Carandiru
Média
4,4
729 notas

33 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de setembro de 2021
Héctor Babenco dar um show de direção num filme forte e cheio de energia. Um filme que merecia ser mais lembrado e também mais falado entre críticos de cinema.
anônimo
Um visitante
1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Não é bom!Os filmes brasileiros tem sempre o mesmo tema,a violência,alguns ficam bons,outros ficam ruins,igual a esse.NÃO RECOMENDO.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de abril de 2013
Em 2003, ano de seu lançamento, “Carandiru” foi um dos filmes nacionais mais antecipados daquele período. Baseado no best-seller “Estação Carandiru”, de autoria do médico Dráuzio Varella (que, atualmente, possui um quadro no programa “Fantástico”, da Rede Globo) e adaptado pelo diretor Hector Babenco, cineasta argentino radicado no Brasil, o filme atende às expectativas do público, que, naquela época, lotou as salas de cinema do país – sucesso que acabou gerando, posteriormente, em 2005, a série “Carandiru: Outras Histórias”.

A história por trás de “Carandiru” começa em 1989, quando Dráuzio Varella (Luiz Carlos Vasconcelos) foi ao presídio realizar um trabalho voluntário de prevenção ao vírus da AIDS – que vinha infectando muitos presos no local. O resultado de três anos de convivência entre o médico e seus pacientes foi posto justamente em “Estação Carandiru”, uma obra em que Varella analisa muito o dia a dia e a vida dos presos.

De uma certa maneira, este também é o propósito do filme dirigido por Hector Babenco, uma vez que “Carandiru” faz o relato do dia a dia dos presidiários, de acordo com o ponto de vista de Dráuzio sobre eles. Por isso mesmo, a primeira cena do longa é aquela que retrata a chegada do médico ao local – antecipada por um pequeno conflito no pavilhão –, quando ele começa a entrar em contato com as suas primeiras impressões sobre o que acabou de assistir e que acabam influenciando na sua decisão de, talvez, não retornar ao presídio.

Através do contato diário que Dráuzio possuía com os presos – quando fazia a triagem para ver quem necessitava fazer o exame de detecção do HIV – o espectador vai conhecendo, junto do médico, quem é quem no Carandiru, e quais os motivos que levaram aquelas pessoas a estarem ali. Mesmo quando a personagem principal não está em cena, a plateia continua a acompanhar a jornada diária de cada detento, numa verdadeira luta pela sobrevivência.

Hector Babenco e equipe souberam desenvolver muito bem a história de “Carandiru”, equilibrando, de maneira acertada, cada dose de emoção, revolta e alegria – com destaque para a cena que retrata o show de Rita Cadillac. O único pecado cometido por eles foi no quarto final do longa – justamente aquele que é mais importante, uma vez que mostra a rebelião que causou a morte de 111 presos, em 1992 –, pois, neste momento, a obra ganha um ar de documentário que não condiz muito com o que estávamos assistindo antes, fazendo parecer com que estejamos assistindo a uma espécie de “Globo Repórter” sobre o fato.

Entretanto, isto não prejudica “Carandiru”. O diretor Hector Babenco criou uma obra humanizada – graças, principalmente, à maneira como Dráuzio retratou a personalidade dos presos, resultando em uma mistura de tipos que se espalham em diversas realidades dentro de um mesmo espaço – e que causa uma grande empatia com a plateia. Outro acerto foi que o diretor não mostrou os presidiários como herois, e sim como pessoas que erram, que se arrependem, que se ajudam, que convivem com as suas próprias leis e que podem decidir jogar tudo para o alto. Neste sentido, também temos que reconhecer o mérito do elenco, que consegue transmitir com competência uma realidade nua e crua, que continua nas mentes daqueles que vivenciaram este período, e que teima em permanecer viva em algumas cadeias ou presídios do Brasil.
Cid V
Cid V

271 seguidores 668 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de setembro de 2020
Médico (Vasconcelos) passa a trabalhar no presídio de Carandiru e começa a escutar as narrativas mais diferentes que levaram os criminosos ao cárcere. Após um período de adaptação, tanto do médico com relação ao presídio como dos prisioneiros com relação ao médico, o médico consegue implantar algumas medidas mínimas de higiene, tendo como foco principal deter a disseminação do HIV em seu elevado índice junto a população do presídio. Após uma partida de futebol, o enfrentamento entre grupos rivais põe em risco cotidiano da prisão e se transforma numa rebelião, tendo como reação o massacre que resulta em 116 mortes.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2020/09/filme-do-dia-carandiru-2003-hector.html
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de setembro de 2015
História muito bem contada com um grande elenco. Recomendo!
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de junho de 2022
Carandiru

"Carandiru" foi lançado em 2003, escrito, produzido e dirigido por Héctor Babenco (além de contar com Victor Navas e Fernando Bonassi como roteiristas). O longa é uma superprodução baseada no livro 'Estação Carandiru', do médico Drauzio Varella, onde ele narra suas experiências com a dura realidade dos presídios brasileiros em um trabalho de prevenção à AIDS realizado na Casa de Detenção de São Paulo.

"Carandiru" é um filme muito importante dentro do cenário das detenções brasileiras, de muita relevância para o cinema nacional, pois o longa foi baseado em histórias reais, nos retratando a realidade crua dos presídios brasileiros. Mesmo não sabendo da veracidade dos fatos apresentados, ainda assim podíamos vivenciar algumas das histórias dos detentos do presídio, o dia a dia de cada detento, pois o filme foi construído e rodado na própria prisão e usando muitos prisioneiros reais como atores. De fato é uma produção que traz uma representatividade de um fator histórico para o país.

Héctor Babenco (falecido em Julho de 2016) foi um grande cineasta argentino naturalizado brasileiro. Dono de grandes obras como "Pixote", "Brincando nos Campos do Senhor", além de "O Beijo da Mulher Aranha", pelo qual recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Diretor em 1986. Babenco chegou a se impressionar com às filmagens do longa e a afirmar que "Carandiru" era o filme mais realista que ele já fez, muito por contar com um novo tipo de realismo brasileiro inspirado no cinema moderno, por retratar um foco na realidade vivida naquele presídio, sendo muita das vezes considerado como um local inóspito, além, é claro, às inspirações vindas das memórias do livro de Drauzio Varella, sobre suas histórias de crime, vingança, amor e amizade vivenciadas ao longo dos mais de 12 anos em que trabalhou na Casa de Detenção de São Paulo.

"Carandiru" pode ser descrito como um docudrama ou como um testemunho dos prisioneiros locais, e nesse quesito eu considero um grande acerto do roteiro, pois de fato temos a história do que se passa dentro do maior presídio da América Latina, nos evidenciando como aquele local chegou a abrigar mais de oito mil presos. Por outro lado o roteiro sai da prisão ao nos relatar às história de alguns detentos sendo contadas diretamente para o Dr. Drauzio (Luiz Carlos Vasconcelos). Eu achei uma grande sacada do roteiro em unir ambas às partes, pois dessa forma o filme não pesou e teve uma grande suavizada em não focar apenas nos acontecimentos dentro do presídio - nota 10 para o roteiro!

De fato temos uma certa humanização por parte dos prisioneiros ao contarem suas histórias para nós, o que nos leva a verdadeira revolta ao presenciarmos o último ato do filme. Por sinal a melhor parte de todo o filme, pois a história culmina com o massacre de 2 de outubro de 1992 ocorrido no local, onde 111 prisioneiros foram mortos pela polícia. A rebelião teve início com uma briga de presos no Pavilhão 9 durante uma partida de futebol dos detentos. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, tinha como justificativa acalmar a rebelião no local. Bem, eu realmente não sei a veracidade dos fatos apresentados pelo filme, mas ao que pude notar, a intervenção policial foi feita de forma totalmente cruel, impiedosa e desumana, o que torna a revolta e o massacre do Carandiru ainda mais dolorosos aos olhos do público.
Após o massacre, o Carandiru passou pelo processo de desativação que culminou com a implosão de dois pavilhões do complexo no dia 9 de dezembro de 2002. Em julho de 2005, mais três pavilhões foram demolidos e no local foi construído o Parque da Juventude.

O elenco de "Carandiru" é absurdo, uma verdadeira obra-prima nacional!
Temos 3 atuações fantásticas que valem muito a pena serem exaltadas: Lázaro Ramos como Ezequiel, Milhem Cortaz como Peixeira e Wagner Moura como Zico. Atuações fortes, difíceis, arrojadas, compenetradas, impetuosas, uma verdadeira aula de cinema e de atuação, daquelas do mais alto escalão pra nenhum hollywoodiano colocar defeito.
Completando o elenco com o ator Luiz Carlos Vasconcelos como o Dr. Drauzio Varella, que vivenciou e dedicou grande parte da sua vida ao complexo penitenciário do Carandiru.
Rodrigo Santoro em um personagem incrível, fantástico, que marcou toda a sua carreira, pois de fato fazer a Lady Di não era fácil, mas ele realmente nos impressionou e nos simpatizou com uma atuação estupenda.
O saudoso Milton Gonçalves, que deu vida ao velho Chico, também se destacando como um personagem que criamos empatia instantaneamente.
O jovem Caio Blat (ainda com cara de menino) deu vida ao Deusdete, personagem que começa morno e cresce com o desenrolar da trama.
O sempre simpático Ailton Graça, que fez o grande garanhão, sempre atuando de forma leve e extrovertida.
Gero Camilo, o Sem Chance, outro personagem que simpatizamos instantaneamente, principalmente ao contracenar com Rodrigo Santoro.
Ainda tivemos a participação do saudoso Rapper Sabotage como Fuinha, sendo este o seu último filme, pois ele foi assassinado ainda antes do lançamento de "Carandiru" nos cinemas.

"Carandiru" é uma verdadeira obra-prima do cinema nacional, fez um sucesso estrondoso em sua época de lançamento, foi o 4º filme mais visto em 2003 no Brasil, tendo levado milhões de pessoas aos cinemas. "Carandiru" fez tanto sucesso que gerou uma série de TV, exibida em 2005, chamada "Carandiru - Outras Histórias". Os episódios narravam fatos anteriores aos exibidos no filme. De fato o longa de Héctor Babenco é muito bem dirigido, muito bem atuado, tem um roteiro fantástico, uma trilha sonora competente, uma fotografia bem destacada e uma direção de arte absurda.

"Carandiru" foi o melhor filme nacional que eu tive o prazer de assistir no cinema. Uma verdadeira aula histórica do cinema brasileiro, pois é completamente impossível falar de cinema nacional sem falar de "Carandiru". Um filme muito respeitado mundo afora, muito bem recebido pela crítica estrangeira, que ainda termina de forma catártica ao nos relatar as cenas reais da demolição da penitenciária.

"Carandiru" está entre os melhores filmes nacionais de todos os tempos. O longa pode não ser considerado uma obra-prima da história dos cinemas mundiais, mas com certeza é uma obra-prima do cinema nacional. [16/06/2022]
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2025
Sinopse:
Médico sanitarista se oferece para realizar o trabalho de prevenção ao vírus HIV no Carandiru, maior presídio da América Latina, durante a década de 1990. Ele convive diariamente com a dura realidade dos detentos e presencia a violência agravada pela superlotação, a precariedade dos serviços prestados e a animalização dos presos. Paradoxalmente, ele conhece o sistema de organização interna e o lado frágil, romântico e sonhador dos homens cumprindo pena.

Crítica:
"Carandiru" dirigido por Héctor Babenco, é uma obra cinematográfica que se propõe a oferecer um olhar aprofundado sobre a dura realidade do sistema prisional brasileiro. Baseado nas experiências do médico Drauzio Varella, o filme cria um espaço para que histórias individuais de detentos sejam contadas, permitindo que o espectador compreenda a complexidade das vidas que estão por trás das grades. Essa abordagem humaniza os prisioneiros, transformando-os de números em narrativas que revelam suas esperanças, medos e desafios diários.

Um dos aspectos mais notáveis da produção é o uso da própria Casa de Detenção de São Paulo como cenário. Ao filmar nas locações reais, "Carandiru" consegue transmitir uma autenticidade e uma sensação de imersão difícil de alcançar em sets de filmagem convencionais. Essa escolha estética aprofunda a experiência do espectador e faz com que a realidade do ambiente prisional se torne palpável. Assim, o filme se afasta das representações glamourosas frequentemente associadas ao cinema, mergulhando em um universo desolador e verídico.

A habilidade de Babenco em unir drama e elementos documentais destacam-se ao longo do filme. O diretor consegue equilibrar a narrativa com momentos de realismo cru, oferecendo uma visão que vai além da ficção. Esse estilo docudrama proporciona um olhar mais crítico sobre o sistema penitenciário, provocando reflexões sobre a sociedade e as condições de vida dos detentos. Ao invés de apenas retratar a violência e a desestrutura, "Carandiru" também sugere uma análise social que questiona a eficácia da pena e do encarceramento.

As atuações são outro ponto forte da obra. Ao escolher prisioneiros reais para interpretar papéis de detentos, Babenco conseguiu não apenas trazer autenticidade às performances, mas também integrar os protagonistas nas histórias que narram. Esses atores, ao vivenciarem suas próprias experiências no sistema prisional, conferem às personagens uma profundidade emocional que ressoa com o público. Assim, cada personagem se torna um porta-voz de suas respectivas realidades, criando uma conexão direta com a audiência.

Além disso, a trilha sonora e a cinematografia são elementos que compõem a atmosfera do filme e realçam suas temáticas. A direção de arte reflete a opressão e o desespero do espaço prisional, enquanto a música faz uma importante função de guiar as emoções do espectador, contribuindo para a construção do clima dramático e tenso que permeia a narrativa. Essas escolhas técnicas não são meros adornos, mas sim ferramentas que ajudam a intensificar a mensagem central da obra.

O massacre de 1992, se torna o clímax da trama e resume a tragédia do sistema. Esse evento histórico não é tratado de forma sensacionalista, mas sim como um reflexo do descaso e da violência sistemática enfrentada por aqueles que habitam as prisões. "Carandiru" se destaca ao abordar essa questão polêmica, desafiando o espectador a refletir sobre a brutal realidade que muitas vezes é ignorada pela sociedade.

Por fim, "Carandiru" se posiciona como um filme necessário, que vai além do mero entretenimento. Com suas críticas sociais incisivas, atuações impactantes e um comprometimento inabalável com a verdade, a obra de Babenco permanece relevante, incentivando diálogos sobre justiça, empatia e reforma do sistema prisional. Essa profundidade faz com que "Carandiru" se mantenha como uma referência no cinema brasileiro, mantendo viva a memória de um espaço que foi tanto um lar quanto uma prisão para muitos.
Gabriela Santos
Gabriela Santos

23 seguidores 452 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de novembro de 2024
Baseado no livro "Estação Carandiru", de autoria do médico Dráuzio Varella, o filme faz um relato chocante da realidade do sistema carcerário brasileiro no seu maior auge de precariedade.
Alan
Alan

16 seguidores 360 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de maio de 2024
Filme legal. Tem alguns clichês, mas vale a pena conferir pela importância histórica e para prestigiar o cinema brasileiro.
Wellingta M
Wellingta M

938 seguidores 257 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Tinha tudo para ser um grande filme, afinal tinha um grande diretor(Hector Babenco) e um grande elenco encabeçado por Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Lázaro Ramos, caio Blat, entre outros. Mas não é um grande filme. Se perde no meio de tantas histórias e não aprofunda a vida dos presos naquele presídio. O personagem do Luis Carlos Vasconcelos, inspirado no Dráuzio Varella, mas parece está na Disney do que no Carandiru. E o massacre, que é o acontecimento mais importante e aguardado, foi jogado para o final e não convence. Filme mediano. onde algumas atuações se salvam e só. Pena!
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