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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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293 críticas
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1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Terry (Joan Allen) tem quarto filhas: 3 moram com ela. Seu marido a abandonou, optando pela secretária mais jovem. O terror da maioria das mulheres. Suas atitudes caracterizam-se pela auto-destruição, pelo egocentrismo, o que afasta todos aqueles que querem se aproximar. O único que persiste em chegar-se a Terry é Denny (Kevin Costner), um ex-astro do baseball, que trabalha numa rádio da cidade de Detroit. Uma coisa a dupla tem em comum: o alto consumo etílico. A desilusão por ter perdido o seu "porto seguro" parece ser a razão do alcoolismo de Terry; não poder jogar baseball parece ser a razão do alcoolismo de Denny. Ao se refugiar numa redoma que a afaste de quaisquer perigos causados por "homens", Terry não cede aos inúmeros assédios de Denny, que como última cartada espera por seu par dentro do banheiro enquanto ela se banhava. O relacionamento de ambos não decola em função da amargura de Terry. E o recheio do roteiro recai sobre os dramas das quatro filhas. Cada qual vive seu drama: Andy (Erika Christensen) namora com o produtor do programa de rádio de Denny, que é interpretado pelo próprio diretor Mike Binder; Popeye (Evan Rachel Wood) é a caçula; Emily (Keri Russell) que acha que recebe menos carinho por parte de sua mãe do que suas irmãs, e que desenvolve uma doença grave e tem de ser hospitalizada; e, por último, a única que conseguiu se desgarrar da mãe, enfrentando-a sem medo, Hadley (Alicia Witt). O recheio do sanduíche é muito grande, fato que impede de que nós espectadores possamos degluti-lo. O erro de Mike Binder foi o de criar muitas personagens, esquecendo-se de fortalecer a dupla principal. A atuação de Terry é genial. Aliás, ela é uma atriz genial. Kevin Costner também não deixa a desejar. O problema é o roteiro, cujo cúmulo do ridículo é atingido quando ocorre entre a ligação da cena do funeral no início do filme com o final. É de lascar! Inverossímel. Só bebendo muito para agüentar.
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