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Sílvia Cristina A.
109 seguidores
45 críticas
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5,0
Enviada em 7 de janeiro de 2013
Assistir a Bertolucci é quase sempre o mesmo que levar uma bofetada no meio da cara. O sórdido se transforma em poesia e por mais que nos sintamos bem integrados a uma série de valores , nos deixamos seduzir por seu erotismo profundo e quase ingênuo. O sexo e o incesto em Bertolucci parecem soluções paliativas contra um mundo externo perigoso e terrível . O amor passional entre os irmãos não é uma apologia ao incesto ou a qualquer outra coisa que contraria a moral. Me parece mais um sintoma do medo da vida ; do medo do mundo. Como em "Último tango em Paris" , quase toda a trama decorre em um apartamento, onde os personagens se entregam a jogos e fantasias alimentadas por referências cinematográficas. Os sonhadores são cinéfilos; são dois transgressores ingênuos que pensam poder se refugiar da vida real por meio da imaginação; que pensam poder recriar o mundo por meio do cinema. Muito mais que um filme sobre o amor , o desejo e a sexualidade, "Os sonhadores" é um poema cinematográfico sobre os tênues limites entre o sonho e a realidade; uma homenagem sensível e perturbadora aos amantes da sétima arte.
Esse filme é um arauto a sétima arte! Muito bem tecido entre o movimento social de 1968 em Paris, os cineastas, o enredo de outras obras atemporais, somada a paixão de três cinéfilos e amantes da liberdade. Os Sonhadores é um dos filmes sagrados para quem ama Cinema. O auge do filme é a narrativa misturada aos simbolismos cinematográficos. Se você tiver pudor ao nu e liberdade sexual, é melhor nem assistir, porque estes estão misturados semanticamente com a película. Poeticamente poderoso e aliado a uma trilha sonora sem defeitos.
Não constitui novidade a tentativa de fundir elementos essenciais da atividade humana através da chamada sétima arte. No entanto, raros foram os trabalhos cinematográficos que lograram êxito nesta tarefa, tal como acontece com o tripé: sexo, arte e política, presente em Os Sonhadores - cujo a direção de Bernardo Bertolucci dispensa comentários.
Logo no início do filme somos abruptamente lançados na atmosfera de Paris em pleno vigor de 1968, ou seja, às vésperas daquele Maio que se tornou imortal. O narrador-personagem Matthew (Michael Pitt) é um jovem americano que fora para a França aprender o idioma local, mas acabou aprendendo de fato a viver à francesa (ontologicamente falando) ao conhecer os gêmeos Isabelle (Eva Green) e Théo (Louis Garrel), com os quais partilhava da paixão pelo Cinema. Acossado (1960) de Jean-Luc Godard, Luzes da Cidade (1931) de Charlie Chaplin e Rainha Christina (1933) de Rouben Mamoulian são alguns dos muitos filmes citados - os quais merecem todos ser conhecidos ou revisitados após o longa de Bertolucci - que fornecem o clima de sonho aos sonhadores.
Do sonho, da abstração, do ideal: despencamos juntamente com o triângulo cinéfilo para uma cidade em decadência. A greve geral fora decretada pelos Conselhos Operários que pediam a revolução social em todas as ruas e deixavam o nosso filme em aberto: isso é apenas o começo, a luta continua.
...Uma obra prima. Um dos melhores filmes que já vi. A fotografia é maravilhosa, a trilha sonora com músicas dos artistas importantes na época que se passa o filme, na revolta estudantil de 68. Filme educativo, aprendemos sobre a história moderna da humanidade, e ainda sobre a história do cinema. E os temas abordados, como incesto, paixão suicída, foram muito bem abordados. Se tornou poético e realista. Diferente de outros filmes do Bertolucci como LA LUNA, em que a questão das drogas e do incesto são tratadas de forma bizarra e desnecessária. Parece que Bertolucci se aprimorou ao longo do tempo até nos apresentar com esta obra de arte, OS SONHADORES. Pois antes desse filme eu não apreciava em nada esse diretor, acho muito patológico.
Simplesmente um dos melhores filmes que já vi, perfeito,arrebatador,emocionante, erotico, idealista, utopico....trilha sonora de um bom gosto ...enfim é um filme que pra apreciar tem que ter uma base historica e uma sensibilidade musical e artistica bem talhada!.Já o vi 5 vezes e todas as vezes eu choro por ver algo tão bem produzido e sensivel!
Obra máxima do grande Bernardo Bertolucci. Um casal semi-incestuoso (tema clássico deste diretor) de irmãos franceses “seduz” um jovem americano (o excelente Michael Pitt) durante um protesto de amantes de Cinema, à época de Maio de 68. Os três vivem uma espécie de “triângulo”, sempre mediado pela História do Cinema (homenagem claríssima e central nesta obra-prima). A passagem dos personagens à vida adulta é questão primordial nos jogos eróticos e alegres do trio.
Bertolucci é um ótimo diretor, e fez um trabalho espetacular com Os Sonhadores. Eva Green está ótima como Isabelle (uma personagem complexa na minha opinião), Michael Pitt está muito bom (me lembrou o jovem Leonardo DiCaprio) e Louis Garrel interpretou Theo de uma maneira que me fez ficar apaixonada pelo personagem e é sempre ótimo ver o lindo Louis. Um filme sexy, poético e maravilhoso de Bertolucci
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