Elefante
Média
2,9
436 notas

30 Críticas do usuário

5
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Rodrigo I.
Rodrigo I.

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5,0
Enviada em 20 de maio de 2013
Assisti ontem a noite no TCM , não consegui assistir por completo,mas as cenas q acompanhei me chocaram...muito bom o filme ! mas me respondam uma coisa...os protagonistas da tragédia ( os dois meninos ) em determinada cena um deles aparece tomando banho e o outro entra no chuveiro e diz : nunca beijei...e se beijam ...qual é a história deles?são gays?
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de março de 2013
Gus Van Sant é um gênio. Elefante é uma verdadeira obra-prima do Cinema contemporâneo, e não só pelo seu tema forte, mas sim, pela habilidade de seu diretor em conceber uma história imparcial e completamente distanciada dos personagens que retrata. E é assim que um filme sobre uma catástrofe como essa deveria ser. Elefante nunca quer julgar, nunca quer mostrar o porque tudo aquilo vai acontecer e essa visão é imprescindível para que o filme funcione como pretende. E dá-lhe planos-sequência! Dá-lhe dilatação temporal! É normal que pessoas não acostumadas com esse recurso sintam "tédio" com o filme, mas, sinceramente, ele não seria tão bom caso fosse filmado de outra forma. Está ali aquela tensão, os planos longos servem para colocar um terror proeminente à frente, e a cada cena, a tragédia se aproximando é eminente. Tão cheio de nuances, planos e enquadramentos espetaculares, (não) interpretações profundas... Muita coisa pra embasar um questionamento sobre o cenário escolar atual americano, a venda de armas, o bullying. Porém, o mais importante: sem qualquer julgamento moral, sem critica, apenas mostrando um fato. Como num dia normal de uma vida qualquer. Por essas e outras, por conseguir criar um Cinema tão autoral, tão sufocante, é que Van Sant transforma Elefante num filme que hipnotiza, choca e, acima de tudo, se torna admirável. Aconteceu, simplesmente. "Eeny, meeny, miny... moe."
Fábio Torres
Fábio Torres

10 seguidores 58 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Filme bem chato. É um daqueles filmes perca de tempo. O filme é bem paradão, muito monótono e tem um roteiro que parece que foi feito por estudantes, sabe aquelas peças que vc tem que fazer durante o colégio?
Não recomendo.
Alexandre
Alexandre

17 seguidores 76 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Excelente! Fora do convencional e peculiar em vários aspectos. É um filme, acima de tudo, artistico! O filme não está tão preocupado em explicar alguma coisa, apenas em mostrar os acontecimentos (por sinal, de maneira singular). A fotografia é belíssima; a trilha sonora, somada às tomadas de camêra, é fascinante. Além disso, o modo de exibição da história é super original. O diretor mostra os "pontos de vista" dos diferentes personagens, separadamente. E vc pode ir tirando suas próprias conclusões. Por exemplo, em uma cena (ou talvez, algumas), a câmera vai seguindo o personagem em seu percurso durante alguns minutos em que "nada" acontece! Ele apenas anda! E no final, todos esses detalhes (dos diferentes pontos-de-vista) se "unem"! Além disso, o the-end do filme deixa aquela sarcástica cena incompleta!
Luiz
Luiz

4 seguidores 31 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Gus Van Sant mostra como e dolorosa para muitos a vida nas escolas como diz o proprio ator que imterpreta um dos assassinos no filme "a escola e um inferno, então e como se eu fosse para o inferno todo dia". Elefante e um filme impressionante e é mostrado de uma maneira bastante criativa.
Eduardo
Eduardo

13 seguidores 72 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Sou fissurado por Columbine High School, acho q Gus só drenou de lá o fato de garotos humilhados atirarem nas coisas, embora tenha a clássica cena do Alex bebendo um troço na cafateria, exatamente como Eric Harris fez, não tem muita coisa a ver com o fato real...sei lá. A cena do piano é linda, a calmaria, as câmeras, Beethoven, a calma ao atirar nos colegas, a frieza, os detalhes, amarrando a bota, dirigindo o carro, matando.O filme é perfeito.Só perdeu 1 ponto por aqla cena nojenta dos dois se beijando no chuveiro.É nojenta mas é compreensivel tb.Agora q baixei vejo esse filme 22 horas por dia e realmente mudou um pouco minhas idéias.
PazzoBaz
PazzoBaz

11 seguidores 56 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um ótimo filme que apresenta o universo de um ponto de vista hora inexistente hora muito presente demostra a fragilidade de um mundo e como grandes problemas são ignorados e passam despercebidos ( ao menos passava) um otimo trabalho de gus van sant.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

1.597 seguidores 293 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme vencedor do Festival de Cannes de 2003 usa uma narrativa ficcional para os eventos trágicos ocorridos numa escola de ensino médio no estado do Colorado, EUA, onde dois jovens assassinaram várias pessoas. Michael Moore fez um documentário sobre o mesmo tema, "Bowling for Columbine", analisado neste espaço há algumas semanas e já disponível nas videolocadoras. A grande diferença entre "Elefante" e "Bowling for Columbine" é que o primeiro mais retrata que procura a etiologia para o mal-estar na sociedade norte-americana. O loirinho do poster, John, tem de dirigir o carro no lugar do seu pai, pois este se encontra alcoolizado. Chega atrasado na escola e sofre na pele as conseqüências do alcoolismo do seu genitor. Brittany, Nicole e Jordan são as patricinhas da escola. Combinam ir ao shopping fazer compras, e são bulímicas. Após o almoço vão em conjunto ao banheiro vomitar para manterem "em forma" os seus corpinhos esguios. Michelle, por sua vez, é a patinha feia da turma. Não usa shorts nas aulas de educação física temendo ser gozada pelas colegas. Já Alex e Eric, a dupla assassina, faz uma encomenda de fuzis pela internet. Eles são apreciadores de jogos violentos de videogame e de filmes da época de nazismo, além de presumivelmente serem homossexuais. Há uma cena em que eles se beijam no chuveiro. Eles anseiam por vingança contra a escola, sendo que não são explicados os reais motivos dessa revolta. De toda forma, eles invadem a escola, tal qual o senhor Bush liderou suas tropas sobre o Iraque e vão atirando para cima de todos diante deles. Um massacre é perpetrado. A bela e bem-equipada escola torna-se o palco de um derramamento de sangue idiota. A narrativa de Gus van Sant é daquele dia fatídico e nada mais. Suas câmeras observam os "sintomas" da doença que afeta o tecido social norte-americano. Volto a dizer aqui o que já disse em outra coluna. O apreço que o povo do tio Sam nutre por armas de fogo é algo que merece uma análise mais pormenorizada. Mas, o que mais chama atenção naquela paisagem bonita onde a narrativa se desenvolve é a falta de união, de amizade, de laços entre os estudantes da escola. Não há qualquer senso de "comunhão" entre os estudantes. As longas e panorâmicas tomadas do interior da escola enfatizam a solidão que ali habitava. Todos os atores são amadores, fato que não é novidade na filmografia de Gus van Sant. Não perca!
Rodrigo
Rodrigo

103 seguidores 138 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Primeiramente, é preciso entender o porquê do título Elefante . O nome faz referência a uma parábola budista na qual vários cegos tocam um elefante, e cada um o descreve de acordo com a parte que tocou: a pata, a cauda, a orelha ou a romba. Mas nenhum é capaz de imaginar o animal em sua totalidade. A nós, é mostrada a "visão" de todos os cegos (uma de cada vez) da parábola, sendo assim, possível tirar nossas próprias conclusões e entender melhor o elefante. Pois, quando se tem a visão de um só dos lados da história, não é possível compreender o que está acontecendo nem o porquê. Também outra interpretação para este título é a história do elefante instalado na sala de estar que só é notado quando o estrago chega a proporções maiores do que o suportável. Mas o próprio diretor disse que o seu filme está mais para a primeira interpretação do que a para a segunda, mas não que esta última esteja errada. O filme tem um estilo e uma proposta bem diferentes do normal e muito interessantes. Elefante é composto por diversos planos seqüência, dentro dos quais é contada a mesma história, mas na visão daquele que a câmera acompanha. A história começa acompanhando John, que tem um pai alcoólatra e sofre por isso. E logo depois, Eli, que sai pelas ruas a tirar fotos retratando a sua visão do mundo. A câmera os acompanha até a escola. E é lá onde se passa quase toda a história. A partir daí, a câmera passa a acompanhar as trajetórias de vários estudantes, nas quais é possível ver seus problemas, como são e o que sentem. Nate e Carrie, os namorados que causam inveja aos outros alunos; as amigas Brittany, Jordan e Nicole, patricinhas, e Michele, a nerd, que vive em isolamento e sendo humilhada, o que torna o filme um tanto estereotipado. Elefante não tem linearilidade de tempo alguma. O filme, na maioria das vezes, vai até certo ponto do enredo e volta para contar a trajetória de outro personagem, que passa por um já mostrado, para deixar bem clara a proposta do filme. Tudo está acontecendo normalmente na escola de Columbine, no interior dos Estados Unidos, e todos vivem suas vidas sem imaginar o que está prestes acontecer. Alex é um jovem que sofre com as implicâncias de Carrie e decide se vingar no mesmo dia. Ele vai pra casa e elabora um plano junto com seu amigo. Os dois compram uma metralhadora pelo correio que, somada aos pertences bélicos dos dois, se torna um belo arsenal de guerra. Os dois, então, se dirigem para a escola vestidos como se estivessem indo para o campo de batalha. Alex e seu amigo entram na escola armados até os dentes, e o único que percebe a catástrofe que está para ocorrer é John. Dentro da escola, os dois amigos, com toda a frieza do mundo, matam todos que vêem pela frente, assim como no vídeo game que jogam em casa. Os recursos estilísticos usados pelo diretor são bem evidentes. Longos planos seqüência simulando uma visão de vídeo game, em que a câmera acompanha a trajetória do indivíduo pela escola. Dificilmente é possível ver alguma coisa além do personagem que está sendo seguido pela câmera, pois o resto do quadro fica todo desfocado, o que é um pouco desconfortável para os olhos. A edição de som ficou mal feita, pois é claramente possível sentir a diferença brusca de som quando muda de um microfone para o outro. Também é possível constatar uma influência do Dogma no filme, já que a direção de fotografia é um pouco despreocupada com a iluminação. Elephant não tenta mostrar razões globais para justificar os acontecimentos ocorridos em Columbine, apenas conta uma história tentando mostrar todos os lados da trama. Para muitos autores de críticas, não ficou nenhum pouco claro o motivo que os leva a fazer tal coisa. Mas pra mim, ficou bem claro. Alex, está cansado de ser rejeitado e maltratado pelos colegas, ele nada pôde fazer quanto a isso, a raiva foi se acumulando e, com a facilidade de se conseguir uma arma, ele, que já matou tantas pessoas virtualmente, resolve experimentar algo mais próximo da realidade.
Francisco Russo
Francisco Russo

19.542 seguidores 687 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um exercício de direção para Gus Van Sant. Assim é "Elefante", que rendeu ao diretor a consagrada Palma de Ouro no Festival de Cannes. O longa-metragem é uma coletânea de imagens muito bem cuidada por Van Sant, de forma a que possa experimentar enquadramentos da câmera e formatos para a história que não são muito usuais no cinemão hollywoodiano. Até certo ponto o formato como a história é narrada, sempre pausadamente, lembra um pouco "Solaris", a recente refilmagem de Steven Soderbergh. Entretanto não há muito o que comentar de "Elefante" a não ser a bela direção de Gus Van Sant. A história é um fiapo extendido ao máximo, narrando eventos muito parecidos com os ocorridos na escola americana de Columbine. Há na verdade um grande truque do diretor, ao qual a reação do público acaba sendo determinante para gostar ou não do filme. Explico. Durante pouco mais da metade do filme Gus Van Sant apresenta ao público diversos personagens, todos estudantes comuns de uma escola qualquer. Através destas pequenas histórias passamos a nos interessar por aquelas pessoas, além de sermos situados no tempo dos acontecimentos, já que por diversas vezes uma mesma cena é exibida só que através da ótica de outra pessoa. O painel de todas estas óticas forma o panorama do momento: uma escola normal, com estudantes normais com seus interesses de adolescentes, em um dia absolutamente igual a todos os demais. A partir do momento em que dois adolescentes entram na escola com metralhadoras é que ocorre o truque de Gus Van Sant, em relação aos personagens apresentados na metade inicial do filme. O modo como se lida com tais personagens, e com a própria história daquele instante em diante, é inesperado e foge do padrão hollywoodiano, onde tudo sempre é explicado e tem início, meio e fim. O final do filme pode inclusive provocar reações dúbias, de apoio e desagravo. Para quem gosta de ser surpreendido, como eu, trata-se de um bom filme, cujo formato e direção é o que há de mais interessante. Mas para um ganhador da Palma de Ouro esperava mais.
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