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Cláudia Maria Rodrigues de Lima
1 crítica
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5,0
Enviada em 20 de janeiro de 2020
Filme estupendo, história fascinante. Mexeu com minhas emoções. Ainda tem gente que disse em um comentário que o filme não lhe causou nenhuma emoção. É de pedra a criatura? Entendi perfeitamente o final e o porquê do personagem ter se entregado à morte.
O filme trata se de um diplomata britânico e jardineiro chamado Justin Quayle que se muda para o Quênia no continente africano, ele e sua esposa (Tessa). Ela uma ativista pela justiça social é assassinada pelo (Sandy Woodrow) amigo de seu marido por saber de uma tal carta que incriminava um laboratório farmacêutica “three bees” (três abelhas) e a empresa K.D.H. de testar uma droga para combater a AIDS e tuberculose nos habitantes quenianos. Seu marido não sabia de nada, ela e seu amigo, Dr. Arnold Bluhm foram assassinados no deserto, Justin tenta descobrir o que há em comum na morte de sua esposa com estas empresas; pedindo ajuda para conhecidos de sua esposa para saber qual o mistério da logo estar nos pesticidas.
Excelente, confesso que nos primeiros 15 minutos quase parei de assitir achando que seria uma historia somente sobre problemas de casal, mas, no desenrolar do filme, a histórica fica muito mais complexa abordando não só problemas conjugais, como também sociais.
Excelente adaptação. Atuações fantásticas, inclusive a Rachel e sua estatueta podem afirmar isso. Esse filme mostra o problema da Africa como poucos se atrevem. Roteiro show, final perfeito!
"O Jardineiro fiel", filme americano, o diretor é brasileiro, Fernando Meireles. A história gira em torno do marido, que parte em busca de respostas ao assassinato da esposa, médica atuante no tratamento da tuberculose ao povo da África. Ao chegar, começa a não encontrar respaldo aos seus questionamentos e tudo está envolto a mistérios que teima em descobrir.
Passa a ver que não deu importância ao trabalho da esposa e por não ter-se envolvido antes, tenta agora, resgatar o propósito dela. Descobre que a esposa exigia uma ética,que os diversos organismos de atendimento ao povo deixavam pendentes, por interesses diversos ligados à indústria farmacêutica e milhões de dólares.
Como passa a incomodar o sistema, descobrindo mais do que deveria, sofre restrições de todos os lados para evitar que o conhecimento vá a público. Teimoso, consegue as provas necessárias e as encaminha. Finalmente entendeu a postura da esposa e seu amor por ele. No final vai ao encontro dela, por sua escolha, numa praia deserta que frequentaram antes e suicida-se.
O filme é muito triste, demasiadamente triste por vermos que o povo africano passa por humilhações em sua sobrevivência, sujeitados a cobaias, atendendo a um sistema mercadológico preocupado apenas com lucros e a riqueza de um pequeno grupo. Até quando esse povo será escravizado, Meu Deus!
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