Old Boy
Média
4,2
882 notas

71 Críticas do usuário

5
20 críticas
4
23 críticas
3
6 críticas
2
14 críticas
1
4 críticas
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Daniel L.
Daniel L.

13 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de junho de 2014
Meu primeiro contato com Oldboy foi ao saber que existia uma produção cinematográfica oriental baseada em um mangá clássico. Já me interessei de imediato, “produção cinematográfica” e “mangá” são duas sentenças que separadas atraem bastante meu interesse. Juntas, então, só poderia ser algo obrigatório. Porém comecei a ler o mangá antes de assistir o filme, parando em uma parte morna da trama. Felizmente, pois pude me surpreender ainda mais com esse grande filme.
Oldboy conta a história de Oh Dae-Su que sem motivo aparente se vê trancado em uma prisão secreta. Ele passa 15 anos dentro de um quarto sem saber o motivo daquilo tudo. Ao sair vai atrás de sua vingança, porém descobre pelo próprio responsável pela sua prisão – Lee Woo-Jin – que possui apenas cinco dias para concretizar seu acerto de contas. Uma trama extremamente intricada está apenas começando.
O apelo encontrado em Oldboy não está nas cenas de luta ou na violência mostrada. Estas existem, claro, e possuem um apelo especial. E o melhor é que nada é gratuito, usado apenas para impressionar. O grande apelo do filme são as reflexões levantadas. Temas polêmicos como liberdade, vingança - e se existe alguma justiça relacionada a ela, incesto, e consequências dos seus atos não importam quais estes sejam, são utilizados de uma forma muito bem amarrada, criando uma história convincente e que impressiona o espectador em seu desfecho – ou possível desfecho, já que nada é muito claro ou direto no filme, propositadamente.
Mencionar “possível desfecho” é entrar em uma das características mais geniais de Oldboy: os diversos detalhes apresentados que abrem brechas para inúmeras teorias e compreensões. A parte inicial do filme pode parecer chata e arrastada à primeira vista, porém se uma atenção minuciosa for dada à primeira meia hora de filme, diversos dos sutis detalhes mostrados podem ser absorvidos tornando possível que a mente do espectador faça suas viagens e conexões nos momentos finais do filme quando o enredo começa a se revelar e um dos plot twists mais incríveis que você presenciará no cinema nas últimas décadas se desenvolve. spoiler: As asas deixadas por Dae-Su, que seriam dadas de presente à sua filha, são um dos pontos cruciais destes detalhes tão importantes na conclusão da trama, além de representarem bem a perda da liberdade que o protagonista está prestes a vivenciar
.
Não quero discutir teorias. Uma das belezas de Old Boy é exatamente esta abertura que ele dá para interpretações. spoiler: Uns podem achar, por exemplo, que Dae-Su corta a própria língua, numa cena extremamente desesperadora, como uma forma de se redimir por todos os problemas causados por ela. Outros podem achar que a mesma língua cortada foi para que ele nunca revelasse o terrível segredo que Mi-Do era sua filha. Diversas teorias e interpretações podem se encontradas em uma busca rápida na internet. Uma que chamou minha atenção diz que Dae-Su não era real, que era apenas uma assombração, um monstro na cabeça de Lee Woo-Jin e que o homem no telhado tentando se suicidar no começo do filme era exatamente o próprio Woo-Jin enfrentando seus fantasmas e arrependimentos do passado
. No fim quem ganha é o espectador que precisa prestar bastante atenção em tudo e pensar muito para aproveitar ao máximo esta excelente película.
A forma animalesca, selvagem como ele se comporta quando deixa a prisão clandestina e tem contato com a liberdade passa uma mensagem forte ao espectador da importância de algo que possuímos e não valorizamos, utilizando cenas pesadas como um Dae-Su farejando um homem prestes a se suicidar ou a necessidade de comer algo vivo, concretizada com a degustação de um polvo se contorcendo na boca do personagem principal do filme. Esta sequencia de acontecimentos é emblemática e muito importante no desenvolvimento do enredo. Ao repetir a frase dita pelo potencial suicida – Mesmo não sendo melhor do que um animal, eu não tenho o direito de viver? – Dae-Su nos apresenta uma frase que, além de ter influência direta na história do filme, traz um reflexão interessante sobre a linha tênue da importância da liberdade para cada um.
As frases proferidas durante todo o filme, aliás, são verdadeiras pérolas de sabedoria e nada é dito de forma vaga, apenas para parecer bonito e poético – percebi bastante isso, por exemplo, ao assistir O Conselheiro do Crime (2013), no qual frases profundas são utilizadas sem apresentar uma conexão no mínimo plausível com o enredo desenvolvido. Começando por “tanto um grão de areia quanto uma pedra, na água ambas afundam da mesma forma”, passando por “sorria e o mundo sorri com você, chore e você chora sozinho” e finalizando com a importantíssima e já mencionada “mesmo que não seja melhor que um animal, não tenho o direito de viver?”, o espectador se depara com palavras intensas que despertam indagações não apenas relacionadas ao filme, mas também com a vida.
A direção de Chan-Wook Park merece todos os elogios. A começar pela condução de uma trama extremamente ardilosa e aberta, construída com sutis detalhes que interagem muito bem com temas polêmicos e perturbadores para atingir seu clímax com um plot twist arrebatador, apesar de algumas ressalvas. spoiler: Não desmereço o final apresentado, com a vingança original de Woo-Jin sendo revelada e a relação consanguínea entre Dae-Su e Mi-Do dando uma dramaticidade incrível à história. O que acabou diminuindo um pouco a genialidade do desfecho apresentado foi a utilização de um artifício apelativo como a hipnose para se atingir a grande mudança de direção mostrada no filme. É algo que não é completamente verossímil, assim como utilizar a viagem no tempo para tais fins, o que torna as coisas um pouco mais fáceis de serem encaixadas do que usar algo comprovadamente real
. O auge do trabalho de direção, porém, se encontra no famosíssimo – já considerado um clássico – plano-sequencia da luta do corredor. São dois minutos e quarenta segundos incríveis de uma luta fantástica, sem cortes. Tudo bem real – nada de voos a la Matrix. Planos-sequencia de luta são muito difíceis de serem filmados. É preciso bastante ensaio ou a cena pode parecer forçada e falsa. Chan-Wook Park conseguiu produzir algo soberbo.
As atuações também merecem destaque, principalmente com Min-Sik Choi no papel de Oh Dae-Su. É possível sentir profundamente a insanidade que toma conta e corrói o protagonista de Oldboy, tanto quando ele procura sua vingança quanto quando ele presencia as proporções tomadas por um ato seu da adolescência aparentemente inofensivo. E um fato interessante é que a cena do polvo foi real. Ele comeu quatro polvos – e sendo budista, fez uma oração para cada um deles – para que a chocante cena fosse realizada. Porém comer polvos vivos é algo normal no leste asiático. Mas não importa, Min-Sik Choi ganhou meu eterno respeito só por essa cena!
Oldboy é um filme que não termina quando os créditos aparecem. E digo isso não por se tratar de alguma cena escondida como virou moda nos filmes atuais de super-heróis. O trabalho fantástico do diretor Chan-Wook Park deixa o espectador sedento por mais, faz com que este busque outros pontos de vista sobre tudo que acabou de presenciar. Filmes assim devem ser vistos diversas vezes e em todas as novas apreciações pode ter certeza que novas surpresas serão notadas. Assistir Oldboy é dar diversos nós na mente.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de julho de 2015
“Oldboy” é um filme que pode parecer confuso em alguns momentos e que vai fazer você questionar as motivações de cada personagem o tempo todo. Isso não significa que você tenha que desistir dele; pelo contrário, quando as peças vão se encaixando é que vamos começar a entender todo o martírio pelo qual Dae-Sun teve que passar. “Oldboy” é um filme fantástico sobre um único tema: a vingança – no sentido de que, mesmo ela tendo sido cumprida, a sensação de dor nunca será dissipada. Dor esta que é representada pela grande questão que o filme levanta: “mesmo eu sendo pior do que um animal, devo desistir de viver?”. Felizmente, para uns (o caso se aplica a qualquer personagem do filme), e infelizmente, para outros, todos eles encontrarão as suas respostas.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de março de 2017
inspirado no fabulo mangá, “Oldboy” impressiona o ocidental, pois trata da violência e vingança de um modo surpreendente, mostrando que até os menores dos atos tem seu peso. Vemos aqui a historia de Oh Dae-su (Choi Min-sik), um homem cheio de arrependimentos e pecados que um dia é preso por quinze anos em um quarto, e quando ele sai, ele quer vingança, parece um roteiro simples né, não se engane, dentro dessa vingança temos varias camadas, reviravoltas, intriga, suspense, ação e claro, um toque de humor negro. A fotografia de “Oldboy” é muito linda, todas as cores são muito definidas, o quarto de Dae-su é acochecante e ao mesmo tempo desesperador, as cidade é sem vida, temos aquele toque do neon em cenas escuras, mesmo o mesmo não estando presente, é uma fotografia extremamente limpa, e a trilha sonora, bom, é um espetáculo a parte, com musicas orquestrais “Oldboy” é sensacional, misturando a violência ao orquestrar de um belo violino- como em laranja mecânica (7I)- todas as vezes que sua musica tema toca, voce se delicia e serve de maneira perfeita como contraponto ao o que está sendo mostrado a tela, e o ultimo aspecto técnico que gostaria de comentar, que edição fabulosa, meus parabéns. Yoo Ji-tae tem uma atuação sensacional, é aquele vilão que faz todos nós o odiar, ou seja, ele cumpri-o seu papel, Choi Min-sik impressiona em alguns momentos com suas expressão caricatas e escandalos, mas lhe falta um tom dramático e Kang Hye-Jeong não tem tom dramatico ou humoritico, mas é bela e concentra toda a atenção em tela, este é o filme que consagra a carreira do ótimo diretor- o mais popular na cultura ocidental- Park Chan-Wook. O filme não contem uma moral explicita, muito pelo contrario, ele ataca e distorce completamente o que sabemos sobre a moral, e sua mensagem final é conturbada, carregados de manias orientais, “Oldboy” se comporta muito bem, mesmo em suas cenas galhofas de ação as sua trilha e fotografia linda. É um filme que vale a pena, e é a porta de entrada perfeita para o cinema coreano.
João Batista F.
João Batista F.

2 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de abril de 2013
Um dos filmes mais aterrorizantes que eu já assisti, e não digo isto pelo sangue, pela ação e pela trama em boa parte do filme. Digo pelo final EXTREMAMENTE SURPREENDENTE e chocante que tem este filme..Não desista no meio do filme por ele ser meio "drama-psíquico", continue e sinta como algumas coisas podem ser desesperadoras!
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 29 de março de 2021
Ótimo filme, história muito caprichada, ótimas atuações e um roteiro sublime com um final de cair o queixo, trilha sonora também muito boa, filme que vale muito a pena conferir.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de abril de 2016
Fantástico,assim posso classificá-lo,o filme é suspense do começo ao fim,é eletrizante,tenso e te faz não querer sair da cadeira por um só minuto.
Gabriel Pelegrini
Gabriel Pelegrini

11 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de junho de 2021
Um dos filmes mais tristes que já vi. Oh Dae-su, o protagonista, fica aprisionado em cativeiro durante 15 anos, e após esse tempo, os responsáveis permitem que ele fuja. Ocorre que antes dele ser colocado em cativeiro, apagaram sua memória para que, quando solto, tivesse que descobrir o porquê de ter sido colocado naquela situação. Paralelemente, nosso protagonista busca por vingança. Trata-se de uma mistura de ação com drama, e uma história chocante do início ao fim. Algumas cenas são exageradas, mas não capazes de estragar uma obra-prima do cinema sul-coreano.
Sil R.
Sil R.

11 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de junho de 2017
Confesso que fiquei bem não depois desse filme, ele faz parte de uma trilogia do diretor sobre o tema vingança, o começo pode parecer um pouco lento, mas não baixe a guarda, você vai tomar porrada até a cena final - indicado para cinéfilos perturbados.
Ricardo Pitão
Ricardo Pitão

18 seguidores 102 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2018
O filme coreano é bom e infinitamente melhor do que o remake lançado nos Estados unidos.
Mesmo sendo um longa muito enrolado achei legal.
Pra mim o filme tem que ter começo, meio e fim.
O que tem acontecido com muitas histórias é que não tem um final decente e compreensível.
Cronos C
Cronos C

17 seguidores 182 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de agosto de 2020
O filme é uma viagem, onde muitas vezes o espectador se perde e fica confuso, mas aos poucos as peças vão se encaixando e quem tiver paciência para assistir até o final terá uma ótima surpresa. Considero a interpretação asiática muito diferente da ocidental, com expressões exageradas, caricatas e cenas muito arrastadas, mas a beleza dos filmes está exatamente nessas diferenças e Oldboy, apesar de ser um filme violento, traz essas características marcantes. Um homem, aparentemente comum, que fica preso por 15 anos, sem saber o motivo, se descobre em um cenário de vingança, ressentimentos e mortes e tem que pagar, por um erro, a principio banal, mas que, sem saber trouxe gravíssimas consequências, mas o preço que ele pagará será pior que a morte.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa