Sociedade dos Poetas Mortos
Média
4,6
3296 notas

109 Críticas do usuário

5
72 críticas
4
20 críticas
3
13 críticas
2
4 críticas
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 4 de novembro de 2015
O primeiro grande trabalho do diretor Peter Weir. O diretor cobsegue realizar um dos melhores dramas de sua carreira.
Robin Williams dispensa comentários nesse personagem.Vive um grande líder,um personagem planejado somente para ele.
Um drama com um ótimo roteiro,um elenco jovem,apresentando o ainda novo Ethan Hawke.

-Filme assistido em 04 de Novembro de 2015
-Nota 8/10
#NetoUlrich
#NetoUlrich

58 seguidores 93 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de novembro de 2019
Um clássico do cinema... esse filme é maravilhoso.
Aprendi muito com o mesmo... a pensar que nem sempre o óbvio precisa ser óbvio.
A mudar o angulo de pensamento das coisas... e ver tudo de outro modo...um filme maravilhoso.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2025
Sociedade dos Poetas Mortos (1989), dirigido por Peter Weir e estrelado por Robin Williams, é um filme que transcende o tempo, explorando temas universais como individualidade, liberdade de expressão e a luta contra a opressão. Com um roteiro premiado de Tom Schulman, o filme se tornou um marco cultural, inspirando gerações a refletir sobre o significado da vida, a importância da arte e o poder da poesia. A obra é uma mistura de drama emocionante, crítica social e homenagem à beleza da literatura, mas também recebeu críticas por seu tom melodramático e simplificação de questões complexas.

O enredo se passa em 1959, na Welton Academy, um conservador internato masculino que preza tradição, honra e disciplina. A chegada do carismático professor John Keating (Robin Williams) desafia as normas rígidas da instituição, inspirando seus alunos a "aproveitar o dia" (carpe diem). Keating reintroduz os jovens à Sociedade dos Poetas Mortos, um grupo secreto que celebra a poesia e a liberdade de pensamento.

O filme aborda a tensão entre conformidade e individualidade, especialmente através do personagem Neil Perry (Robert Sean Leonard), um jovem talentoso que sonha em ser ator, mas é pressionado pelo pai a seguir carreira em medicina. A tragédia que se desenrola com o suicídio de Neil é um ponto crucial do filme, levantando questões sobre autoritarismo, falta de diálogo e a repressão de sonhos. A narrativa é comovente, mas alguns críticos argumentam que o roteiro cai no melodrama, simplificando conflitos complexos em uma dicotomia entre "bem" (Keating) e "mal" (a instituição e os pais).

Robin Williams entrega uma performance memorável como John Keating, equilibrando humor e profundidade emocional. Sua interpretação é contida, mas poderosa, destacando-se em cenas como a recitação de "Oh Captain! My Captain!" de Walt Whitman e o momento em que incentiva Todd Anderson (Ethan Hawke) a expressar-se através da poesia. Williams captura a essência de um professor inspirador, cujas lições vão além da sala de aula.

O elenco jovem também merece elogios. Ethan Hawke, em seu papel como Todd, o estudante tímido que descobre sua voz, é particularmente impressionante. Robert Sean Leonard, como Neil, transmite a angústia de um jovem preso entre suas aspirações e as expectativas familiares. A química entre os atores reforça a sensação de camaradagem e rebeldia que define o grupo.

O roteiro de Tom Schulman, vencedor do Oscar, é repleto de diálogos inspiradores e citações poéticas. Frases como "nós não escrevemos poesia porque achamos lindo, nós escrevemos poesia porque pertencemos à raça humana" ressoam profundamente, destacando a importância da arte como expressão da condição humana. No entanto, alguns críticos, como Roger Ebert, argumentam que o filme cai em clichês e banalidades, especialmente na representação simplista do conflito entre Keating e a administração da escola.

Apesar disso, o roteiro consegue capturar a essência da juventude: a busca por identidade, o desejo de liberdade e o medo do fracasso. A tragédia de Neil serve como um lembrete sombrio das consequências da repressão, enquanto o crescimento de Todd simboliza a esperança de que a individualidade pode triunfar.

A cinematografia de John Seale complementa perfeitamente o tom do filme. As cenas na caverna, onde os alunos se reúnem para recitar poesia, são envoltas em sombras e luzes de velas, criando uma atmosfera quase mística. As tomadas da paisagem de Vermont, com suas florestas e rios, contrastam com a rigidez da arquitetura da escola, simbolizando a liberdade que os alunos tanto desejam.

A cena final, em que os alunos se levantam em suas mesas para homenagear Keating, é visualmente impactante. A câmera captura a determinação nos rostos dos jovens, enquanto Keating olha para eles com orgulho e gratidão. É um momento poderoso que encapsula o tema central do filme: a coragem de desafiar as normas em nome da autenticidade.

A trilha sonora, composta por Maurice Jarre, é delicada e emocional, complementando as cenas sem dominá-las. O uso de músicas clássicas, como a "Ode à Alegria" de Beethoven, durante as reuniões da Sociedade dos Poetas Mortos, adiciona uma camada de grandiosidade e reverência à experiência dos personagens. A música reforça o tema da transcendência através da arte, conectando os jovens a algo maior que eles mesmos.

O final do filme é ambíguo e emocionalmente carregado. A partida de Keating, forçada pela administração da escola, é um momento de derrota, mas a homenagem dos alunos, que se levantam e recitam "Oh Captain! My Captain!", é um ato de resistência e lealdade. Esse gesto simboliza que as lições de Keating permanecerão com eles, mesmo que ele não esteja mais presente.

No entanto, o final também levanta questões sobre o impacto real de Keating. Enquanto alguns alunos, como Todd, parecem ter sido transformados, outros, como Cameron, permanecem conformados. A tragédia de Neil sugere que, apesar da inspiração de Keating, o sistema opressivo ainda tem um poder avassalador.

Sociedade dos Poetas Mortos é um filme que ressoa profundamente com aqueles que valorizam a individualidade e a liberdade de expressão. Suas mensagens sobre o poder da poesia e a importância de "aproveitar o dia" são atemporais, e as performances, especialmente a de Robin Williams, são inesquecíveis. No entanto, o filme não está isento de falhas. Seu tom melodramático e a simplificação de conflitos complexos podem afastar alguns espectadores.

Apesar disso, o filme permanece como um tributo à capacidade da arte de transformar vidas. Como Keating diz: "A linguagem foi desenvolvida por uma razão: para nos comunicarmos. E para nos comunicarmos com o máximo de paixão possível." Sociedade dos Poetas Mortos é, acima de tudo, um chamado para vivermos com paixão e autenticidade, mesmo diante das adversidades.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 12 de abril de 2019
Sociedade dos Poetas Mortos é um daqueles filmes tão doces e prazerosos de se assistir que mesmo após inúmeras visitas(e tendo reparado em suas falhas) você ainda sim termina com aquele calor no peito. Robin Williams numa atuação absolutamente incrível.
Robert Barboza
Robert Barboza

8 seguidores 74 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de junho de 2020
Mesmo sendo produzido a mais de 30 anos atrás, esta produção é um marco na história do cinema, trazendo um novo conceito para o gênero drama. Além de matar a saudade de assistir Robin Williams dando um espetáculo em sua atuação.
Mônica D.
Mônica D.

30 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2013
O filme me emocionou profundamente, trazendo a tona o quanto estamos condicionados pela família e pela sociedade, deixando muitas vezes de fazermos o que gostaríamos para satisfazer um desejo que não é nosso, gerando infelicidade e sugando qualquer sentido de se querer viver em meio a tanta hipocrisia e cumprindo tantos "padrões", sem poder questionar sem sofrer coersão de vários setores, mostrando o preconceito, a compreensão daonde deveria vir apoio, retratando a realidade da pressão sofrida por muitos jovens durante a adolescência, que podem causar consequências cruéis e muita injustiça.
Nos mostra ainda, a atribuição de responsabilidade direcionada para o professor que buscava estimular os alunos a pensarem por si mesmos, dentro de uma sociedade que quer criar escravos ao seu sistema.
Tyler Durden
Tyler Durden

5 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Filme excelente, o melhor filme do ano de 1989, filme perfeito filme poetico e inspirador e não é cansativo, filme digno de oscar de pelo menos melhor roteiro original mostra aos jovens a seguir seus proprios objetivos, mostra aos jovens em que alguns momentos eles deveriam se opor a normas, mostra aos jovens a seguir suas paixões individuais, filme perfeito!!!!! um dos melhores filmes da decada de 80, um roteiro excepicional e o final é perfeito!!!!! sem falar na fotografia excelente.
Aylon  D.
Aylon D.

5 seguidores 28 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de maio de 2012
Ótimo filme, principalmente para quem já conhecia Robin Williams de outros filmes, ou mesmo o ator que interpretava Neil na série ''House'' onde fazia Dr.Wilson. Esse filme que me motivou a olhar outros trabalhos de Peter Weir (o diretor) como ''O Show de Truman'' que também é excelente. Se estiver com duvida em assisti-lo, eu garanto que é uma ótimo filme.
Mário
Mário

18 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de julho de 2024
Numa escola rigorosa e tradicional, um professor de inglês, John Keating, utiliza de métodos pouco ortodoxos para lecionar e passar lições aos seus alunos; encorajados por ele, um grupo de garotos começam a realizar reuniões numa caverna para lerem poesia. A crítica desse filme é algo muito potente que vai te fazer sentir uma injustiça sobre um personagem, mas é proposital. Entrando nesse assunto, esta obra te faz sentir tudo o que ela quer que você sinta enquanto assiste; eu mesmo me peguei vibrando junto com os garotos em vários momentos do filme. Um ou outro ator talvez deixem a desejar quando o roteiro pede mais deles, mas o Robin Williams é sacanagem! Eu não vou mais ver ele de outra forma a não ser como o professor amigável, pouco convencional e... poético que ele é aqui. Ademais, eu não poderia deixar de comentar que esse filme é uma carta de amor à poesia e à arte de aproveitar o dia; como poeta, esse filme fez eu me sentir representado e com o coração aquecido. A trilha sonora desse filme faz eu me sentir como se estivesse escrevendo uma poesia, como se eu estivesse num porão com uma pena na mão, rabiscando coisas profundas num pergaminho.
Resumindo, Sociedade Dos Poetas Mortos é maravilhoso! Esse filme me faz sentir desde alegria ou tristeza até tensão e espanto. Quando acabou, eu fiquei desejando mais daquelas lições que vão ficar na minha cabeça, mais daqueles momentos que me fazem sentir parte daquele grupo de amigos, mais dos momentos que soem como uma ode à expressão artística. Esse é o filme que vou me pegar revendo ou me lembrando daqui há uns tempos (Ou, quem sabe, amanhã mesmo). Carpe diem.
Junior Rafael Fiorenzano
Junior Rafael Fiorenzano

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de junho de 2020
O filme é interessante, Robin Willians excelente, desempenha um papel de professor em uma escola só para garotos , ele se mostra contrario aos métodos ortodoxos tradicionais da burguesia, e incentiva nos alunos a despertarem o sentimento de simplesmente fazerem o que gostam. O filme acaba tendo alguns momentos monótonos, mas a mensagem que ele passa é fantástica. Recomendo especialmente para alunos do ensino médio. Muito bom.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa