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Wellinton d
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6 críticas
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4,5
Enviada em 21 de setembro de 2016
Película de extrema sutileza, Whisky consegue cativar a audiência com pouquíssimos diálogos e situações cotidianas retratadas com leveza pela dupla de diretores uruguaios Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella. A trama se passa, em grande parte, na tradicional fábrica de meias do já idoso Jacobo Köller, que conta com o apoio da sua supervisora Marta Acuña e de mais duas funcionárias, que permanecem sem os nomes revelados. A rotina dessas quatro pessoas é retratada com uma impressionante leveza até que a chegada do irmão de Jacobo, Herman (que não voltava ao Uruguai fazia 20 anos) dinamitou a vivência pré-estabelecida da esfera Jacobo-Marta, que, ao longo da película demonstram de forma quase imperceptível possuírem uma relação que vai além da profissional. A direção é precisa e usa de alguns recursos de linguagem para complementar o enredo, como a repetição de planos de Jacobo e Marta abrindo a fábrica, funcionando como um dejavu a quem assiste, e evidenciando a dependência mútua do velho fabricante de meias com seu braço direito. Os sons são utilizados com precisão durante todas as sequências. A aparente calmaria da "Köller Medias" sendo brutalmente obstruída pelo ruído ensurdecedor das máquinas de costura e o odiado rádio das funcionárias é uma pequena descrição do subconsciente de Jacobo. A aparência humilde, transparescendo controle total da vida pessoal, financeira e, até, amorosa são os atributos do velho empresário que, em silêncio, sofre com a morte da mãe, o abandono do irmão e o amor reprimido que sente pela funcionária mais antiga da fábrica. Toda essa problemática do antigo empresário é complementada por atuações pontuais e olhares delicados do três atores do núcleo principal da trama. A fotografia de Barbara Alvarez (do recente Que horas ela volta?) é primorosa, abusando de planos dentro do carro de Jacobo e demonstrando um domínio muito grande dos espelhos como complemento da linguagem, objetivando a exposição das diferentes facetas de cada personagem. Por fim, temos a trama paralela de Herman e Marta, que acabaram de se conhecer. Herman, o uruguaio que vive no Brasil, funciona, de maneira inesperada, como o alívio cômico da trama. Diversos fatores, principalmente de atuação, o tornam uma figura humorística, não de modo caricato ou verbal, mas em essência e delicadeza. Já Marta (ou Atram) demonstra uma incrível comunicação visual, fazendo valer o famigerado ditado "um olhar vale mais que mil palavras" e demonstrando uma incrível habilidade à Herman (ou Namreh), a de falar o idioma ao contrário. E é com as diversas peripécias das três personagens que o filme silencioso de Stoll e Rebella conquista um lugar no hall de melhores produções latino-americanas dos últimos anos.
Ótimo filme onde o olhar vale mais do que mil palavras. Cheio de situações que seriam cômicas se não fossem trágicas...onde o sorriso é forçado e só aparece na hora de dizer whisky para se tirar a foto.
Há tempos não via algo tão inexplicavelmente insuportável. Não consegui me sentir entediada com a situação, fiquei entediada com o filme mesmo. Péssimo, nunca entendi porque substituiu o maravilhoso Machuca na concorrência ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no Chile.
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