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Marcelo Vilas Boas
27 críticas
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5,0
Enviada em 17 de julho de 2024
Não se engane com a história sobre a investigação de um assassinato. Este não é o foco do filme, e sim um policial negro liderando uma investigação de policiais brancos em uma cidade racista. O filme trata o racismo de forma direta sem firulas, por vezes com violência, por vezes sorrateira e odiosa. Se considerarmos o contexto histórico do filme é uma obra que merece todo o destaque.
Virgil Tibbs (Poitier) é um policial confundido com assassino de uma importante figura, o industrial Phillip Colbert, para os negócios de uma diminuta cidade do sul dos Estados Unidos. Ele acaba contando com a ajuda do policial Gillespie (Steiger), que inicialmente o hostilizara, para desvendar o crime, contando com uma perícia técnica ao tratar dos assassinatos que ninguém da cidade possui.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/02/filme-do-dia-no-calor-da-noite-1967.html
Numa cidadezinha do estado sulista do Tennessee, chega um oficial da polícia negro da Filadélfia, Virgil Tibbs, para ajudar o xerife racista local a resolver um caso de assassinato de um importante homem de negócios. Filme de 1967, em plena luta pelos direitos civis, quando ainda era corajoso, ousado e polêmico, criticar o racismo e defender os negros, motivo principal por vencer cinco Oscars, incluindo Melhor Filme, Ator para Rod Steiger, Roteiro (Stirling Silliphant), Montagem e Som. Também a trilha musical de Quincy Jones é marcante, assim como a excelente fotografia de Haxwell Wexler. O longa revela os sinais de sua época na fotografia (com o uso pioneiro da lente zoom, que muda o foco em meio a uma tomada) e em certos confrontos.Mas ainda é muito bem dirigido e eficiente, desde a chegada do policial (que por ser negro é imediatamente preso) até a frase famosa de Sidney Poitier ("They Call me Mr. Tibbs" ou "Eles me chamam de Sr.Tibbs"). Steiger, como de hábito super representa, mas tem uma presença marcante. Música-tema homônima de Quincy Jones, interpretada por Ray Charles. Pelo conjunto da obra vale todas as estrelas.
Baseado no livro homônimo de John Ball esse filme nos mostra como o racismo era ainda mais cruel do que hoje. Somente pelo fato de ser negro e estar bem vestido,nosso protagonista já é levado à delegacia,chegando lá,descobre-se que ele é detetive em outra cidade e ganha muito mais do que seus colegas daquela localidade. O filme todo ele é maltratado verbalmente e sempre parece não se abater com isso. Temos plantação de algodão e orquídeas,tapa na cara mais rápido e real que já vi em cinema e muitas horas de filme (são quase 2h,mas como o ritmo dele é lento;parece que foi mais). No final,a descoberta do verdadeiro culpado era óbvia desde o começo.
Esse é um filme que expõe o racismo como nenhum outro. O personagem de Sidney Poitier aguarda o trem na estação da pequena cidade de Sparta para visitar sua mãe. Naquela mesma noite um figurão da cidade é assassinado. Um policial, um dos caipiras da cidade, encontra Portier sendado em um banco, e para ele o crime já está resolvido: único negro encontrado aquela noite, só ele poderia ser o culpado de um crime tão brutal.
-Filme assistido em 19 de Janeiro de 2016 -Nota 6/10
"No Calor da Noite" aborda um tema super interessante.Na época atual vimos que ainda sofremos com o racismo.Imagina isso a isso a cinco décadas atrás.Na noite de um crime misterioso,um policial faz sua ronda,e encontra o corpo de um homem.A culpa então cai sobre Virgil Tibbs.Um homem negro,no qual não tinha sua identidade revelada ainda.Ele é um detetive que esperava seu trem de volta para casa.
Sidney Poitier faz outro bom trabalho.Na verdade é um herói a frente.Seu personagem é a melhor coisa nesse filme.
Um dos grandes filmes dos anos 60! atuações mostruosas e um roteiro quase perfeiro! sendo este o ganhador do óscar de melhor filme de 1968 e também ganhador de melhor roteiro! com certeza um filme marcante do gênero!!!
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