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Matheus S.
30 seguidores
62 críticas
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4,5
Enviada em 28 de janeiro de 2013
Ser um bom cinéfilo não é fácil. Se você não tiver a paciência para assistir longos (e por vezes tediosos) filmes você vai deixar de lado obras-primas espetaculares. E se você não deixar de lado todos os seus preconceitos você também não vai assistir filmes grandiosos e que inovaram o mundo cinematográfico. Esse é o caso de O Segredo de Brokeback Mountain! O filme já se mostrava inovador a ser um dos poucos grandes filmes a chegar ao circuito comercial que falavam de romances homossexuais. E ele inovou ainda mais transportando esse amor para um clima de faroeste, lugar onde a masculinidade e a violência predominam. Tirando de lado estereótipos e preconceitos idiotas, qualquer bom cinéfilo percebe o quão bom esse filme é. E eu não digo sobre o romance homossexual, ou sobre as cenas “quentes”, mas sim sobre diversos fatores cinematográficos. A começar pela direção do Ang Lee, se mostrando mais uma vez espetacular, conduzindo esse filme inovador e tenso de uma forma por vezes leve, por vezes brusca e rústica, mas nunca perdendo o ritmo. O roteiro se destaca mais por sua originalidade, e mesmo tendo alguns momentos desnecessários ele é bem estruturado e bom. O que dizer das atuações? Nada menos que perfeitas! A dupla de protagonistas, Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, nos convencem com sua história de amor. O elenco de apoio também está nota 10, principalmente a Anne Hathaway e a Michelle Williams (destaque maior para a Michelle). Até mesmo a Anna Faris, que faz uma ponta bem rápida no filme, se sai estranhamente bem, não nos lembrando em nada aquela atriz de Todo Mundo em Pânico. Vários outros quesitos se mostram impressionantes: como a trilha-sonora (um casamento perfeito de imagens e sons), as locações (simples e lindas), a fotografia, o figurino, a edição... Excessivamente polêmico para alguns, “inassistível” para outros, mas uma obra-prima para quem realmente ama cinema, sendo ele gay, hétero, bi ou o que for.
Brokeback Mountain venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza, além dos prêmios BAFTA,Globo de Ouro e Independent Spirit Awards de melhor filme e direção para Ang Lee, além do reconhecimento de outras organizações e festivais. Brokeback Mountain recebeu o maior número de indicações aos 78 Prêmios Oscar (oito), ganhando três: melhor direção para Ang Lee, roteiro adaptado e trilha-sonora. O filme conta a história de Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis Del Mar (Heath Ledger) são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre (Randy Quaid) em Brokeback Mountain. Jack deseja ser cowboy e está trabalhando no local pelo 2º ano seguido, enquanto que Ennis pretende se casar com Alma (Michelle Williams) tão logo o verão acabe. Vivendo isolados por semanas, eles se tornam cada vez mais amigos e iniciam um relacionamento amoroso. Ao término do verão cada um segue sua vida, mas o período vivido naquele verão irá marcar suas vidas para sempre. O filme é difícil de descrever. Corajoso seria uma boa palavra. Demonstrar a relação dos protagonistas da forma como foi feita é extremamente corajoso. Esse filme disputou o Oscar de melhor filme com Crash, um filme que também apresenta questões sobre minorias e é interessante comparar um com o outro. De um lado, Crash apresenta um conto moralista, tentando ensinar o público. Já Brokeback Mountain apresenta uma história realista, sobre paixão e proibição. O fato de que Jack Twist e Ennis vivem no sul dos Estados Unidos e nos anos 60 significa que o amor que um sente pelo outro é proibido. Naquela época e naquele lugar, o homossexualismo era não só um pecado mas também uma ofensa a o resto da população. O drama pessoal da vida dos dois depois que eles tiveram sua primeira experiência é suficiente para moldar o futuro de suas vidas. A vida com medo, a vida vivida em cima de gelo fino e a vida que é impossibilitada de atingir felicidade. Tecnicamente o filme carrega impressionante cinematografia e Ang Lee dirige muito bem o longa de duas horas e vinte minutos. Vale a pena ressaltar que as duas grandes performances de Ledger e Gyllenhaal revelam que esses dois seriam dois dos melhores atores da década (Ledger infelizmente morreu de overdose, antes de receber o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por O Cavaleiro das Trevas). A melhor parte do filme no aspecto técnico é seu roteiro que desenvolve perfeitamente a história e relata os conflitos com sinceridade brutal. Honesto, corajoso e emocionante, O Segredo de Brokeback Mountain é um excelente filme.
O diretor taiwanês Ang Lee já tinha mostrado talento com filmes como "O Tigre e o Dragão" e "Razão e Sensibilidade", mas nenhum dos dois filmes dava sinal que ele seria o diretor ideal para esse romance de denúncia. Lee filma com delicadeza, mas se recusa a ser romântico e com isso consegue que a fita permaneça sempre com um tom realista e o sentimento de apreensão que rodeia os protagonistas, ambos cowboys brutos que se descobrem apaixonados, mas pela sociedade da época e por eles mesmo não acharem que tem forças para assumir esse relacionamento decidem que não irão viver juntos. O filme acompanha anos da vida desses homens, que por mais que tentem não conseguem viver sem um ao outro, e o ambiente masculino de sentimentos engolidos e verdades não ditas. Um dos principais motivos que fizeram o filme conseguir romper barreiras foi o elenco excepcional, com destaque especial para a dupla de protagonistas; Heath Ledger, em sua melhor interpretação, e a revelação Jake Gylenhall, que até hoje segue ótima carreira. Ambos foram indicados ao Oscar e foram de vital importância para gerar empatia mesmo com quem inicialmente sinta desconforto com o relacionamento. Seus olhos expressivos e a interação natural e forte entre os dois é extremamente palpável. O filme venceu o festival de Berlim, ganhou quatro globos de Globos de Ouro (incluindo melhor filme), três Oscar (incluindo melhor diretor) e já é considerado um clássico do cinema pós-moderno.
Que norte americanos são tudo viado eu já sabia, mas não sabia que eram tantos isso é contando no filme muito bem contado as atuações são boas já que eles estão sendo eles mesmo o final é bem hipócrita spoiler: viados americanos sendo mortos por outros viados americanos só que incubados.
Pensei que gostaria mais, mas é bom sim. Certamente um filme que teve sua importância em abordar essa temática há 15 anos atrás. Tem muitas qualidades em termos de direção e atuação. Enfim, no geral é um filme que me agradou e consegui bater bem forte em mim no final!
Cumpre sua proposta abordando diferentes formas de amor. O filme é muito realista, transmite as difuldades da vida. Um filme relativamente longo, embora utilize de sua longa duração para criar momentos de pura intimidade.
Amei esse filme e já assisti varias vezes e sempre me emociono independente da relação homossexual toda história de amor é valida e a música que toca sensibiliza nossos corações
Pra assistir e entender a questão retratada nesse filme, antes de tudo é preciso deixar o preconceito de lado.Ter a mente aberta pra conseguir captar o drama que vivem os protagonistas.
Trata-se, em verdade,de uma velha aflição humana, já muito retratada pelo cinema: viver secretamente um amor proibido, tendo que manter uma vida toda de mentiras pra se manter as aparências, e contentando-se com aqueles encontros às escondidas.
A diferença é o ponto nevrálgico desta trama: o casal que vive o "romance proibido" é um casal gay, e vive seu grande amor numa época em que não se era permitido assumir publicamente relacionamentos desse tipo. A partir daí, desenvolve-se uma série de conflitos.
Não se trata de um filme de romance, nem que contenha tórridas cenas de sexo explícito entre dois homens, mas sim de um drama, do embate entre o sentimento individual e o socialmente aceitável. Um ótimo filme, desde que se esteja disposto a perceber e a entender as angústias alheias, ainda que não se identifique com uma outra forma de amar.
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