Reencarnação
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2,6
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21 Críticas do usuário

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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

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4,0
Enviada em 4 de março de 2019
Manhattan, Nova York. Uma década depois da morte de seu marido Sean (Michael Desautels), a jovem viúva Anna (Nicole Kidman), de 35 anos, finalmente parece ter conseguido refazer sua vida e está prestes a se casar novamente, após muita insistência de seu atual noivo, Joseph (Danny Huston) É quando surge um garoto de 10 anos (Cameron Bright), que também se chama Sean, e diz ser a reencarnação do falecido marido de Anna. Com uma coragem anormal para uma criança, Sean a procura para dizer que a ama e ela não pode casar com Joseph. Embora Anna e sua família ache a história absurda, a determinação do garoto e tudo o que ele sabe, como detalhes íntimos da vida conjugal de Anna e seu falecido marido acaba deixando a jovem viúva confusa e perturbada, Anna começa a questionar suas escolhas e a agir de forma estranha, fazendo com que seu noivo, sua mãe (Lauren Bacall) e sua amiga (Anne Heche) fiquem preocupadas, sem saber como esse enigma surreal vai acabar. Prêmio de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático para Nicole Kidman.
Nadia Jung
Nadia Jung

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4,5
Enviada em 13 de abril de 2026
A atuação de Nicole Kidman é, sem exagero, cirúrgica. Seu rosto sustenta longos planos onde quase nada acontece e, ainda assim, TUDO acontece. Há uma cena específica na ópera que resume o filme inteiro: a câmera fixa, o tempo dilatado, e uma avalanche emocional contida que poucos atores conseguiriam sustentar.
Visualmente, o filme é minimalista, elegante e sufocante. A trilha sonora reforça essa sensação de suspensão, como se estivéssemos presos em um estado intermediário entre vida e morte, razão e delírio.
Agora, o ponto incômodo: muita gente não “não gostou” do filme simplesmente não teve paciência ou repertório para ele. Reencarnação não entrega respostas prontas, não explica suas intenções e definitivamente não respeita a necessidade de entretenimento imediato. E isso incomoda.
Como indireta (ou nem tão indireta assim): há um tipo de espectador que só consegue lidar com narrativas mastigadas, onde tudo é explicado, justificado e resolvido. Para esse público, um filme como esse parece “parado”, “sem sentido” ou “forçado”. Mas, na verdade, ele só escancara uma limitação: a incapacidade de sustentar ambiguidade.
Reencarnação não é um filme para ser entendido é para ser sentido, questionado e, muitas vezes, rejeitado. E tudo bem. O problema não é não gostar. O problema é achar que o filme falha quando, na verdade, ele apenas não se curva à expectativa de quem assiste.
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