Quando Duas Mulheres Pecam
Média
4,2
111 notas

7 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

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5,0
Enviada em 17 de junho de 2021
Liv Ullmann protagoniza essa obra prima aclamada até hoje em todo o mundo e colocado como uma das obras mais linda do gênio Bergman que mais uma vez dar um show de direção com muita segurança e qualidade nos enquadramentos. Um filme inesquecível.
Rafael V
Rafael V

385 seguidores 210 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
 
Persona:
Um filme reflexivo que mexe com o imaginário humano, as atuações são impecáveis e Bergman como sempre procura entender a alma feminina. O convívio entre as duas protagonistas é muito bem retratado e fica patente que uma não vive sem a outra, apesar dos conflitos. Nota: 10.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.621 seguidores 772 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de maio de 2020
Louco e confuso,mas não deixa de ser interessante.
O filme exala mistério o tempo todo nos mantendo empolgados.
A sequência inicial parece aleatória e a princípio confusa,mas no final ela se explica.
Confesso que quando vi o menino, a fotografia e a reação da mae,já imaginava o porquê da mudez (só as mães entenderão)e dito e feito.
O final parece que está no começo, você não entende nada,mas,talvez tenha entendido.
Alan
Alan

16 seguidores 347 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de maio de 2023
Filme que trabalha com o psicológico dos personagens, que, em isolamento, lidam com seus demônios interiores. Filme artístico que intenciona provocar o espectador. Para quem busca entretenimento puramente pode não se agradar.
Pedro C.
Pedro C.

9 seguidores 2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de maio de 2013
Até que ponto nos reconhecemos como indivíduos? Bergman vai fundo na essência da solidão humana e como seu comportamento pode ser torturante. Clássica película para poucos!!!
tiagovf
tiagovf

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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O que falar do mestre? Bergman sempre traz para as telas temas existenciais, morte, fé, solidão... Este filme aborda a solidão, o isolamento, que refletia o período que vivia na época em que Bergman era diretor de teatro e passava por algumas crises, e há várias referências ao teatro em Persona, assim é o próprio título. Belo trabalho das atrizes, Liv Ullmann e Bibi Andersson. O filme tem mensagens profundas tratando-se da psique humana, uma obra de arte!
natan vinicius
natan vinicius

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de abril de 2025
Bergman não filma rostos; ele escava almas. Em *Persona*, a aparente simplicidade da premissa—uma atriz muda (Liv Ullmann) e sua enfermeira (Bibi Andersson) entrelaçadas em um duelo de identidades—esconde uma tempestade metafísica. Como Hitchcock em *Vertigo*, Bergman entende que a obsessão é um espelho quebrado: cada fragmento refrata a luz do desejo e do medo. A cena seminal em que os rostos das duas mulheres se fundem em uma única silhueta não é apenas um truque de montagem; é um manifesto visual sobre a liquefação do eu. Ullmann, com seus olhos que parecem engolir a tela, personifica o vazio existencial que Sartre descreveu como "a náusea", enquanto Andersson, em sua verbosidade desesperada, evoca a ansiedade de Shakespeare: "Cheia de som e fúria, significando nada".

A economia narrativa aqui é tanto virtude quanto armadilha. Bergman, como Tarkovsky em *O Espelho*, rejeita a linearidade em favor de um fluxo onírico, onde o subtexto é a própria trama. A enfermeira confessa um aborto em um monólogo que é menos revelação do que ritual—uma oferenda à deusa silenciosa que ela criou. A câmera de Sven Nykvist persegue os poros da pele, as gotas de suor, como se a verdade residisse não nas palavras, mas na carne. Contudo, há momentos em que o simbolismo beira o didatismo: a sequência do projetor queimando, com suas imagens de unhas cravadas e olhos estáticos, parece gritar o que o resto do filme sussurra com elegância.
A crítica social, embora sutil, ecoa na dinâmica entre as protagonistas. A enfermeira, representante do pragmatismo burguês, tenta "curar" a artista—um ser que, como observou Woolf em *Mrs. Dalloway*, habita um universo paralelo onde a loucura é a única resposta à banalidade. Bergman, porém, não toma partido; ele expõe a violência mútua da dependência. Quando a enfermeira rouba a carta de Alma, não é um ato de traição, mas de parasitismo existencial: ela precisa do silêncio de Elisabet para justificar seu próprio ruído.
As limitações do filme residem na mesma ousadia que o define. A recusa em oferecer respostas—herdada do teatro do absurdo de Beckett—pode frustrar tanto quanto fascinar. A cena final, com a câmera recuando para revelar o estúdio de filmagem, quebra a quarta parede com a frieza de um Brecht, mas arrisca reduzir a experiência a um exercício intelectual. Bergman, porém, sabe que a genialidade está na ambiguidade. Como Kubrick em *2001*, ele nos deixa na beirada do abismo, contemplando nosso reflexo nas águas turvas do inconsciente.
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