Donnie Darko
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Daniella L.
Daniella L.

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5,0
Enviada em 6 de junho de 2016
No limítrofe entre a realidade e o sonho, Donnie Darko (2001), de Richard Kelly, rememora as experiências surrealistas de David Lynch atreladas às inconstâncias pós-modernas de David Fisher. Mas, entre o surrealismo do automatismo e a esquizofrenia narrativa, opta-se por seus limiares, circunscritos na utopia da filosofia da viagem no tempo, no inconsciente da psicanálise, na multiplicidade do imaginário evasivo pós-moderno.
O enredo escreve a vida de Donnie Darko (Jake Gyllenhaal), um adolescente americano que, com traços diagnosticados de esquizofrenia, escapa da morte, quando a turbina de um avião cai em seu quarto. Salvo em virtude de um coelho gigante-mensageiro, que comunica-o sobre o fim do mundo em especificados poucos dias, Donnie, nesse meio tempo, é induzido pela visão a cometer pequenos delitos contra alvos bem específicos e simbólicos de sua sociedade.
A proposta conduz o espectador a uma realidade distópica em que o espaço e o tempo foram suprimidos e seus sujeitos submersos em um ambiente deslocado, incerto, duvidoso. Condições incentivadoras à racionalização incompleta do espectador, tentado em dar forma a um cenário despedaçado, frustado na ilusão do entendimento fechado, completo. Insistência amparada na filosofia da viagem no tempo, preservadora de certo conforto ao olhar calejado, ao significar o sem significado. Para isso, tomando essa metodologia como indutiva, a narração acrônica é nomeada e dividida em o universo primário e o outro tangente. Espaços cujas delimitações, no filme, estão na realidade atual (primária), representada pela experiência discursiva anterior ao ocorrido com a turbina do avião, e na realidade deslocada (tangente), originária da ruptura temporal daquela, definida sobre a experiência de Donnie após salvo do acidente, e condicionada a auto eclosão, a partir das previsões apocalípticas do coelho. A previsão teórica se ampara na determinação dos cenários e de seus componentes, sob a promessa de uma certeza, quando a narração é explicada por indução, descrevendo o fim do espaço tangente e o reestabelecimento do primário alterado pelas intervenções de sua ruptura.
Entretanto, a inquietação é a única certeza que permanece, insistente, sobre o estado dos vivenciados na experiência fílmica. Uma sensação de incompletude inaplacável distrai os mais conservadores. Mas, aos mais atentos, os discursos entre-cortantes na obra se mostram concordantes ao imaginário pós-moderno. Presunção apresentada no transpor de um tempo presumido, artificial, entre um cenário e outro; na desconstrução dos grandes relatos da atualidade, no destaque de suas minimalísticas, tornando toda a imagem passível de qualquer interpretação, significado. É quando o discurso do inconsciente do personagem principal é rompido pelo do pós-modernismo, na representação da nostalgia norte-americana pelos anos 80, acompanhada pela ditadura das literaturas de autoajuda, em prol da simplificação do entendimento do homem sobre ele mesmo. Ornamentações que fazem tudo parecer confuso, desestruturado, sem sentido, aos olhos do adolescente intérprete que percebe-se como um forasteiro na cidade em que vive. Por isso, a introversão parece uma saída para quem tem planos em tentar preservar o que ainda há de bom nessa sociedade. Perspectiva quase que narcísica de Donnie, sustentada na promessa de voltar no tempo para “salvar o mundo”, de sua previsível autodestruição. Com isso, perdido em suas fantasias, só lhe resta a negação dos discursos totalizantes dos professores, do conservadorismo de sua família e a obediência às coordenadas de seu imaginário, como um bom esquizofrênico: o herói perdido entre as tomadas de um videoclipe alucinógeno. Estimativas coerentes com o seu diagnóstico psicológico ou nada incomuns para alguém de nome Donnie Darko, afinal, com esse nome, por que não podia ele ser um super-herói?
O rico imaginário de Donnie, diagnosticado adoecido, se torna o caminho a uma montagem fílmica comprometida com os ditames do inconsciente e os desvios da razão, alternativa eficaz na compreensão dos saltos no tempo narrativo, ou no deslocamento e condensação dos personagens empenhados na realização de seus narcisismos. Sincretismo audiovisual, revelador das incertezas pós-modernas, que ultrapassam seu meio de exibição. Revelações intimadoras às instituições sociais e dogmáticas da atualidade, que entre uma cena e outra se tornam desinteressantes e superficiais ao personagem principal, não distante, talvez, da acepção atribuída por seu espectador.
O filme mantém o mistério, na surpresa da identificação do estado de vigília de todos os personagens, adormecidos ao som de “Mad world”, de Gary Jules, revelando o que é omisso, recalcado, no inconsciente da imagem, como promessa apocalíptica do final do mundo das certezas.
Davyd L.
Davyd L.

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5,0
Enviada em 17 de março de 2016
Filme perfeito. Evidente, pra quem é acostumado com teorias de buracos de minhoca, fenda em espaço tempo, é um ótimo filme. O incrível são os 'easter eggs' (*~* )
Thales H.
Thales H.

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5,0
Enviada em 16 de fevereiro de 2016
Um dos meus filmes favoritos. Excelente!
Para quem gosta de filmes que saem pensar, esse é uma boa dica.
Renan H.
Renan H.

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de setembro de 2015
Gosta de mistérios e de obras que dão margem a sua própria interpretação?? Então esse filme é um prato cheio pra você.Donnie Darko é um clássico cult que encanta pela sua originalidade.
Samanta Sasse R.
Samanta Sasse R.

9 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de abril de 2015
Esse filme é de longe um dos mais doidos que já vi. Tirando os filmes do Lynch, claro. Muito bem feito e até agora não entendi quase nada hahah. Mas é daqueles pra se ter em casa e ver mais de duas, três vezes. É sensacional.
Luana M.
Luana M.

23 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de janeiro de 2015
Um dos melhores filmes que já assisti, mudou minha perspectiva de vida.. Apesar de ser uma ficção foi muito bem bolada
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2015
Se lendo a sinopse você já achou estranho, quando assistir o filme vai estranhar mais ainda. A história é contada de um modo que você fica cada vez mais curioso, sem perder o interesse durante os 113min. Jovem Jake Gyllenhaal atuou tão bem que me convenceu de que ele realmente tinha problemas psicológicos. O filme é muito interessante, abordando vários assuntos como viagem no tempo e buraco negro, exclusão social, relacionamento familiar e modo de ensino das escolas e apesar de eu não gostar do coelho gigante apocalíptico, é um filme que vale a pena ser visto.
Donnie Darko T.
Donnie Darko T.

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de dezembro de 2014
Podem tentar fazer outro,
mais não existirá igual a mim
im Donnie Darko...
Clayson E.
Clayson E.

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5,0
Enviada em 3 de abril de 2013
Esse filme tem uma trilha sonora excelente e um final surpreendente, esse filme é um dos únicos filmes que eu não consegui imaginar o que vinha pela frente, é muito surpreendente, recomendo para todos que não assistiu.
Neurocorpus
Neurocorpus

13 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de julho de 2014
O filme pode ser interpretado sob a ótica do “livro” de sete tópicos criado por Richard Kelly durante as filmagens (A Filosofia da Viagem no Tempo) que foi baseado no livro do físico Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo ou sob o contexto da física em geral. O livro de Hawking foi lançado em 1988, mesmo ano que se passa o filme e mesmo livro que aparece na mesa do professor Kenneth Monnitoff quando conversa com Donnie sobre a aceleração do DeLorean, meio de transporte para viajar no tempo usado em De Volta Pro Futuro. Roberta Sparrow e Justin Sparrow são personagens fictícios, a primeira é a Vovó Morte e o segundo é Iraq Jack, neto da mesma no filme Samantha Darko. Usando os conceitos de Kelly, por exemplo, há dois Franks no filme, um que aparece só para Donnie como Manipulado Morto ou entidade espiritual vinda do futuro e que se desloca no universo paralelo ou tangente livremente com a roupa de coelho e o Frank namorado de Elisabeth Darko que dirige o Pontiac vermelho no início do filme e cujo ronco do motor se houve quando a deixa em casa e a queda da turbina faz com que o lustre da sala se solte. Esse existe no universo paralelo e primário. A questão da Vovó Morte estar sempre indo a caixa de correio para receber a carta de Donnie informando que ele leu seu livro e sabe como enfrentar aquele período no universo tangente, pois provavelmente Roberta Sparrow vivenciou experiências em universos paralelos que motivou a teorização e o lançamento do livro fictício de sua autoria. A questão de “Os Destruidores”, ensaio do escritor inglês Grahan Greene lido em sala de aula e os atos cometidos por Donnie semelhantes aos dos personagens do mesmo (queimar a casa do Cunningham e alagar a escola). A questão da famosa frase do filme sob porque um veste a fantasia estúpida de coelho e o outro de ser humano, surgindo posteriormente Donnie com uma fantasia de esqueleto humano para ir numa festa. A curiosidade ao se aumentar o volume da televisão pode-se ouvir o ruído da turbina do avião chegando no início do filme quando Donnie se levanta e volta de bicicleta para casa ainda no universo primário. A turbina racha, cria o universo tangente e cai no quarto de Donnie. Sob a ótica da teoria criada pelo diretor, ao final do filme quando o vórtice destruidor do universo instável (tangente ou paralelo) aparece sob a casa de Donnie, ele vai até a região montanhosa do início do filme e com os poderes de Receptor Vivo contidos no “livro” de Kelly, racha a turbina do avião e cria um outro vórtice ou wormhole onde a turbina viaja e adentra o universo primário em que vivemos, selando o tangente e matando o protagonista em seu quarto. Há um contra-senso aqui, pois a turbina é retirada do avião em que a mãe e a irmã de Donnie viajam no universo tangente, vindo Kelly a teorizar que objetos podem ser duplicados nos dois universos. A cópia da turbina original causa a instabilidade do universo tangente (o fim deste mundo em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos que somados resultam 88 e 1988 é o ano em que se passa o filme), porém a duplicidade no universo primário não o torna instável e passível de destruição. Creio que o governo americano deve estar se perguntando até hoje de onde veio a turbina ou a mesma adentrou outro universo tangente gerando um ciclo de eventos não mostrado no filme para finalmente adentrar o universo primário e dizimar Donnie. São atribuídas á inteligências superiores do futuro a manipulação do Receptor Vivo e do Manipulado Morto, respectivamente, Donnie e Frank, sendo manifestações das mesmas aqueles tubos aquáticos que se formam no torso dos personagens. Somente o Receptor Vivo enxerga tais tubulações que manipulam e comandam os demais personagens, mostrando-se no filme como um meio de contato entre o Frank - espírito e Donnie, bem como, quais as tarefas que o protagonista deve cumprir. Assim como Donnie, Roberta Sparrow sabe que se encontra em um universo tangente e da existência das entidades superiores, tendo inclusive colocado gravuras destas em "seu livro", A Filosofia da Viagem no Tempo. Tais inteligências são percebidas em sua totalidade pelo protagonista quando Frank avança com seu Pontiac vermelho sobre Gretchen em frente ao "Cellar Door" de Roberta Sparrow. Donnie exclama "Deus Ex Machina - Our Savior", ou seja, Deus vindo da máquina - Nosso salvador. Nesse momento percebe lucidamente que entidades superiores estão "dando as cartas do jogo" e que precisará escolher entre sacrificar a si mesmo ou não para selar o universo tangente. Deus Ex Machina é a morte de Gretchen arquitetada por inteligências superiores para que Donnie coloque ordem no caos. Os Manipulados Mortos possuem lapsos de memória do que se passou no universo tangente, sendo mostrado isso ao final do filme, no universo primário e quando Frank toca seu olho, Jim Cunningham chora ou Gretchen cumprimenta a mãe de Donnie (ela só conhece e se envolve com Donnie no universo tangente). A existência e funcionamento de um universo tangente dentro de um universo primário é mostrado no filme Samantha Darko durante a chuva de Tesseracts ou hipercubos. Interessante que o termo Tesseract foi utilizado pela primeira vez em 1888 e o filme se passa em 1988. Daniel Brasil
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