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danicarreis
46 seguidores
71 críticas
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5,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2013
Excelente filme! Sacada de mestre fazer referência, sutilmente, à algumas passagens do livro "Crime e Castigo", de Dostoiévski. Roteiro inteligente, bem amarrado, perfeito... Bem condizente com a maestria do maravilhoso Woody Allen!
Foi em 2005, com Woody Allen a completar 70 anos, que o icónico realizador norte-americano reinventou a sua carreira. Inserido em Hollywood, um mercado cruel e competitivo que anda sempre à procura das mais recentes novidades descartáveis, Woody Allen nunca baixou os braços, e foi mesmo depois de se tornar septuagenário que Allen conseguiu realizar um dos melhores filmes da sua vida. O próprio Woody Allen recentemente referiu que o seu filme favorito (de entre os que realizou) é precisamente “Match Point”.
Esta foi a primeira vez que Woody Allen filmou fora da sua amada Nova Iorque, trocando-a pela cinzenta Londres, onde decidiu criar um drama de paixões, traições e suspense, quase diametralmente oposto às suas famosas comédias ligeiras. A introdução de “Match Point” é composta por uma fantástica e enigmática sequência que nos explica de uma forma muito simples e sucinta a importância que a sorte têm na vida de cada um de nós.
A história de “Match Point” é centrada na vida de um antigo tenista profissional, Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers), que consegue um trabalho medíocre como treinador de tênis num exclusivíssimo clube londrino. Chris Wilton acaba por travar uma grande amizade com Tom Hewett (Matthew Goode) e Chloe Hewett (Emily Mortimer), dois irmãos e membros de uma família aristocrata que Chris habilmente utiliza para facilmente e finalmente subir na vida. Chris acaba por se casar com Chloe, um matrimónio que lhe permite obter aquilo que nunca teve, no entanto, este seu sonho fica subitamente ameaçado quando se apaixona pela sedutora Nola (Scarlett Johansson), uma mulher que namora com Tom e que vai arrastar Chris e Chloe para um confuso quadrado amoroso que vai estar constantemente no centro de uma das mais envolventes e inteligentes histórias do ano.
As interpretações desta obra estão muito bem conseguidas. Scarlett Johansson combina o seu charme natural com uma interpretação muito boa, e Jonathan Rhys Meyers está absolutamente fenomenal como o vilanesco Chris Wilton.
Woody Allen conseguiu criar algo novo e completamente diferente para adicionar à sua vasta filmografia, um drama de suspense praticamente sem nenhum humor. “Match Point” é, sem dúvida alguma, mais uma grande obra deste realizador norte-americano que raramente nos desilude.
Assisti duas vezes o filme não porque tenha gostado, mas para tirar algumas dúvidas. Um inicio bacana, embora previsível. Mas, a partir da gravidez da amante (e não da esposa) de Chris, a história tem um desfecho inusitado pois o cara mata a amante grávida, apesar de ser obcecado por ela e os policiais mesmo com um diário na mão não prendem o rapaz, deixando uma impressão que o mal triunfa sobre o bem e fica por isso mesmo. Ridículo!
Como de costume, mais um filme incrível do Woody Allen. Filme que leva a reflexão do que o ser-humano é capaz. Atuações perfeitas de Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers.
Filme muito inteligente, e roteiro muito bem escrito. As atuações de Jonathan e da lindíssima Scarlett são demais. Não achei o final surpreendente, mas sim muito bem trabalhado, vc fica ditando o que aconteceu na sua cabeça por algum tempo. Filme aprovado e recomendo.
Filme extremamente inspirado na obra de Dostoiévski e cena por certo copiada da cena do crime de Crime castigo. O protagonista é um tenista em final de carreira que dá aulas para sobreviver e tem a oportunidade de se casar com uma garota rica, mas entra em um triângulo amoroso onde se assassina a amante para não perder a boa vida e se livrar do problema. Em suma, trilha sonora que nops ambienta na pressão psicológica sofrida pelo protagonista. O grande destaque é trazer a tensão que a reflexão moral do crime causado nele, traz reflexões sobre questões morais existenciais humanas . Ao contrário de muitos, achei inteligentíssima a reviravolta em desvendar o crime. Eu particularmente não acha a Scarlett tão bonita assim, mas cabe perfeitamente no papel e interpreta de maneira deslumbrante. Em suma: filme voltado ao público mais intelectualizado, que tem contato com a obra de Dostoiévski e a tragédia grega
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