O diretor taiwanês Ang Lee já tinha mostrado talento com filmes como "O Tigre e o Dragão" e "Razão e Sensibilidade", mas nenhum dos dois filmes dava sinal que ele seria o diretor ideal para esse romance de denúncia. Lee filma com delicadeza, mas se recusa a ser romântico e com isso consegue que a fita permaneça sempre com um tom realista e o sentimento de apreensão que rodeia os protagonistas, ambos cowboys brutos que se descobrem apaixonados, mas pela sociedade da época e por eles mesmo não acharem que tem forças para assumir esse relacionamento decidem que não irão viver juntos. O filme acompanha anos da vida desses homens, que por mais que tentem não conseguem viver sem um ao outro, e o ambiente masculino de sentimentos engolidos e verdades não ditas. Um dos principais motivos que fizeram o filme conseguir romper barreiras foi o elenco excepcional, com destaque especial para a dupla de protagonistas; Heath Ledger, em sua melhor interpretação, e a revelação Jake Gylenhall, que até hoje segue ótima carreira. Ambos foram indicados ao Oscar e foram de vital importância para gerar empatia mesmo com quem inicialmente sinta desconforto com o relacionamento. Seus olhos expressivos e a interação natural e forte entre os dois é extremamente palpável. O filme venceu o festival de Berlim, ganhou quatro globos de Globos de Ouro (incluindo melhor filme), três Oscar (incluindo melhor diretor) e já é considerado um clássico do cinema pós-moderno.
Que norte americanos são tudo viado eu já sabia, mas não sabia que eram tantos isso é contando no filme muito bem contado as atuações são boas já que eles estão sendo eles mesmo o final é bem hipócrita spoiler: viados americanos sendo mortos por outros viados americanos só que incubados.
Muito me diz esse filme, longe de categorizar as opções sexuais,sendo homossexuais, ou bissexuais.A relação que pertinente no filme é o amor, ou a falta dele. A sociedade se mascara, a quem diga que não existe preconceitos ou que isso está acabando,eu digo:o preconceito nunca acabará, ele está presente nas relações contextuais,e culturais sociais, não sou a favor de qualquer preconceito.Mas o que me incomoda é a hipocrizia,nesse filme presente a todo instante a moral, os bons costumes!quais são eles?alguem me diz?quem os criou? Os personagens dessa industria cinematografica, que preserva tanto os americanos,traz dois personagem reais,de carne e osso,e digo,em questão,eles não são os motivos de riso enfadonhos e piadinhas,dessa vez são protagonistas de uma história,de um mundo que não não tolera mais qualquer preconceito.por que todos somos diferentes.Todos os problemas,ou grande parte, vem dessa intolerancia com a vida com o novo.Feliz os que ousam a propor uma sociedade igualitária,onde coloca um ser humano em questão, e desmitisfica os valores, que emergem de um falso moralismo. O segredo de Brokeback Mountain,é um desafio a quem ainda não (aprendeu a conviver com as minorias socias)e o cinema , assim como todas as artes vem anunciar que todos somos dignos de respeito.....raça,sexualidade,condição......acreditamos todos ser filhos do mesmo pai!
Pensei que gostaria mais, mas é bom sim. Certamente um filme que teve sua importância em abordar essa temática há 15 anos atrás. Tem muitas qualidades em termos de direção e atuação. Enfim, no geral é um filme que me agradou e consegui bater bem forte em mim no final!
Sinopse: Jack e Ennis se conheceram em Wyoming, no verão de 1963, quando foram trabalhar para um rancheiro que criava ovelhas. Naquele ambiente solitário nas montanhas, eles acabam tendo um rápido contato sexual. Quando o trabalho no rancho acaba, cada um segue seu caminho. Ambos casaram e vivem com suas respectivas esposas. Por muitos anos, não se veem até que um dia, eles começam a marcar encontros esporádicos e mantêm um caso amoroso durante uns vinte anos.
Crítica: "O Segredo de Brokeback Mountain" é uma obra que transcende as barreiras do tempo e da cultura, trazendo à tona a complexidade do amor em um contexto carregado de repressão e preconceito. Sob a direção sensível de Ang Lee, o filme mergulha na dolorosa relação entre os caubóis Ennis Del Mar e Jack Twist, vivenciando o amor proibido em um cenário que historicamente desprezou a diversidade.
As atuações de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal são profundamente comoventes, capturando a luta interna dos personagens com um realismo tocante. Ledger, em especial, apresenta um Ennis que mistura força e vulnerabilidade, expressando as nuances de seu personagem sem palavras, apenas com olhares e gestos simples. Gyllenhaal, por outro lado, traz uma energia vibrante a Jack, refletindo a esperança e o desejo em meio à desilusão.
O filme não é apenas um retrato de um relacionamento, mas também um comentário social sobre as normas de masculinidade e as expectativas que a sociedade impõe. O cenário do Oeste americano se torna um personagem por si só, simbolizando tanto a liberdade quanto as limitações que os protagonistas enfrentam. A cinematografia de Rodrigo Prieto embeleza o ambiente, contrastando a beleza natural das paisagens com a dor dos personagens.
Além das questões de identidade e amor, a narrativa também toca em temas de família, sacrifício e o que significa realmente viver uma vida autêntica. As escolhas feitas por Ennis e Jack ressoam com qualquer um que já tenha enfrentado a pressão de se conformar às expectativas sociais, tornando a história universal.
Com uma direção sensível e um roteiro cuidadosamente elaborado, "O Segredo de Brokeback Mountain" permanece relevante e impactante, um lembrete atemporal de que, apesar das dificuldades, o amor verdadeiro pode resistir, mesmo sob as mais severas pressões sociais. Sem dúvida, é um filme que merece ser visto e discutido por todos.
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