Sem Dor, Sem Ganho
Média
3,8
1092 notas

80 Críticas do usuário

5
16 críticas
4
28 críticas
3
18 críticas
2
9 críticas
1
3 críticas
0
6 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Jefferson Davi D.
Jefferson Davi D.

7 seguidores 10 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de agosto de 2013
Sem dor, sem ganho. Não dava nada para esse filme de ação e comédia. Mas é sensacional, filme baseado em fatos verídicos, a comédia foi somente para amenizar o crime brutal que ocorreu em 1994. O filme tem sequestros, assassinatos e humor negro. Isso tudo com o cabeça da equipe, Daniel Lugo, ele comanda uma equipe de personal trainers e eles envolvem-se em atividades criminosas em busca do "sonho americano", de uma maneira errada, assim dizendo.
Thiago L.
Thiago L.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de agosto de 2013
Sem Dor Sem Ganho (2013) - Review

A inteligência de um monumento aos próprios defeitos

Poucos cineastas são mais atacados pela crítica do que o californiano Michael Bay. Sua preferência pelo espetáculo visual megalomaníaco em detrimento de uma abordagem narrativa estimulante pode ter rendido à Bay grande sucesso de público e o status de um dos diretores mais rentáveis em Hollywood, mas por outro lado atraiu a fúria universal de críticos e amantes da Sétima Arte em geral, que lhe deram vaga vitalícia nas listas de Piores Diretores. Outro alvo frequente de hostilidades, o famigerado alemão Uwe Boll desafiou seus críticos mais ferrenhos para lutas de boxe. Venceu todos, mas deixou sua dignidade no ringue. Civilizado, Michael Bay aproveita "Sem Dor Sem Ganho" (Pain & Gain, 2013) para rir dos próprios defeitos, revelando uma faceta bem-humorada e perspicaz que resulta em uma sátira sócio-política divertida e, surpreendentemente, elaborada.

O primeiro indício desta autocrítica surge na declaração do protagonista interpretado por Mark Wahlberg: "Meu nome é Daniel Lugo e eu acredito em fitness". Pela quantidade de viaturas policiais em seu encalço, é óbvio que as convicções morais de Lugo em algum momento afrontarão a lei, mas antes que vejamos o desfecho completo, Michael Bay corta para o início da trama. Lugo é um rato de academia, obcecado pela busca da perfeição física e ansioso por uma vida de riqueza e sucesso. Motivação não falta para ir em busca do "Sonho Americano", mas o problema é que ele não sabe exatamente como. Quando o cliente endinheirado e arrogante Victor Kershaw (Tony Shalhoub) sugere que o personal trainer aproveite as falhas no sistema para atingir seus objetivos, Lugo interpreta o conselho literalmente e forma um plano para sequestrar e extorquir Kershaw, com a ajuda do marombeiro Adrian Doorbal (Anthony Mackie) e do ex-prisioneiro devotado à Jesus e cocaína Paul Doyle (Dwayne "The Rock" Johnson).

Com muitos músculos e pouca inteligência para enxergar qualquer coisa além de seus próprios egos, é de se imaginar que o trio não seja exatamente expert na prática de qualquer crime. Portanto não surpreende a sucessão de trapalhadas e fracassos que vem à seguir, tão inacreditável que faria desta uma obra de ficção - se não fosse verdade. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é baseado em uma série de artigos publicados pelo jornalista Pete Collins no jornal Miami New Times, o que mantém o longa de Michael Bay gravitando em torno da verdade dos fatos por mais absurdos que eles sejam. Uma crônica sobre criminosos idiotas e investigação policial desastrada em plena Miami ensolarada de 1995 é o encaixe perfeito para o estilo cinematográfico de Bay, que aqui desfila todos os seus defeitos orgulhosamente.

Porém diferente de seus filmes anteriores, que cultuavam a forma sem qualquer preocupação com o conteúdo, Bay emprega os próprios vícios à serviço de uma crítica ácida ao ideal de sucesso norte-americano. Como "Sem Dor Sem Ganho" marca o retorno voluntário do diretor à um projeto de orçamento modesto ("apenas" 25 milhões de dólares), não há espaço aqui para robôs gigantes explodindo o planeta indiscriminadamente, mas estão presentes todos os elementos que formam a assinatura de Bay: ação incoerente, caricaturas racistas, exploração da imagem feminina, violência extrema, fotografia saturada e clichês de todos os tipos. Até mesmo um carro explode sem motivo algum, enquanto o diretor ri de seus críticos com a teatralidade proposital da cena.

E pela primeira vez em toda sua filmografia, não poderia ser diferente. A história da gangue do Sun Gym é marcada por tantas situações estúpidas que a falta de sutileza do diretor cai como uma luva para alcançar o efeito cômico desejado, embora a completa ausência de sensibilidade e o exageiro crescente distanciem o cinema de Bay daquele produzido com o refino dos irmãos Ethan e Joel Cohen (Fargo), especialistas neste tipo de trama. Trata-se de um filme onde criminosos esquartejam cadáveres vestindo apenas cuecas de grife, promovendo um churrasco de dedos cortados para apagar impressões digitais, e por isso é natural a irritação provocada nos familiares das vítimas. Mas não havia outra forma de manter a leveza do longa sem fazer graça com estas bizarrices, motivo pelo qual este trabalho do cineasta configura um exercício estético de rara produtividade, que combina perfeitamente com a adaptação deliberadamente desajustada deste apagão moral violento.

Entreter multidões com sua histeria visual parece, à primeira vista, ser novamente o objetivo principal do diretor, mas por baixo do humor negro há uma camada de profundidade na crítica ao "Sonho Americano" e outros ideais conservadores. Desde que o historiador James Truslow Adams cunhou o termo em 1931 para simbolizar a oportunidade que todos têm de obter a prosperidade através do esforço próprio, a sociedade relativizou o conceito para ignorar a ética dos meios desde que o fim fosse o sucesso financeiro. Tal subjetividade gera desordem se manejada por indivíduos moralmente deturpados, como no caso de Daniel Lugo. Mark Wahlberg entrega uma performance competente ao incorporar o homem que almeja o sucesso a qualquer custo, acreditando ser legítimo merecedor em razão de sua superioridade física, pois o tamanho de seus músculos é a prova de seu esforço e seu valor. Em suma, na mente de Daniel Lugo ele merece ser rico apenas por ser ele próprio, paródia não muito distante do pensamento elitista norte-americano.

Bay utiliza o conceito de "fitness" como uma metáfora para a deterioração da relação entre meritocracia e riqueza, e o protagonista de seu filme interpreta o Destino Manifesto à nível físico para inspirar seus companheiros. O personagem de Anthony Mackie precisa de dinheiro para melhorar sua performance sexual, sem a qual ele não pode ser um homem completo na concepção masculina tradicional. Já The Rock, cuja interpretação se destaca no trio ao flutuar entre a inocência sóbria e a alucinação induzida pela cocaína, adciona à mistura a devoção cristã que se revela mera hipocrisia quando a violência brutal se faz necessária para chegar à El Dorado. Mesmo a homofobia dos personagens é combustível para a sátira de Bay, que submete o trio à um armazém lotado de vibradores e brinquedos sexuais, onde interrogam Victor Kershaw. Por falar nele, o empresário pode ser mostrado como uma caricatura inescrupulosa, mas perto dos criminosos seu sucesso é visto como legítimo pelo diretor, apontando que carisma não é parâmetro moral em uma sociedade regida pelo Sonho Americano.

Em meio à um elenco atado ao exageiro, o detetive Ed DuBois interpretado com elegância por Ed Harris surge como um raio de sensatez, contrabalançando a raiva obssessiva de Kershaw. O ator veterano é mais um elementos que marca o retorno de Michael Bay às raízes, basta lembrar de "A Rocha" (The Rock, 1996), fruto de uma época em que o diretor se concentrava em narrativas coerentes e empolgantes sem a necessidade de orçamentos gigantescos. É nisso que consiste "Sem Dor Sem Ganho", beneficiado pelas décadas de experiência de seu criador na indústria, que trouxeram maturidade para que Bay reconhecesse também as razões das críticas negativas. O que torna este filme em algo notável é justamente o bom humor com o qual o diretor encara a situação e seu olhar crítico para o mesmo sistema do qual é um efeito colateral, erguendo um monumento inteligente e divertido aos próprios defeitos.
Jhonathan C.
Jhonathan C.

3.325 seguidores 415 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de junho de 2014
Sem Dor Sem Ganho é divertido e dramático em diversas cenas. Dwayne Johnson, Wahlberg e Mackie se saem bem, mas em um roteiro um pouco confuso. A ação até que foi de primeira quando teve. Cenas em bar de strippers, por exemplo, poderiam ser facilmente descartáveis. Até porque foram duas horas de filme para pouco conteúdo.
Paulo D
Paulo D

12 seguidores 35 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 14 de setembro de 2013
eu achei um bom filme, onde o dwayne johnson está muito bem ... filme tem cenas muito divertidas e mantem um bom ritmo durante toda a trama.
B.Boy Jc
B.Boy Jc

2.969 seguidores 762 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de agosto de 2013
Gostei do filme, bem diferente do que esperava, pouco excêntrico e com boas piadas! Achei legal.
Mateus S.
Mateus S.

67 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de setembro de 2013
Sem Dor, Sem Ganho traz Daniel Lugo (Mark Wahlberg), um fisiculturista que está cansado da sua vida. Insatisfeito com o dinheiro e com a vida que leva, Lugo e Adrian Doorbal (Anthony Mackie), um amigo seu da academia se juntam para dar um golpe num milionário (Tony Shalhoub que interpreta Victor Kershaw). Junto deles Paul Doyle (interpretado por Dwayne "The Rock" Johnson). O filme, que tem este resumo como base, é baseado em fatos reais. E pensar que um roteiro simples desse, pudesse ser uma fórmula de sucesso, explosões, risadas e muitos Slow Motions (Típico de Michael Bay) são o que acompanham o filme.
O enredo do filme é exatamente o que foi descrito acima mais algumas cenas mais pesadas, como palavrões, pornografia (Especialidade de Michael Bay) e também a violência. Michael Bay (Diretor do longa), mais uma vez, mostra que não precisa de um roteiro complicado ou de um orçamento muito alto (O filme custou somente 26 000 000 milhões de dólares) para um filme bom e de qualidade alta. Mostra também como sabe escolher lindas mulheres para seus filmes. Mark Wahlberg (que também trabalha no momento com Michael Bay em Transformes 4), mostra mais uma vez sua qualidade alta como ator e como abdominais e flexões de braço podem deixar ele parecido com o Hulk e com um fisiculturista de verdade.
As atuações, não podem ser muito bem avaliadas, já que os personagens tem como base, pessoas reais. Mas, se não fosse um filme baseado em uma história real, poderíamos dizer que nenhum dos três protagonistas (Wahlberg, Johnson e Mackie) decepciona, principalmente em suas cenas solos. Com um destaque maior para The Rock, que atua como um Cristão. Suas cenas, principalmente as engraçadas (Que são engraçadas mesmo), são muito bem trabalhadas. Sem contar as cenas em que ele faz um papel inocente.
Uma continuação é muito improvável, infelizmente. Mas, podemos nos contentar bastante apenas com este. E mais uma vez, um incrível trabalho de Michael Bay.
Sidney  M.
Sidney M.

29.815 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de agosto de 2013
Muito interessante, uma história original e bem construída. Também consegue divertir e empolga na ação. Porém não é um filme para família, o que justifica a idade de 18 anos na classificação.
Lucas A.
Lucas A.

23 seguidores 19 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 2 de outubro de 2013
Acho que o nome do filme não condiz com a história. Filme legal(por se tratar se de um fato verídico) .História fraca , mas com boas atuações e cenas boas.
Bruno Guimarães
Bruno Guimarães

10 seguidores 13 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de dezembro de 2013
O filme até que é bom, mas o The Rock pegou o papel errado, era para ele ter sido o durão, não um cara de igreja, o erro foi esse de tentar encaixar ele como "bomzinho".
Marcelo D.
Marcelo D.

8 seguidores 10 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de novembro de 2013
Filme baseado em uma história real, mas não acredito que os protagonistas sejam tão idiotas como os representados pelo atores durante o filme! Gostei do final, só esperava um pouco mais de ação!
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa