Resenha Descontraída (e Politicamente Incorreta) de Efeito Borboleta:
Ou "Como Ashton Kutcher Provou que o Caos é Melhor que That '70s Show"
O Filme Onde Ashton Kutcher Faz Todo Mundo Sofrer (Incluindo a Plateia)
Que surpresa: o cara que ficou famoso fazendo graça como Kelso em That '70s Show decidiu que queria ser o novo messias do drama psicológico. E adivinha? Até que ele não fez feio — ou fez, dependendo de quantas vezes você assistiu a cena do cachorro sendo torrado como um churrasco de domingo.
Efeito Borboleta é basicamente um "E Se...?" da Marvel, só que sem orçamento e com mais traumas infantis do que uma sessão de terapia coletiva. Evan Treborn (Kutcher) tem o dom mais inútil da história: voltar no tempo pra piorar a vida de todo mundo. Ele tenta salvar a namorada? Vira assassino. Tenta salvar o amigo? Vira um mendigo sem braços. Tenta salvar o cachorro? Bom, o cachorro até sobrevive, mas aí o Lenny vira um psicopata. Parabéns, Evan!
A Teoria do Caos (ou: "Por Que Ninguém Devia Confiar em Adolescentes com Dinamite")
O filme se baseia no "efeito borboleta" — aquela ideia de que o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode causar um furacão no Japão. No caso do Evan, é mais: "o bater de um soco do Tommy Miller pode causar um surto psicótico coletivo".
E aqui vai minha hipótese polêmica: o verdadeiro vilão do filme não é o pai abusivo, nem o Evan, mas a falta de supervisão adulta. Crianças brincando com dinamite? Ok. Pai psicopata deixando filhos sozinhos no porão? Normal. Cadê a CPS (Child Protective Services) nessa história? Claramente, o maior erro do Evan foi não voltar no tempo pra chamar a polícia .
Os Finais Alternativos (Ou: "Como Arruinar um Filme com Opções Demais")
O filme tem QUATRO finais diferentes. Sim, você leu certo. É tipo aquela indecisão no Tinder:
- Final Teatral (o "bonzinho"): Evan vira um estranho pra Kayleigh e todo mundo vive "feliz". Tédio.
- Final do Diretor (o "edgy"): Evan se mata no útero da mãe. Sim, isso mesmo. "Melhor nunca ter nascido!" — filosofia de Nietzsche ou roteirista deprê?
- Final "Cafézinho": Evan e Kayleigh se encontram anos depois e... tomam um café. Uau. Que suspense.
- Final que Você Inventa: Porque depois de tantas reviravoltas, até eu poderia escrever um melhor.
Opinião impopular: O final do útero é o mais honesto. Se eu descobrisse que toda vez que eu tentasse ajudar meus amigos acabaria sem braços ou na cadeia, eu também consideraria o "aborto retroativo".
Ashton Kutcher, o Herói (Ou: "Como um Comediante Virou o Rei do Trauma")
Todo mundo duvidou do Kutcher. "Ah, ele só sabe fazer piada!". Mas ele calou a boca da crítica ao interpretar um cara com mais problemas mentais que o elenco de Grey's Anatomy. E ainda teve que fazer cenas de amor com a Amy Smart em todas as realidades alternativas — trabalho duro, hein?
Se o Efeito Borboleta fosse feito hoje, Evan usaria o Tinder pra voltar no tempo e desfazer seus matches ruins. "Só mais uma chance, Kayleigh! Prometo que dessa vez não vou te transformar em prostituta!"
Lições do Filme (Que Ninguém Pediu)
- Não brinque com explosivos. A menos que queira virar um meme trágico.
- Diários são perigosos. Escreva no Twitter como uma pessoa normal.
- Se seu pai está num hospício, talvez não seja boa ideia visitá-lo.
- Amor verdadeiro é overrated. Melhor ser um estranho do que um assassino sem braços.
Veredito final: Efeito Borboleta é um filme que envelheceu como vinho barato — ou como leite, dependendo do seu gosto por tragédias sem sentido. Mas é divertido (se você ri de desespero).
"Você foi feliz uma vez..." — Evan, mentindo descaradamente pra Kayleigh.
HOLD UP...
HOLD ON...
DON'T BE SCARED...
YOU'LL NEVER CHANGE WHAT'S BEEN AND GONE...