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Dante Diesel
9 seguidores
73 críticas
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4,0
Enviada em 22 de setembro de 2020
Houve crítica de alguém que se diz não fã da musica dos Beatles. Perdoo! Tenho 71 anos e vivi esta linda década.. não fumei maconha nem LSD e etc.... e julguei excelente a interpretação de novatos das lindas músicas, com lindas letras traduzidas. Eu era pobre, adolescente e aprendi inglês traduzindo letras das músicas de Beatles, Rolingstones e Creedence, para compartilhar com meninas ricas nos fins de semana, em suas casas, que tinham toca-disco - aquele portátil de 6 baterias A - que tocava o vinil dos citados.
Beatlemaníacos vão se deparar dando aquele sorriso involuntário em muitas ocasiões. Aqui, pessoalmente, foi com o detalhe da personagem Prudence, entrando pela janela do banheiro; uma alusão a canção She Came In Through The Bathroom Window, do Abbey Road.
Quem não é fã de Beatles ou, sei lá, tem pouco (ou nenhum) contato com a banda, ainda assim vai se apaixonar pelo romance que a obra criou. Além de, claro, ter a oportunidade de conhecer diversas canções incríveis do quarteto de Liverpool, com um detalhe: todas performadas durante as gravações, com algumas chegando a serem gravadas em um único take.
Já perguntei a muita gente se já assistiram a este filme ou se por um acaso ouviram falar dele, mas, a conclusão foi negativa. Mas aqui quero deixar o meu registro e apelo para que assistiam este deslumbrante e hipnótico filme, que tem como fio condutor as clássicas músicas do Beatles, mesclada numa ciranda de drama, romance e descobertas. Marcante!
Este não é simplesmente um musical que utiliza a trilha sonora dos Beatles. Across the Universe respira as influências da banda desde seu título até o final, recriando diversos momentos de sua "antologia" (real ou ficção) e fortalecendo suas obras em um contexto narrativo que, ainda que frágil em diversos momentos, mais do que compensa essa revisita ao universo criado e vivido por John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison.
Com a excelente interpretação das músicas dos Beatles foi um filme excelente. Um musical não como Chicago, nem Nine, muito menos Moulin Rouge, mas um musical que mostra o outro lado da guerra e te passa a mensagem que o amor pode surportar até uma guerra.
Podemos considerar esta produção como uma obra de arte. Para começar, o filme faz uma combinação de “live action” (atores de verdade), pinturas e animações em terceira dimensão, resultando numa belíssima fotografia. O roteiro é simples, na verdade uma história de amor dos anos 60, mas com boa presença dos atores novatos e contando com pontas de alguns veteranos, como Bono e Salma Hayek. Alguns números de dança complementam a arte, com uma coreografia de Daniel Ezralow. A trilha sonora original é de autoria de Elliot Goldenthal, porém a maior parte das músicas são aquelas nossas velhas conhecidas, compostas pelos Beatles e na interpretação dos atores, numa roupagem nova e bem diferente da original. Os nomes dos personagens são tirados de letras das canções dos Beatles, tais como Jude, Lucy, Maxwell, Sadie, Prudence e outros mais. O próprio título é o nome de uma de suas canções. O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Figurino. Salma Hayek, que já havia trabalhado com a diretora Julie Taymor em “Frida”, pediu para participar do elenco, mesmo que fosse em papel pequeno e, assim, participou como uma enfermeira cantando. O personagem JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, enquanto que Sadie é uma referência a Janis Joplin. Quase todas as canções (90%) foram gravadas ao vivo, nos sets de filmagem, sem qualquer dublagem feita em estúdio na pós-produção. A cena em que Evan Rachel Wood canta “If I Fell” foi gravada logo em sua primeira tentativa. Isso mostra que todos pareciam estar bem à vontade.
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