O Segredo de Brokeback Mountain
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4,0
2007 notas

91 Críticas do usuário

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Adriano Silva
Adriano Silva

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5,0
Enviada em 5 de agosto de 2018
O verdadeiro campeão do Oscar de Melhor Filme em 2006?
O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN

Até hoje, O Segredo de Brokeback Mountain é considerado por muitos como o filme que deveria ter levado a estatueta em 2006, no lugar de "Crash". Sinceramente, eu não posso opinar nessa questão, até porque ainda não assisti "Crash" e nem os outros filmes que concorreram naquele ano.

O longa foi indicado em 8 categorias no Oscar 2006: Melhor Ator - Heath Ledger / Melhor Ator Coadjuvante - Jake Gyllenhaal / Melhor Atriz Coadjuvante - Michelle Williams / Melhor Fotografia e, claro, Melhor Filme. Levando 3 estatuetas por Diretor, Trilha Sonora e Roteiro Adaptado. Além de várias indicações e vários prêmios no Globo de Ouro, BAFTA, César Awards, Independent Spirit Awards, Festival Internacional de Cinema de Veneza, Bodil Awards, Satellite Awards e MTV Movie & TV Awards.

O Segredo de Brokeback Mountain é dirigido por Ang Lee (do extraordinário "Life of Pi") a partir de um roteiro escrito por Diana Ossana e Larry McMurtry no final da década de 1990, adaptado do conto homônimo de Annie Proulx. E estrelado por Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Michelle Williams, Linda Cardellini, Anna Faris, Randy Quaid e Kate Mara.

O longa é realmente belíssimo, vai muito além de um simples desenvolvimento de um romance gay. A contar pelas situações por qual Ennis e Jack são submetidos a passarem até se entregarem um ao outro, e depois de terem se entregado um para o outro. O diretor Ang Lee soube extrair com muita perfeição todos os sentimentos com bastante veracidade. Como o verdadeiro descobrimento entre eles, o medo, a desconfiança em se entregar, tudo feito com muita delicadeza e com muita profundidade. O filme é singelo, verdadeiro, tocante, ao mesmo tempo consegue ser leve e avassalador.

É muito interessante notar o quanto Ennis e Jack são fechados e resguardados um com o outro ao início. Talvez por medo, insegurança, por não conhecer a personalidade do outro, ou até mesmo, como iria ser a reação de cada um. Essa é a melhor parte do filme, quando acompanhamos o descobrimento e o nascimento do verdadeiro amor entre eles. A partir da cena da cabana, o relacionamento entre eles flui cada vez melhor, suaviza e fica cada vez mais leve e mais verdadeiro. Na minha opinião: é impossível julgar, é impossível ter algum tipo de preconceito para com ambos, é simplesmente o nascimento do verdadeiro amor entre duas pessoas, entre dois seres humanos, da forma mais singela, pura e verdadeira. Nesse quesito, o diretor Ang Lee brilhou com sua maestria em nos mostrar o que é e a forma como é o verdadeiro amor entre duas pessoas, independente da sua opção sexual.

O saudoso Heath Ledger tem uma atuação completamente impecável, impossível achar algum defeito em sua atuação. Ennis é um homem fechado, em até certo ponto resguardado entre sua família e o seu sentimento por Jack, por talvez não se entregar totalmente a ele, ou construir uma vida com ele, como o próprio desejo de Jack. Esse é o ponto a se destacar na atuação de Heath Ledger, a maneira como ele vai e vem de seus sentimentos e desejos, mostrando uma atuação branda e violenta ao mesmo tempo - SENSACIONAL! Mais uma atuação memorável pra guardarmos com muito carinho desse maravilhoso ator.

Jake Gyllenhaal é o contraponto de Heath Ledger. Jack é mais atirado, mais decidido (em até certo ponto), ele parece saber realmente o que sente em relação a Ennis e até aonde seria capaz de levar essa paixão. É impossível imaginar esse filme com outros atores que não fossem Gyllenhaal e Ledger. A química alcançada entre eles é perfeita, a empatia que se cria com eles é inevitável. Uma dupla que atingiu uma perfeição e uma química tão alta que ficará marcado na história do cinema e nas memórias de todos os cinéfilos.

Duas atrizes que me chamaram muito a atenção em "Brokeback Mountain". Michelle Williams e Anne Hathaway. Michelle faz Alma, a esposa de Ennis. Uma mulher humilde, carente de atenção, em até certo ponto submissa, que sofre seu dilema calada ao descobrir o verdadeiro Ennis, se tornando uma mulher amarga e sofrida, que mesmo com todos os acontecimentos ainda tem uma pontinha de esperança (indicação perfeita ao Oscar). Anne Hathaway por sua vez é Lureen, a esposa de Jack. Uma mulher rica, com um pai rico, que pode ter tudo que quer, mas se passa por uma mulher fútil, que mesmo conhecendo a fundo os segredos do marido prefere viver friamente na fantasia criada por ela mesmo. Tanto Alma quanto Lureen preferem viver suas vidas sofridas a suas maneiras. Excelentes atuações das coadjuvantes Michelle Williams e Anne Hathaway!

Não posso deixar de mencionar a trilha sonora campeã do Oscar! A trilha sonora enriquece o filme com muita competência e muita singularidade, estando presente em praticamente 100% das cenas com aquelas composições de violões que nos deixava maravilhados. Isso é realmente uma aula de trilhas sonoras, daquelas que se cortassem arrancaria o coração do filme. A fotografia também é belíssima, se destacando com perfeição entre as montanhas geladas e frias.

Assim como já conferi este ano com o filme "Me Chame Pelo Seu Nome", cujo roteiro também é bastante singelo, puro e verdadeiro, mas ambos funcionando de maneiras diferentes. O Segredo de Brokeback Mountain também entra nesse patamar, se tornando pra mim, mais uma "obra-prima" de Ang Lee. [05/08/2018]
Wellingta M
Wellingta M

938 seguidores 257 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Como alguém pode chamar este filme de indecente? Indecente por que? Por causa das cenas de sexo entre dois homens? No momento em que há no Brasil um clamor por parte dos ativistas em favor que a homofobia se torne crime e que os direitos civis dos gays sejam de fato respeitados, O Segredo de Brokeback Montain já pode ser considerado um clássico do gênero por apresentar a história de amor entre dois homens, sem estereótipos. Palmas para Ang Lee e sobretudo, para as atuações magistrais de Jake Gyllenhaal e do saudoso Heath Ledger. Mordam-se preconceituosos!
Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2016
Costumamos classificar sempre o cinema americano como comercial. É lugar comum fazermos tabula rasa em relação à produção considerada secundária ou marginal mesmo quando se refere a grandes cineastas, de primeira linha e considerarmos que existe uma categoria epistemológica própria, dentro da qual classificaríamos todo o cinema americano.

É sintomático que Ang Lee tenha produzido Brokeback Mountain em 2005, logo em seguida ao grande épico do seu professor, Oliver Stone, Alexandre.

Não é apenas a temática ligada à homossexualidade que aproxima os dois filmes. Existe, em ambos os casos, uma vontade de criar personagens reais e palpáveis, de carne e osso, que se aproximem das pessoas comuns e que, portanto, possam possibilitar identificação ou auto-reconhecimento. Todos conhecem alguém que se parece com Jack ou Ennis, que vivencia crises de consciência e problemas cotidianos semelhantes aos deles.

Tomemos como exemplo a cena em que Ennis tem de ir trabalhar e chega com as duas garotinhas, no colo, ao supermercado onde Alma trabalha. Ele as coloca no chão e, enquanto discutem sobre quem poderá tomar conta das meninas, uma delas derruba os potes de conserva de uma prateleira, quebrando vários deles.

A banalidade desta cena faz com que nos identifiquemos com as personagens, criemos um vínculo afetivo, de empatia, em relação às mesmas. Por esse motivo, a maior parte das platéias chora copiosamente durante o filme.

Após duas décadas de um relacionamento jamais assumido e nunca completo, Ennis está maduro, só, extremamente pobre e amargurado. Guarda como relíquia, dentro do seu guarda-roupa, a camisa, a jaqueta do falecido Jack e um cartão postal...É diante destas relíquiasque ele jura fidelidade.
Emerson Rodrigo de Andrade
Emerson Rodrigo de Andrade

12 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2013
"O Segredo de Brokeback Mountain" tem sua excelência a qual nenhum filme tirará, toda a delicadeza e humanidade transpiradas ao longo do desenrolar da sua história detém nossa atenção, e ainda o seu ótimo elenco (Heath Ledger é excepcional no papel de Ennis Del Mar, mesclando aquela singela rusticidade dum homem de pouca instrução do interior americano e criado numa sociedade moralista dos anos 60; fatos que não interferem no modo meigo a que ama Jack: muito boas as cenas em que Ennis tem aquele choro engasgado e gradativo no beco, cobrindo o rosto com o chapéu e esmurrando a parede; a cena da briga física que eles têm pouco antes da despedida, no verão de 1963, terminando os dois com o nariz sangrando e manchando a manga da camisa de ambos - camisa que reaparecerá lá no final do filme, envolvida pela de Ennis e dependuradas num cabide do guarda-roupas de Jack, e ao meu ver isso em parte acaba que simbolizando a relação deles nos anos decorridos na história: uma união vital e vigorante [com o sangue estampando-a, já que acaba por ter um final trágico] mas tão camuflada como as tais camisas guardadas numa parte estreita contígua ao vão em que ficam as demais antigas roupas de Jack; a cena em que este declara a insatisfação com a situação deles ao longo desses tantos anos de escassos encontros, na qual Ennis mais uma vez derrama seu pranto desajeitado mas tão gracioso... enfium, trata-se dum filme ótimo excelente de muitas cenas excelentes!).
Podemos perceber que o tema principal debatido no filme é o amor homossexual dos personagens principais, tão digno de se viver quanto a um amor convencional entre dois héteros (tendo a intenção nítida de impor-se à pensamentos e opiniões homofóbicos), algo que não acontece no filme em plenitude devido ao moralismo estúpido da época (mas que ainda hoje não é algo extintor, e muito dificilmente o será um dia); mais uma vez os impasses sociais impondo-se a consumação dum amor. Aprendemos com o fim tido por Ennis (morando sozinho e nostálgico pelo antigo amor, num trailer) que devemos dar nossa cara à tapa quando o amor nos chegar e percebermos que este, trata-se de um sentimento realmente pleno e irremediável, intenso como a vida; devemos ter um extremo cuidado saudável com ele, pois possa ser que o percamos em meio aos turbilhões desse mundo selvagem e implacável em que vivemos.
Lucas V.
Lucas V.

24 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de janeiro de 2014
Um dos melhores filme que já assisti, magnifico! <3
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 498 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de setembro de 2025
Sinopse:
Jack e Ennis se conheceram em Wyoming, no verão de 1963, quando foram trabalhar para um rancheiro que criava ovelhas. Naquele ambiente solitário nas montanhas, eles acabam tendo um rápido contato sexual. Quando o trabalho no rancho acaba, cada um segue seu caminho. Ambos casaram e vivem com suas respectivas esposas. Por muitos anos, não se veem até que um dia, eles começam a marcar encontros esporádicos e mantêm um caso amoroso durante uns vinte anos.

Crítica:
"O Segredo de Brokeback Mountain" é uma obra que transcende as barreiras do tempo e da cultura, trazendo à tona a complexidade do amor em um contexto carregado de repressão e preconceito. Sob a direção sensível de Ang Lee, o filme mergulha na dolorosa relação entre os caubóis Ennis Del Mar e Jack Twist, vivenciando o amor proibido em um cenário que historicamente desprezou a diversidade.

As atuações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal são profundamente comoventes, capturando a luta interna dos personagens com um realismo tocante. Ledger, em especial, apresenta um Ennis que mistura força e vulnerabilidade, expressando as nuances de seu personagem sem palavras, apenas com olhares e gestos simples. Gyllenhaal, por outro lado, traz uma energia vibrante a Jack, refletindo a esperança e o desejo em meio à desilusão.

O filme não é apenas um retrato de um relacionamento, mas também um comentário social sobre as normas de masculinidade e as expectativas que a sociedade impõe. O cenário do Oeste americano se torna um personagem por si só, simbolizando tanto a liberdade quanto as limitações que os protagonistas enfrentam. A cinematografia de Rodrigo Prieto embeleza o ambiente, contrastando a beleza natural das paisagens com a dor dos personagens.

Além das questões de identidade e amor, a narrativa também toca em temas de família, sacrifício e o que significa realmente viver uma vida autêntica. As escolhas feitas por Ennis e Jack ressoam com qualquer um que já tenha enfrentado a pressão de se conformar às expectativas sociais, tornando a história universal.

Com uma direção sensível e um roteiro cuidadosamente elaborado, "O Segredo de Brokeback Mountain" permanece relevante e impactante, um lembrete atemporal de que, apesar das dificuldades, o amor verdadeiro pode resistir, mesmo sob as mais severas pressões sociais. Sem dúvida, é um filme que merece ser visto e discutido por todos.
Dionatan F.
Dionatan F.

7 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2016
Um filme que me prendeu do começo ao fim, me emocionei, chorei e quase morri com o final, quando o filme acabou já estava sem estruturas, sem duvidas esse é o clássico gay, insuperável, que merece respeito, e com tantas indicações ao oscar e 2 estatuetas, não é para menos, excelente filme, excelente atores.
SenhorOculto
SenhorOculto

15 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Filme extremamente exclusivo, pois não é uma obra que todos gostarão. Se você conseguir continuar assistindo após a tensa e 1° cena de sexo entre esses dois machos, superando o desconforto e emocionando-se com o decorrer do filme, pode ter certeza que você não tem preconceito a homossexuais. Chega a ser agressivo, sem falsos moralismos. RECOMENDO!
Jacqueline
Jacqueline

8 seguidores 51 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2012
Mostra uma relação homossexual sem esteriótipos,o que o torna o filme interessante até hoje,pois,a homossexualidade, ainda é mostrada de um modo esteriotipada.
Sebastian Silva
Sebastian Silva

6 seguidores 100 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de outubro de 2024
Este filme é uma obra de arte. Nunca vi um filme que conseguisse me deixar tão colado sentimentalmente aos personagens; sem contar que ele é super fiel ao conto em que foi inspirado. O filme é bem melodramático, a diretora sabia exatamente o que estava fazendo. Conseguiram me fazer chorar durante os créditos inteirinhos!!
A ideia do conto e do filme é mostrar como a homofobia impediu um casal tão bonito de ficar junto, ainda mais na época deles: 1960 a 1980. É realmente o meu filme de drama e romance favorito!!
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