Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Ricardo M.
13.444 seguidores
697 críticas
Seguir usuário
3,0
Enviada em 27 de maio de 2015
Um Delta Imbatível.
Não precisa ser um profundo conhecedor/consumista de internet para saber das eternas brincadeiras envolvendo o ator americano Chuck Norris. Muito disso surgiu por conta de sua total falta de expressão, sempre atuando com barba e cara amarrada, socando e matando todos em seu caminho. O status de brutamontes sem mantém ainda hoje e, revendo qualquer de seus filmes é possível notar essa essência titânica dos personagens por ele interpretados.
Em COMANDO DELTA 2 - CONEXÃO COLÔMBIA, Norris volta a interpretar o coronel Scott McCoy, líder do Esquadrão Delta. Desta vez ele é o responsável por desbancar um dos maiores produtores e contrabandistas de drogas do mundo: Ramon Cota. Além de acabar com a brincadeira de Cota, ele ainda precisa resgatar um grupo de soldados americanos sequestrados e usados como reféns para manter o governo americano afastado. E aí nosso glorioso Norris entra em ação, já que a única forma de alcançar a fortaleza de Ramon cota é por meio uma parede impossível de ser escalada, bom, impossível para qualquer um menos Chuck Norris. Além de escalar o paredão, ele detona um bocado de capangas do contrabandista sem sequer ser ferido e com toda a graça de ficar sem qualquer tipo de expressão diferente da habitual. Em uma cena, o cara está escondido atrás de uma parede, em ataque há um grupo de exatos 8 indivíduos atirando nele... o que ele faz, sai da cobertura, pula em frete aos 8 e atira, matando todos e ainda desviando de um míssil recém disparado por um helicóptero, totalmente Chuck Norris.
A bem da verdade eram situações até rotineiras no cinema oitentista, com exageros e excessos ocorrendo de forma comum, porém, Norris acabou ficando famoso mesmo pela sua nítida falta de expressão diante das câmeras, isso é indiscutível.
Quanto ao filme no quesito ação, posso afirmar que é uma obra bem divertida. Temos os tiroteios, lutas, perseguições, explosões e tudo que faz uma película desse gênero ser identificada como tal. E novamente Chuck Norris ajuda a cumprir bem sem papel de astro de ação, pois além dos socos e pontapés, ele recruta um grupo de militares para nos mostrar que mesmo com ajuda ele é que faz tudo e sem dificuldades.
O vilão da história, interpretado pelo estranho Billy Drago, até tem uma boa atuação, já que seu personagem é frio e covarde, usando de todos os artifícios para convencer que quem manda é ele.
Comando Delta 2 - Conexão Colômbia é um clássico, principalmente pelo ator principal. É também um bom filme de ação, com boas doses de adrenalina e cenas envolvendo paraquedismo que deixam muitos filmes da atualidade no chinelo, além do ritmo agitado e interpretações pra lá de caricatas.
Obs.: Uma curiosidade bisonha é que o filme recebeu o subtítulo nacional de Conexão Colômbia, claramente uma analogia ao país em questão, porém, nada tem a ver com o filme, já que a história se passa no fictício país de San Juan.
Este é o segundo capítulo da franquia, iniciada com The Delta Force (1986) e seguida posteriormente por Delta Force 3: The Killing Game (1991).
Principais atores e personagens Coronel Scott McCoy — Chuck Norris Ramon Cota — Billy Drago General Taylor — John P. Ryan Major Bobby Chavez — Paul Perri Agente da DEA John Page — Richard Jaeckel 易 Primeiras Impressões
Se o primeiro Comando Delta abordava o terrorismo internacional, Comando Delta 2 muda o foco para um tema que ainda hoje continua extremamente atual: o poder dos cartéis do narcotráfico e sua influência política.
Mesmo sendo um filme de ação típico do início dos anos 90, a trama acaba soando surpreendentemente contemporânea. O retrato de um país dominado por um narcotraficante poderoso, protegido por corrupção política e militar, lembra conflitos geopolíticos que ainda vemos no mundo atual.
Enredo
A história gira em torno do poderoso narcotraficante Ramon Cota, um homem brutal que domina o tráfico internacional de cocaína e desafia abertamente os Estados Unidos.
Após ser capturado, Cota consegue escapar da justiça graças a um sistema corrupto. Sua vingança é cruel: ele ordena o assassinato da família do Major Bobby Chavez, parceiro de McCoy.
A tragédia transforma a missão em algo pessoal.
Quando agentes da DEA são capturados e feitos reféns pelo cartel, o Coronel Scott McCoy lidera novamente a Delta Force em uma operação de resgate dentro de um país dominado pelo crime e pela corrupção.
A missão se transforma em uma guerra direta contra o império do narcotráfico.
里 História e narrativa
A narrativa segue o estilo clássico dos filmes de ação da época:
um vilão extremamente cruel um sistema político corrompido um herói quase solitário que enfrenta tudo
Mas o filme também adiciona um elemento importante: a luta contra estruturas de poder corruptas, mostrando que o inimigo não é apenas o cartel, mas também autoridades que se beneficiam dele.
Esse aspecto acaba dando ao filme um tom político inesperado.
Produção
Dirigido por Aaron Norris, irmão de Chuck Norris, o filme mantém o estilo clássico das produções da Cannon Films:
explosões reais, locações externas e cenas de ação físicas — algo muito diferente do cinema atual dominado por CGI.
Essa abordagem dá ao filme uma sensação de ação crua e direta, típica do cinema de ação dos anos 80.
Ação e efeitos especiais
Uma das características marcantes do filme é que quase tudo é prático.
Sem efeitos digitais, as cenas de ação dependem de:
explosões reais coreografias de luta perseguições armadas operações militares
Entre os momentos mais marcantes está a clássica sequência de salto de paraquedas militar, que acabou se tornando referência para vários filmes de ação posteriores.
Atuações
Chuck Norris entrega exatamente o que o público espera: um herói silencioso, determinado e praticamente imbatível.
Diferente do primeiro filme da franquia, aqui McCoy está presente do início ao fim da narrativa, conduzindo toda a ação.
Já Billy Drago cria um vilão memorável. Seu Ramon Cota é frio, cruel e imprevisível — exatamente o tipo de antagonista que faz o herói parecer ainda maior.
Filmes semelhantes
Quem gosta desse estilo clássico de ação também pode apreciar:
Invasion . Missing in Action Rambo: First Blood Part II Commando
Todos pertencem à chamada era dourada dos heróis de ação dos anos 80.
⭐ Avaliação Final
Comando Delta 2 talvez não seja uma obra-prima do cinema, mas representa perfeitamente uma era em que os filmes de ação eram diretos, explosivos e cheios de personalidade.
A trama simples, o vilão marcante e a presença imponente de Chuck Norris fazem do filme uma experiência divertida para quem gosta do cinema de ação clássico.
Mais do que isso: ele captura o espírito de uma geração que cresceu vendo heróis solitários enfrentando sistemas inteiros.
Vale a pena assistir? Sim — especialmente para fãs de filmes de ação dos anos 80 e 90.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade