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Roberto Carlos M.
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443 críticas
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5,0
Enviada em 8 de julho de 2015
assisti no canal Warner hd, muito bom mesmo, história bem produzida e dirigida, atuações muito convincentes, cenas de drama bem elaboradas, figurinos de época bem realistas, dublagem nota dez.
Confesso que fui assistir "Maria Antonieta" pra ver ser teria mas uma direção admirável de Sofia Coppola,depois de "As Virgens Suicidas" e "Encontros e Desencontros".Na verdade ela mostra um trabalho bem parecido,apesar desses três filmes abordarem temas totalmente diferentes.Em relação a esse filme,o andamento é interessante,já que a personagem principal,que leva o título do filme,nos traz tantos momentos interessantes,desde,sua saída de seu querido lar,até a chegada para seu casório.Destaque para fotografia e figurino,que são de primeira linha.
Maria Antonieta (Dunst) é uma jovem aristocrata austríaca que é enviada para Versalhes, para selar a união de ambos os países, casando-se com o igualmente jovem príncipe (Schwartzman).
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2023/10/filme-do-dia-maria-antonieta-2006-sofia.html
Filme de 2006. Uma visão da França pré-revolução que pôs fim à monarquia. Luiz 16 e Maria Antonieta foram colhidos de surpresa para a realeza. Imaturos muito tinham a aprender sobre a vida, mas naquele ambiente de festas e orgias não era fácil. Um rei e uma rainha têm por dever olhar para o povo, cuidar das condições de vida, elevar o potencial humano. A pobreza ficava do lado de fora, e os reis nada sabiam dela. O rei não impunha controle nas contas do Estado que gastava muito em suntuosidades supérfluas, o tinha de conduzir para a ruina. Enquanto o povo não tinha o que comer o rei era influenciado pelos assessores a enviar dinheiro para ajudar os Estados Unidos contra a Inglaterra. Por fim a ocupação do palácio pelos manifestantes amotinados dando desfecho ao golpe que criou a república pondo fim a monarquia constitucional, mas esse movimento e seus líderes não fazem parte do filme.
Marie Antoinette é uma obra centrada essencialmente na vida da excêntrica monarca, deixando de lado praticamente todo o contexto histórico da Revolução Francesa. Gostei do filme pois já existe muitos por ai relatando sobre a Grande Revolução vivida pelos franceses, neste mostra uma visão mais humana da rainha considerada por muitos fria, fútil e fraca. Possuí um enredo bem aprimorado, além de é claro fotografia e cenário perfeitos. Sofia Coppola conseguiu extrair de Kirsten Dunst uma de suas melhores atuações. Imagens épicas com trilha sonora moderna e ousada.
O filme MARIA ANTONIETA, de Sofia Coppola (filha do grande Francis Ford Coppola), de 2006, é ousado. A ousadia começa pela trilha sonora, com músicas contemporâneas, especialmente rock dos anos 1980, liberdades poéticas em algumas cenas (como aquela em que Antonieta e seu grupo de amigos participam de um jogo de adivinhação muito comum entre os jovens dos EUA, ou aquela em que aparece um par de tênis rosa) e continua pela maneira pessoal, extremamente feminina e sensível de retratar a protagonista. Sofia fugiu de todos os clichês sobre a controversa rainha e nos apresenta uma versão talvez mais "humanizada" em relação a Maria Antonieta e, acima de tudo, em relação ao apresentado enquanto belo, jovem e extremamente assustado e despreparado Luís XVI, mais interessado em chaves e fechaduras do que no governo da França. O que Sofia parece nos querer dizer durante todo o filme é que eles eram apenas adolescentes quando assumiram o trono. Lembrando que o conceito de adolescência só vai ser engendrado à partir do século XIX e sedimentando no século XX. Até o século XVIII se passava diretamente da infância à idade adulta, sem uma fase intermediária. Os protagonistas são construídos enquanto inocentes e extremamente inexperientes, ambos criados em redoma, ou em "bolhas", como diríamos hoje, mal aconselhados pelos seus ministros e tornados um pouco "órfãos" pelo casamento precoce. Dentro da lógica do filme, eles certamente não poderiam mesmo ter feito muito melhor do que fizeram...
Achei muito bom! Considero as críticas à forma como a História foi abordada um tanto irrelevantes pois é bem notável durante todo o filme a intenção da diretora em descrever a subjetividade de Maria Antonieta em momentos específicos de sua vida (a meu ver: as vidas de delfina insatisfeita com toda aquela rigidez da corte e a de rainha inflamada pelas pulsões da juventude e a cobrança de um herdeiro) e não os momentos extrínsecos ao seu eu! O fato expresso em muitos comentários de que faltou-lhe a guilhotina, tiraria o brilho e a vivacidade de um ser tão moderno lá pelo século XVIII produzido por Sofia Coppola. Um VIVA a genialidade da trilha sonora e aquele all star carregado de simbolismos!
Filme agradável poe não se centrar pura e simplesmente no que livros de História mecanicamente descrevem, mas pelo alvo ( atingido) de contar como Maria Antonieta reagiu a todo um cortante protocolo a que estava amarrada. Para uma adolescente enfrentar, naquela época, todo um contexto ferino e feroz, passar por afastamentos por obrigação (vide a cena de despedida de seu cachorrinho de estimação) e permanecer equilibrada como uma lady em mar de rosas seria impossível, e todo um choque emocional a fez ser rotulada de fria e excentrica. Sofia Coppola genial, Kirsten Dunst magnífica, figurinos e fotografia excelentes.
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