Os Sonhadores
Média
3,9
728 notas

33 Críticas do usuário

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Maurício
Maurício

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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Delirei com a cena final. Quando Mathew discorda dos irmãos com relação ao uso da violência no emergente movimento estudantil de maio/68. Vibrei com a música de Piaf "Non, je ne regrettre rien" e ao fundo a polícia atacando os manifestantes. Lembrei-me do embate entre Rosa de Luxemburgo e Lênin a respeito da revolução. Ela defendia a revolução de forma pacífica e ele o uso da violência para se chegar nela...Excelente filme.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

1.592 seguidores 293 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
A revolução de 68 em Paris é revisitada pelo mestre italiano de uma maneira tangencial. Através do trio formado pelo norte-americano Matthew (Michael Pitt) e os irmãos gêmeos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) vivem no epicentro da revolução mais charmosa na história do século XX. Isso não quer dizer que eles sejam revolucionários propriamente ditos. A paixão pelo cinema fez com que o americano recém-chegado a Paris e os gêmeos viessem a se conhecer. O radicalismo do trio não está nas passeatas e nos confrontos com os policiais franceses, mas sim na relação que eles estabelecem entre si dentro do apartamento dos gêmeos franceses. Eles discutem cinema (Matthew prefere Buster Keaton a Charles Chaplin enquanto Theo aprecia este último), política (Theo é maoísta enquanto Matthew é contrário a um regime que permite que todos leiam apenas o livro vermelho), música (Matthew idolatra Jimi Hendrix, já Theo venera Eric Clapton). É em direção de Isabelle que a paixão de ambos converge. Esse triângulo tem inevitavelmente um tempo de duração limitado. Trata-se de uma homenagem explícita a François Truffaut, mais especificamente a seu filme "JULES E JIM". Por sinal, inúmeros filmes e diretores recebem deferência do diretor de "O ÚLTIMO TANGO EM PARIS" (com o qual "OS SONHADORES" guarda várias semelhanças). As transgressões do trio dentro do apartamento são muito maiores do que aquelas dos estudantes e trabalhadores franceses que transformaram as ruas de Paris num palco de ebulição política. Esta é uma característica do cinema de Bertolucci; a sensualidade como uma das formas de expressão mais poderosas do ser humano. A atuação do trio central é excelente, particularmente a belíssima Eva Green e o cover do Leonardo DiCaprio, Michael Pitt. É com ele que nos tendemos a simpatizar, por ser inteligente, articulado, diria, sensato. Já Theo com sua aparência blasé. e suas atitudes típicas de radicais-chique, não ganham o nosso afeto. Enfim, estamos diante de um raio X da adolescência européia no final dos anos 60. E ao som de The Doors, Jimi Hendrix e Janis Joplin nos tornamos admiradores e cúmplices destes sonhadores inocentes que Bernardo Bertolucci tão bem retratou.
Luana S.
Luana S.

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5,0
Enviada em 30 de setembro de 2013
como é q se faz pra assistir essa porra ...........................................
ymara R.
ymara R.

836 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de dezembro de 2013
A cada obra de Bertolucci que eu vejo, minha relação de amor e ódio com ele cresce assustadoramente!!! A trilha sonora afe... maravilhosa...
Carlos
Carlos

67 seguidores 117 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Uma obra prima. Um dos melhores filmes que já vi. A fotografia é maravilhosa, a trilha sonora com músicas dos artistas importantes na época que se passa o filme, na revolta estudantil de 68. Filme educativo, aprendemos sobre a história moderna da humanidade, e ainda sobre a história do cinema. E os temas abordados, como incesto, paixão suicída, foram muito bem abordados. Se tornou poético e realista. Diferente de outros filmes do Bertolucci como LA LUNA, em que a questão das drogas e do incesto são tratadas de forma bizarra e desnecessária. Parece que Bertolucci se aprimorou ao longo do tempo até nos apresentar com esta obra de arte, OS SONHADORES. Pois antes desse filme eu não apreciava em nada esse diretor, acho muito patológico.
Mary I.
Mary I.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de novembro de 2012
Simplesmente um dos melhores filmes que já vi, perfeito,arrebatador,emocionante, erotico, idealista, utopico....trilha sonora de um bom gosto ...enfim é um filme que pra apreciar tem que ter uma base historica e uma sensibilidade musical e artistica bem talhada!.Já o vi 5 vezes e todas as vezes eu choro por ver algo tão bem produzido e sensivel!
VIctorbf
VIctorbf

7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Poeticamente poderoso, o filme é lindo, gostoso de se ver e se for assistido sem moralismos ultrapassados chocará positivamente o espectador. Além de uma trilha sonora sublime.
Bruno Campos
Bruno Campos

628 seguidores 262 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2018
Obra máxima do grande Bernardo Bertolucci. Um casal semi-incestuoso (tema clássico deste diretor) de irmãos franceses “seduz” um jovem americano (o excelente Michael Pitt) durante um protesto de amantes de Cinema, à época de Maio de 68. Os três vivem uma espécie de “triângulo”, sempre mediado pela História do Cinema (homenagem claríssima e central nesta obra-prima). A passagem dos personagens à vida adulta é questão primordial nos jogos eróticos e alegres do trio.
Ewerton N.
Ewerton N.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 25 de novembro de 2017
Filme sem pé nem cabeça. Não mostra a sociedade da época nem conta o que desencadeou a revolta estudantil retardada na última cena. Apenas algumas cenas de sexo é um triângulo amoroso pra lá de estranho.
Cinemauniversal
Cinemauniversal

37 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de agosto de 2013
A revolução, o medo, o delírio e a obra de Bertolucci.

Quando Bernardo Bertolucci (O Último Tango em Paris) começou a filmar Os Sonhadores, de primeira linha, no primeiro ato, e não apenas em sua introdução dos créditos iniciais, a certeza era absoluta: esse é um filme para se deliciar. E não foi por menos. Existe aqui uma instigante e sexy homenagem ao cinema, à forma de se fazer arte e como se debruçar em metáforas compostas da máxima competência que esta sétima propõe aos leitores/espectadores. Quem tentar compreender um dos melhores e mais deliciosos filmes de Bertolucci como apenas amostragens poéticas sexuais, está enganado até a segunda ordem.

Matthew é um estudante americano que está alocado na Paris de 1968. Ano de muitas manifestações no cinema, ele conhece dois irmãos franceses (gêmeos, segundo eles) e os três começam a viver experiências sexuais visivelmente eróticas entre eles. De imediato vem o pensamento de incesto, libidinosas práticas, homossexualidade. No entanto, mais do que isso, e, além disso, vale frisar, a poética desses acontecimentos é somente um plano secundário para o que o autor quer insinuar, mas não respondendo, a seus leitores. Com Theo e Isabelle, o estudante é recebido numa nova atmosfera de desejos e concepções sobre o prazer do descobrimento, deixando para trás, por um momento, suas antigas e conservadoras inquietações.

Dentre os três personagens centrais, Isabelle é a mais interessante. Quando apresentada ao espectador, é tão reveladora e complexa quanto os dois rapazes. Complexidade essa maximizada nos atos seguintes, reportando aos que assistem dúvidas sobre sua consciência frágil e doce, a sóbria e por vezes patológica sonhadora condição psicológica. Doçura e devaneio. Já Theo é um bom traço de política no texto, discutindo com Matthew sobre as incapacidades e congruências de se lutar contra a repressão, munido pela violência e pelas ideologias destronadas pelos regimes da França dos anos 60. A década das revoluções culturais, da nova música, do cinema de autor, da sexualidade e do grito do povo.

Assistir a Os Sonhadores é aprender mais e mais sobre cinema. Ser um passageiro no navio de emoções e prazeres do diretor italiano que viaja com sua câmera com os suaves planos-sequência, pelos quartos e corredores da bela casa desenhada como um espaço que respira desejo e contradições. Nesse ambiente, o trio de amigos que inicialmente experimentaram uma nova forma de conhecer um ao outro, evolui para o que se poderia chamar de "triângulo amoroso contemplativo". Eles chegam a um nível tão íntimo (cenas como a da masturbação frente a uma foto de Marlene Dietrich; quando Matthew e Isabelle fazem amor diante de Theo; ou quando correm nos corredores do Museu do Louvre, fazendo uma bela referência a Band à Part, e aceitando o estudante americano como um deles) que sofrem as consequências de se dar abertura ao outro, revelando aos seus o lado mais profundo e enigmático de cada um.

Mesmo assim, ainda que mergulhados (literalmente, a cena da banheira, belíssima!) um dentro da mente do outro, como indivíduos simbióticos, os três se tornam dois. Theo e Isabelle são únicos: são apenas o Um, e não há nada que os faça separar. Enquanto que Matthew é apenas um secundário, sem nenhuma interferência significativa neles.

Bernardo Bertolucci não quer provar nada, apenas insistir que o leitor desenvolva suas próprias interpretações dos personagens, das proposições sobre política, poder e cultura. As cenas não contem nenhum pudor: vaginas e pênis são mostrados livremente, a fim de desnudar a sociedade de seus preceitos entendidos como corretos, mesmo diante de tanta corrupção e a doença da igualdade de direitos entre os indivíduos que a compõe. Muita música, muito sexo, e muita filosofia para apresentar outro lado do prazer, dos desejos e do saber sonhar com algo, mesmo que vá contra um amigo ou contra uma nação; neste último caso, complacente com a situação, acredita Theo.
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