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    Nico - Acima da Lei
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    3,6
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    Roberto L.
    Roberto L.

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    3,5
    Enviada em 18 de junho de 2016
    Não somente a estréia de Steven Seagal no cinema, mas além de um de seus melhores trabalhos, o filme é um dos bons títulos de ação da segunda metade dos 1980 que vieram destoar da brutalidade reaganista anti-URSS que Stalonne e Chuck Norris faziam na época (o trabalho é inferior aos dois primeiros máquina mortífera e Duro de matar, mas superior a títulos como 007 marcado para a morte).

    Seagal, recém contratado após um teste bem sucedido com o agente Michael Orvitz, mostra em nico que abraçaria sua oportunidade no cinema com todas as forças, participando da produção, roteiro,e nas coreografias das cenas de luta. É talvez o único filme em que ele tenta, e fracassa, atuar e fugir da sua one face robótica que marcaria sua carreira, e mostrando alguma fragilidade (lembrando vagamente seus colegas Martin Riggs e Jonh Maclaine), sem o tom invencível dos filmes seguintes do ator .

    A película tem outros bons atrativos, com um ótimo elenco de apoio (Michael Rooker, Sharon Stone, Pam Grier e Henry Silva), a direção segura de Andrew Davis, e um bom roteiro, em que o policial Nico (Seagal) tenta desbaratar um complexo plano conspiratório que tem a participação do agente da CIA e desafeto Kurt Zagon (Silva). A história segue num tom bastante regular, com algumas não aproveitadas críticas sobre o papel dos EUA na guerra fria que se encerrava, com pancadaria na medida certa, se mostrando mais evidente apenas no terço final da película. Ironicamente, apesar da modesta bilheteria, o filme foi bem recebido pela crítica, que acabou dando a Seagal a carta branca pra seguir adiante, já conseguindo um enorme sucesso comercial no filme seguinte, difícil de matar.

    Apesar de promissor, seria o lado mais abrutalhado de Seagal que acabaria se sobressaindo nos filmes seguintes, chegando, em algumas películas (como Fúria mortal e Marcado para a morte), a extremos. até o homem das sombras, veríamos Seagal quebrando pernas e braços, com fiapos de história, mas que tiveram considerável retorno de bilheteria na época (pessoalmente minha fase favorita dele, divertidos com a violência gráfica). Depois de Nico, Seagal só ariscaria revezar um bom roteiro com cenas de ação frenéticas no primeiro força em alerta (também dirigido por Andrew Davis) e em Rede de Corrupção.

    Pra quem vê Seagal hoje em dia, gordo e acomodado na carreira, vale uma conferida ver como ele era (um pouco) diferente no distante 1988.
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