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Murilo
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
As boas atuações de Tom Hanks e Catherine Zeta-Jones são indiscutíveis . O filme é um drama com certas pitadas de humor e prende a atenção do espectador do começo ao fim. A história é bastante interessante e vale a pena conferir. Porém considero que o filme deveria ter dado mais ênfase às dificuldades e ao drama vividos pelo personagem de Tom Hanks que foram passados de uma forma bastante leve.
Ótimo filme, aliás, vindo de spielberg e com tom hanks no papel central fica dificil o filme não ser bom. O interessante é que ele não "cansa" você apesar de mais de 2 horas de filme. A história é ótima, muitas surpresas, atuação fantastica (mesmo) do tom hanks.
Viktor Navorski (Tom Hanks) viaja da Krakóvia - país fictício do leste europeu - para Nova Iorque. Durante a sua viagem ocorre um golpe em seu país. As autoridades alfandegárias norte-americanas não podem recebê-lo enquanto a situação política não for resolvida. Navorski torna-se à la Kafka, um cidadão sem pátria. Frank Dixon (Stanley Tucci), chefe de segurança e responsável pela imigração decide que Navorski deverá permanecer nas dependências do aeroporto até que a situação em seu país natal se estabilize, ou então que ele fuja do local. Dixon chega a facilitar as coisas para a fuga de Navorski, coisa que não acontece. O início do filme é engraçadíssimo quando as autoridades tentam explicar a Navorski a situação. Este que não fala praticamente nada de inglês, não entende patavina. Com o passar dos dias, Navorski aprende a ganhar dinheiro no aeroporto, para dessa forma poder se alimentar, faz amizades, se apaixona pela bela aeromoça de nome Amélia (Catherine Zeta-Jones), enfim, o aeroporto que é um local caracteristicamente impessoal torna-se humano, vivo e belo através da presença de Viktor Narvorski. Spielberg começa o filme com um travelling às avessas, uma câmera estourada no rosto de Navorski que vai gradativamente se afastando dele até que ele se perde no meio da multidão. O final do filme, no qual é revelada a razão pela qual o personagem de Tom Hanks estoicamente permanece num local onde lhe são criadas todo o tipo de dificuldades, é brilhante. A utilização da trilha sonora não poderia ser melhor. E não cabe a acusação de piegas sobre o Spielberg, pois o final não é açucarado como poderia se imaginar e, o que é mais importante, consegue ser cômico sem deixar de fazer uma crítica à visão que os norte-americanos têm dos estrangeiros. Quem sabe, sabe, conhece bem.... E como Spielberg conhece os caminhos do cinema.
Assisti ao filme nos EUA. É mais uma prova de que a dupla Spielberg-Hanks dá supercerto. Numa demonstração da falta de bons roteiros em Hollywood, este é de um iraniano. Fiquem de olho no indiano Gupta. Genial! Lamentável apenas a péssima atuação da Mrs. Michael Douglas.
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