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Luiz Cappellano
62 seguidores
103 críticas
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4,5
Enviada em 8 de junho de 2017
Se eu tivesse assistido este filme espanhol de 2004 antes de ter assistido "Como eu era antes de você" , filme inglês de 2016, teria sido ainda mais rigoroso e incisivo na crítica que elaborei, já que é evidente demais a diferença de qualidade e profundidade psicológica ao abordar basicamente o mesmo tema, e com um enredo muito semelhante (podemos falar em plágio?). Enquanto no filme inglês não há qualquer tecitura de vínculos afetivos reais e papáveis entre as personagens, neste filme espanhol o espectador é apresentado de tal maneira à teia de relações que se estabelece que mais um pouco passaria ele mesmo a estar afetivamente envolvido. Ao mesmo tempo, enquanto em "Como eu era antes de você" não há sequer menção de espiritualidade ou filosofia da essência, nenhuma tentativa de dissuadir o protagonista mediante uma explicação transcendente de mundo ou de valorização metafísica da vida humana, neste filme há até mesmo um padre tetraplégico (!) que o visita e estabelece com ele um vigoroso colóquio, intermediado por um seminarista. Uma cena que estabeleceu um pouco de leveza e humor em meio ao drama. Excelente filme!
Vencedor do Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira em 2005, o quarto filme de Alejandro Amenabar associação franco-ítalo-espanhol recebeu prêmios de prestígio em todo o mundo, com pelo menos 50 títulos. Este pode muito bem ser o melhor trabalho de Amenábar até 2004. Baseado em fatos, a verdadeira história de Ramon Sampedro, um tetraplégico espanhol há 29 anos que lutou pelo direito de se matar. Explora suas motivações e racionalidade para querer cometer suicídio, além de vida, amores e psique. Seu Ramon (Javier Bardem) é um homem cheio de grandes reservas de amor e compaixão por seus familiares e amigos, mas também tem um propósito único; ele quer morrer e não quer que ninguém, por mais bem-intencionado que seja, se oponha a esse objetivo. Portanto, quase sempre apoiamos Ramon em seu objetivo, mas nem sempre aprovamos seus métodos ou a maneira como ele trata os outros ao seu redor, especialmente a jovem que o ajuda em seu suicídio, que está se recuperando de um casamento fracassado e se apega desesperadamente a Ramon, de quem o filme sugere que Ramon tiraria vantagem emocional se isso o ajudasse a atingir seu objetivo. Um filme difícil de assistir pela temática, mas mesmo assim é um filme muito bom e muito bem feito. Maquiagem e roteiro perfeitos, atuações tremendas. Um filme poderoso de uma beleza amarga. Para aqueles que amam refletir profundamente.
Javier Bardem está em umas das suas melhores atuações, a atuação dele é tão impressionante que só isso já vale a pena ver o filme, o filme para mim só é um pouco arrastado, chega a ser cansativo. Mas o filme o te faz pensar e se fosse você ?, o quê você faria ?, você concordaria com isso ? Isso é incrível, no filme mostra perfeitamente na família alguns concordam, outros não concordam mas apoiam, e outros não aceitam, a ideia de Ramón Sampedro (Javier Bardem) de tirar a própria vida.
Muita pessoas acham que este filme trata da questão da EUTANÁSIA, mas muitos não sabem que na verdade o que se passar em todo o decorrer do filme é um tetraplégico tentando conseguir o DIREITO de cometer um SUICÍDIO ASSISTIDO. Apesar de serem bem parecidos, mas existem DIFERENÇAS ENTRE ELES. A diferença é que na EUTANÁSIA é um ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente com FINS MISERICORDIOSOS. JÁ O SUICÍDIO ASSISTIDO é a FACILITAÇÃO AO SUICÍDIO DO PACIENTE, onde o agente, normalmente parente próximo, põe ao alcance do paciente EM ESTADO TERMINAL alguma droga fatal. Para tal prática é exigido que o paciente esteja totalmente consciente.
LEMBRANDO QUE ESTE TIPO DE PRÁTICA AQUI NO BRASIL É ILEGAL.
...Mar Adentro é tocante porque não faz uma apologia a eutanásia pelo contrário suscita a perspectiva de uma reflexão crítica sobre conflitos éticos envolvendo a sociedade, o Estado, a Igreja e o indivíduo em que todos os lados ganham voz para suas justificativas e o desfecho que ocorre no filme supera a suposição de subversão porque habilmente prevalece o mar adentro, isto é, uma leve metáfora de subjetividade.
Mostra com clareza a dificuldade que a maioria das pessoas tem de mergulhar na alma do outro e sentir empatia, se colocar no lugar do outro e viver seu drama por alguns minutos, Excelente obra.
Embora do ponto de vista pessoal eu não aprove a Eutanásia, o filme de Alejandro Almenábar nos traz a questão do direito de dispor do seu direito de escolha entre viver ou não. É uma questão delicada no modo de se encarar essa decisão dentro da ótica humana mas, na conduta do homem diante desse "direito" perante os conhecedores da Bíblia, isso é inaceitável para o Criador de todas as coisas Deus! Mas vale a pena vê-lo, e procurar a verdade através do conhecimento único, que é a interpretação do pensamento D'Ele, Deus.
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