Excelente filme, com um roteiro que só não foi totalmente perfeito por ter se arrastado na primeira meia hora. De qualquer forma, este início é importante para melhor compreensão dos fatos que viriam depois. A trilha sonora é envolvente, sob a responsabilidade do conhecido John Barry, que foi o autor de outras belas trilhas como “Entre dois amores”, “Em algum lugar do passado” e muitas outras. A história vai crescendo pouco a pouco, chegando a um clímax de tensão e revolta, pela alta dramaticidade que atinge a personagem-título. O elenco é soberbo, com uma Jessica Lange nos seus melhores dias, tendo absorvido totalmente seu papel, o que lhe valeu uma indicação para o Oscar de Melhor Atriz e Kim Stanley, no papel de sua mãe, foi indicada para Melhor Atriz Coadjuvante. Uma curiosidade, é o aparecimento da personagem Louella Parsons, uma personalidade que marcou época no mundo do Cinema, pois tinha uma coluna em revistas e jornais, nas quais fazia fofocas sobre todos que estavam relacionados ao Cinema. No Brasil, sua coluna saía na revista intitulada “Cinelândia”. Na verdade, Frances Farmer foi uma atriz de um filme só (no Brasil intitulado “Meu filho é meu rival”), e ela fracassou por se rebelar contra a hipocrisia e a discriminação contra as minorias. A história é bem comovente e deve ser vista mais de uma vez.