Filmaço histórico, comédia musical romântica cujo enredo baseia-se nos primórdios da transição do cinema mudo para o falado, com todas as dificuldades da novidade geradas pela tecnologia rudimentar para os padrões atuais, e ainda por problemas não previstos na indústria do cinema, quanto à interpretação dos atores propriamente dita. A hipocrisia do meio cinematográfico é parcialmente desnudada com bom humor e auto-indulgência. Eu diria que, nesse ponto, apesar de tão antigo, é um filme muitos anos à frente do seu tempo. Gene Kelly magnífico, atores em geral de primeira qualidade e muita dança cercada de excelente profissionalismo para distrair. Como todo o filme longo demais, poderia ser encurtado em quase uma hora. Mas mesmo a parte desnecessária é de boa qualidade. Nenhum cinéfilo de respeito pode dispensar esse filme.
O filme é muito bem montando, conta com um belíssimo aspecto visual, construído através de um design de produção vigoroso, e a paleta com cores ... simplesmente magnífico
Cantando na chuva,Por esta razão, os produtores da nova montagem tiveram um cuidado mais que especial para que a magia do cinema ficasse ainda mais encantadora quando transposta para os palcos. E, obviamente, os atributos inerentes ao teatro como o contato próximo com o público, a cadência entre cenas e a euforia que só uma apresentação ao vivo com orquestra, elenco, luz, cenário e figurino grandiosos podem oferecer, foi harmonicamente inserida na produção.
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