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Luiz Cappellano
62 seguidores
103 críticas
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4,0
Enviada em 24 de janeiro de 2021
O filme MARIA ANTONIETA, de Sofia Coppola (filha do grande Francis Ford Coppola), de 2006, é ousado. A ousadia começa pela trilha sonora, com músicas contemporâneas, especialmente rock dos anos 1980, liberdades poéticas em algumas cenas (como aquela em que Antonieta e seu grupo de amigos participam de um jogo de adivinhação muito comum entre os jovens dos EUA, ou aquela em que aparece um par de tênis rosa) e continua pela maneira pessoal, extremamente feminina e sensível de retratar a protagonista. Sofia fugiu de todos os clichês sobre a controversa rainha e nos apresenta uma versão talvez mais "humanizada" em relação a Maria Antonieta e, acima de tudo, em relação ao apresentado enquanto belo, jovem e extremamente assustado e despreparado Luís XVI, mais interessado em chaves e fechaduras do que no governo da França. O que Sofia parece nos querer dizer durante todo o filme é que eles eram apenas adolescentes quando assumiram o trono. Lembrando que o conceito de adolescência só vai ser engendrado à partir do século XIX e sedimentando no século XX. Até o século XVIII se passava diretamente da infância à idade adulta, sem uma fase intermediária. Os protagonistas são construídos enquanto inocentes e extremamente inexperientes, ambos criados em redoma, ou em "bolhas", como diríamos hoje, mal aconselhados pelos seus ministros e tornados um pouco "órfãos" pelo casamento precoce. Dentro da lógica do filme, eles certamente não poderiam mesmo ter feito muito melhor do que fizeram...
Marie Antoinette é uma obra centrada essencialmente na vida da excêntrica monarca, deixando de lado praticamente todo o contexto histórico da Revolução Francesa. Gostei do filme pois já existe muitos por ai relatando sobre a Grande Revolução vivida pelos franceses, neste mostra uma visão mais humana da rainha considerada por muitos fria, fútil e fraca. Possuí um enredo bem aprimorado, além de é claro fotografia e cenário perfeitos. Sofia Coppola conseguiu extrair de Kirsten Dunst uma de suas melhores atuações. Imagens épicas com trilha sonora moderna e ousada.
Um ótimo filme. Gostei muito da atriz, da direção, dos figurinos, cenários e fotografia. Também achei legal da parte do diretor excluir a decapitação dela, para ficarmos com a melhor imagem da Maria Antonieta em nossas mentes. A única ressalva, é sobre o "caso do colar" que foi omitido no filme, e que teve tanta repercussão.
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