uma pequena pertubação. Talvez pelo fato das cenas ser muito realistas ou então, por eu ter me identificado com o ocorrido no filme. Assistindo-o me trouxe lembranças de minha infância sendo corrompida [o que não é nada agradável]. Ver o absurdo que o ser humano faz com o outro para apenas satisfazer seus desejos doentios. Ver a semelhança nas atitudes do violentador, como ele usa métodos para ganhar a amizade da criança, ensinando-a que aquilo não é nada de mais. Bem, é isso o que tenho a dizer... O filme é ótimo, mas, assim como outros já falaram não é todo mudo que pode assiste-lo, tem de preparar bem a mente pois, mesmo passando pelo o mesmo que os personagens e meus sentimentos terem sido endurecidos, ainda assim me comovi e me senti na pele dos diferentes personagens.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 30 de dezembro de 2015
O que mais me impressionou nessa produção foi o fato de não ser baseado em fatos reais,só que essa ideia não saiu da cabeça.São fatos que acontecem fora da ficção,que aqui são contados perfeitamente.
A vida do pequeno Neil é super dramática,só que ao mesmo tempo ele se sente bem com a situação.Já que não tem uma grande atenção se sua mãe.
Na fase juvenil,os fatos são ainda mais fortes.Destaco também a atuação de Brady Corbert.Não esquecendo a linda Elizabeth Shue.

-Filme assistido em 30 de Dezembro de 2015
-Nota 7/10
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

20 seguidores 727 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de junho de 2024
Embora produzida no início dos anos 2000, a obra procura retratar alguns dos males dos anos 1980 e início dos anos 1990. Males são as grandes cidades norte-americanas devastadas pelo HIV, juventude perdida e o tema mais centralizador: pedofilia. Aqui encontramos dois personagens opostos (mais não antagônicos) Neil e Brian. Brian encarna o nerd que nunca bebeu, fumou, transou e acredita que suas 5 horas esquecidas quando tinha 8 antes, tenha sido ocasionada por uma abdução alienígena (pura aceitação). Enquanto Neil encara a realidade, tem ciência do que aconteceu no seu passado e procura sair da sua pequena cidade em busca de uma cidade grande. Podemos destacar a boa ambientação do filme, pois parece que estamos nos anos 1980 (quem assiste o filme hoje em dia vai ter duvidas com relação ao ano do seu lançamento). Mas o ponto negativo foi a falta de profundidade diante de temas tão centrais (em especial sobre a pedofilia) e por ter entregue a resolução do mistério do filme já no segundo ato. deixando a última cena apenas como confirmação do que já era obvio. Um filme interessante a ser visto.
Rodrigo R.
Rodrigo R.

30 seguidores 73 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de setembro de 2016
Um bom filme com um tema polemico. Roteiro um pouco confuso as vezes mais no geral acho que conseguiu alcançar o objetivo com relação a história.
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