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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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293 críticas
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
"O JARDINEIRO FIEL", de Fernando Meirelles, está em cartaz no cine Roxy 3 e nos complexos Cinemark da região. A estréia do diretor de "CIDADE DE DEUS" em Hollywood não poderia ser mais promissora. Ao adaptar o romance de John Le Carré para as telonas e, principalmente, por conseguir alinhavar uma narrativa que fica entre o documentário e o suspense, Fernando Meirelles conseguiu denunciar as grandes corporações européias e norte-americanas - no caso a indústria farmacêutica - sem ser panfletário e chato. Justin Quayle (Ralph Fiennes) é um diplomata inglês que se apaixona pela "revolucionária" Tessa (Rachel Weisz). O primeiro encontro de ambos é inusitado, pois Tessa faz um discurso que em outras épocas seria chamado de "esquerdista", denunciando os esquemas de exploração das grandes corporações junto ao terceiro mundo. A narrativa desde o seu início é em flash-backs do ponto de vista de Justin. No início ele era um diplomata inglês que foi transferido para o Quênia, fazia seu trabalho e se dedicava ao seu passa-tempo predileto: cultivar jardins. Este era o jeito dele se afastar da realidade que o cercava. Já Tessa se entregou de corpo e alma aos portadores do vírus HIV do Quênia. Juntamente com o médico Arnold, levanta a suspeita de que a indústria farmacêutica estaria testando medicações nos africanos miseráveis, e, dessa forma, economizar milhões e milhões de dólares. É claro que a turma do poder não gosta de bisbilhoteiros e gente que pretenda fazer denúncias. Tessa sabia do risco de suas atitudes. O espectador é levado a embarcar em duas grandes jornadas nas duas horas de filmes: da beleza natura do continente africano à miséria e desgraça em que vive boa parte de sua população; a segunda e mais importante é a jornada de Justin, que de um alienado jardineiro vai em busca da realidade sórdida que culminou com a morte de sua esposa. Ralph Fiennes e Rachel Weisz entregaram-se de corpo e alma ao projeto de Fernando Meirelles. A trilha sonora de Alberto Iglesias, costumeiro colaborador de Pedro Almodóvar, é peça fundamental para o sucesso do filme. Quem sabe teremos um diretor brasileiro vencedor do Oscar de 2006. E com total merecimento.
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